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domingo, 29 de março de 2020

O Cristianismo em tempos de Coronavírus


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Tudo mudou. As ruas das grandes cidades estão vazias, as pessoas não se amontoam nos shoppings e parques nos fins de semana, as crianças e jovens não vão mais à escola, muitos não saem mais em direção ao trabalho. Para nós, brasileiros, não acostumados com guerras e grandes catástrofes, tudo isso está sendo terrivelmente assustador.
Por um lado, o medo de se contrair uma doença que já matou milhares no mundo. Por outro, o medo da crise econômica que a inação vai provocar. O que escolher: vidas ou dinheiro? Se escolhermos as vidas, podemos perdê-las posteriormente pela falta de dinheiro. Se escolheremos o dinheiro, perderemos as vidas de imediato.
E esse é apenas o princípio das dores (leia Mateus 24).
xO-pastor-evangelico-Silas-Malafaia-da-Assembleia-de-Deus-Vitoria-em-Cristo-num-culto.jpg.pagespeed.ic.6TJX1sFVtpNesse contexto, as igrejas também precisaram mudar. Com a proibição de amontoados de pessoas, os templos tiveram que deixar de fazer cultos com a presença física de fiéis e muitos passaram a transmitir seus cultos pela TV e Internet. Os mega (im)pastores, aqueles que investiram milhões na construção de templos nababescos com o propósito de atrair membros pela sua grandiosidade e ostentação, aqueles que para manter seu status de “papa” local precisam ameaçar semanalmente seus seguidores de maldições caso não lhes entreguem os dízimos e gordas ofertas, aqueles que têm o poder de manipular a vida dos seus seguidores em todos os campos, inclusive e principalmente em suas decisões de cidadania (como a escolha de quem votar para os cargos eletivos), esses se rebelaram contra a inicial vontade do Governo de proibir cultos abertos ao público. Ora, todo bom vendedor sabe que é muito mais fácil convencer o comprador no cara a cara, olhando nos olhos, do que tentando a venda por telefone, por exemplo. E esses “papas” são excelentes vendedores.
E fizeram o que lhes é esperado: foram para cima do Governo cobrar a volta dos cultos abertos ao público, desconsiderando os números trágicos como os da Itália, onde morrem atualmente quase mil pessoas POR DIA. Afinal, esses “papas” locais ajudaram a eleger o atual Governo, manipulando seus seguidores para votarem “certo”. E o Governo, que sabe que depende desse apoio espúrio, e também sendo pressionado por setores do Comércio, Indústria e Agronegócio, que também dependem de pessoas para continuar mantendo seus altos lucros, esse Governo acabou voltando atrás e classificando a atual situação como uma “histeria” e “gripezinha”. E mandou reabrir os (mega) templos ao público.
Mas o Poder Judiciário manteve seu fechamento.
xETbx8CmWoAEl9H7.jpg.pagespeed.ic.mf8ltxFRljO motivo da quarentena é apenas evitar que todo o mundo se contamine ao mesmo tempo, já que a contaminação é rápida. Se isso ocorrer, teremos a realidade da Itália, aliás muito pior, porque nem se compara um país desenvolvido com o nosso “em desenvolvimento”. Se as pessoas se mantiverem em quarentena, a contaminação ocorrerá aos poucos, e de repente até pode cessar, sendo possível aos hospitais atenderem a todos os que estiverem em estado mais grave. O remédio da quarentena é amargo, mas é necessário.
Mas para os “papas” locais, o lucro, digo, os fiéis DENTRO do templo é o que importa.
depositphotos_215947144-stock-photo-senior-couple-saying-grace-mealNesses dias, as igrejas sem “papas”, os pastores sérios, esses têm incentivado seus fiéis a cultuarem em suas casas. E nessa situação Deus nos está ensinando que a discussão pífia “igrejados versus desigrejados” não tem sentido nenhum. A Igreja verdadeira não é um templo, não é seguir a um específico “representante de Deus”, não é levar o dinheiro da oferta para o “representante de Deus” orar com a mão em cima e profetizar as bênçãos financeiras que virão em troca. A Igreja verdadeira somos eu e você, guiados por pessoas como nós, mas que têm maior conhecimento da Palavra e que, mesmo assim, não se aproveitam desse conhecimento para nos manipular à sua vontade. A Igreja verdadeira está no templo, fora do templo, na minha e na sua casa, no local de trabalho, na escola, na rua. A Igreja verdadeira se manifesta onde os Filhos de Deus estão, pois independe de edifícios terrenos, dependendo do edifício na rocha construído em cada um de nós.
Esse é apenas o princípio das dores. Daqui para o Fim muita coisa vai acontecer, segundo a revelação feita ao Apóstolo (de verdade) João, ao profeta Daniel e segundo o próprio Cristo. Essa pandemia vai passar e outras advirão, assim como guerras, rumores de guerras e catástrofes naturais. Para passar por tudo isso, o ser humano terá que aprender a utilizar sua maior arma e defesa: o amor. A Deus e ao próximo.
Ontem assisti ao filme O Poço, no Netflix. Se puder, assista. Com pinceladas fortes, mostra o resultado de nossa sociedade pautada no egoísta amor a si mesma. Dessa mesma sociedade que não se importa com a morte de alguns – contanto que não seja dela mesma e de seus próximos. Dessa sociedade tão preocupada com os ganhos pessoais e tão despreocupada com o cuidado dos estrangeiros, órfãos e viúvas. Dessa sociedade tão próxima a Mamom e tão distante do verdadeiro Deus.
Irmãos e irmãs, nossa provisão vem de Deus. Peçamos a Ele, não apenas o necessário materialmente, mas o necessário espiritualmente também. Que Ele nos abra os olhos para a Verdade. Que Ele nos encha do tão grande Amor que Seu Filho teve por nós, ao entregar Sua vida para que pudéssemos hoje viver.
Que possamos agir como Ele agiu. Sejamos imitadores Dele.
Que combatamos o bom combate e guardemos a Fé.
Que Deus tenha misericórdia dos grandes pecadores que somos.
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!
A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.
P.S.: Neste artigo comparei os (im)pastores a “papas” locais, por desejarem ser os reis de suas instituições religiosas e amarem o dinheiro acima de tudo, inclusive de vidas. Porém, o Papa da Igreja Católica Apostólica Romana, a quem os “papas” locais invejam, nessa crise mundial agiu conforme a foto abaixo.
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Por que a Congregação Cristã no Brasil monipoliza a "VOZ DE DEUS"?

  Resultado de imagem para templo da ccb    Por hora não vou tecer nenhum comentário sobre o que eu penso sobre a organização "Congregação Cristã no Brasil, vou deixar que alguém que foi de lá, e teve lá experiencias diversas, tantos boas quanto más,  fale um pouco.

      Se gostar entre no canal do Youtube  do Bruno Diedrichs  , lá  tem outros comentários bem pertinentes, possivelmente publicarei outros.  Se você é desta igreja a acha como a maioria dos membros, que lá é graça de Deus e portanto a única igreja verdadeira,  se você é de lá e questiona isso mas se sente sozinho nestes questionamentos, se você nunca pensou a respeito e talvez conheça a CCB apenas de vista,  se você tem contato com congregados e quem sabe até já foi   "(des)evangelizado" por eles ou mesmo se você é um cristão que gosta de pesquisar e conhecer melhor as diversas denominações, não deixe de ver. É interessante observar que o video é focado numa igreja mas poderia ser usado para muitas outras igrejas.

      A igreja de Jesus Cristo é seu corpo, um organismo vivo já, as denominações que chamamos de igreja são apenas organizações onde parte deste organismo se reúne.  O que vai diferencia-las é a teologia ensinada, tradições e costumes, relacionamentos entre membro, manipulação e domínio ( ou não) da liderança, nível de conhecimento biblico e  comunhão com Deus, preocupação com os outros espiritualmente ou  mesmo socialmente falando e claro a pratica do maior mandamento segundo Jesus: O AMOR. Algumas destas diferenças podem ser consideradas como "perfumarias" já outras podem ser nocivas, opressoras e até mesmo afastar  pessoas sinceras da verdade.

      Algumas destas  organizações são exclusivistas e gostam de monopolizar a voz de Deus e este é tema desta video em relação a CCB e como eu disse poderia ser de outras igrejas.


Por que a Congregação Cristã no Brasil monipoliza  a "VOZ DE DEUS"? | Fora da Caixa EP32
Por Bruno Diedrichs.

Nota: Video publicado com autorização.






sábado, 8 de fevereiro de 2020

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

04 MOTIVOS PORQUE A TEOLOGIA DO COACHING ENCONTROU ESPAÇO ENTRE OS EVANGÉLICOS

Boa parte dos púlpitos evangélicos tem sofrido influencia daquilo que tem sido denominado de teologia do coaching. A teologia em questão é a substituta da teologia da prosperidade e o mais novo modismo eclesiástico que paulatinamente tem desvirtuado e corrompido a igreja brasileira. Seus protagonistas, os denominados coaches não pregam o evangelho, mas, sim uma mensagem humanista, antropocêntrica e desprovida da graça de Deus. Digo mais: A teologia do coaching é falsa e ladra da verdade pelo fato de que ela defende um cristianismo pelagiano, centrado no homem, em que o foco principal é a satisfação do indivíduo e não a glória de Deus.

Ora, diante dos fatos narrados surge a pergunta: Por que será que a teologia do coaching mesmo sendo falsa e espúria encontrou espaço entre os evangélicos?

Veja bem, não quero ser simplista em minhas afirmações, até porque seria irresponsável sê-lo, todavia penso que dentre os inúmeros motivos para o fato da igreja ter abraçado a teologia do coaching, quatro são preponderantes, senão vejamos: 

1-) Os evangélicos abandonaram a centralidade das Escrituras em suas vidas e igrejas.

2-) Cristo deixou de ser fonte de contentamento e suficiência  para boa parte daqueles que se dizem cristãos.

3-) O hedonismo e o culto ao prazer tornou-se objetivo de uma igreja antropocêntrica e ensimesmada tendo sido vencida pelo secularismo e mundanismo.

4-) Os coaches pregam aquilo que o ouvinte quer ouvir, omitindo de suas mensagens palavras como pecado, erro, juízo e disciplina construindo na mente do individuo a ideia de que tudo é relativo e que Deus existe somente para satisfazer única e exclusivamente as vontades da criatura.

Pense nisso!

Renato Vargens 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Quem é o Deus do seu coração?


a-vontade-de-deus-e-o-meu-coracaoNão andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;
e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

Essa semana algo chamou a atenção de todo o mundo: foi o fato de segundo filho de Lady Diana, Harry, e sua esposa Meghan terem renunciado à vida na realeza da Inglaterra.
Em dias de teologias da prosperidade, da semente, do determinismo, dos coachings, onde basta uma palavra ou uma ação e tudo será transformado, onde o que importa é a capacidade de poder consumir, onde o poder do ter se sobressai sobre o ser, ver alguém renunciando a tudo isso por uma vida mais simples e comunitária é de chamar a atenção.
Onde ser feliz se fundamenta no poder de ter, a atitude desse casal traz exemplos para todos nós. Refletindo sobre a atitude deles e o Reino de Deus me veio este artigo.
  • Nosso maior tesouro é a liberdade.
Para muitos a vida em um palácio é cercada de glamour, riquezas, confortos. Porém não é verdade, não é a primeira vez que alguém renuncia a vida na realeza, a própria Lady Diana renunciou a tudo pois se sentia em uma prisão. Harry e Meghan não suportam os inúmeros protocolos e querem uma vida de liberdade.

A Bíblia nos descreve em João 6 o diálogo de Jesus com os religiosos da sua época. Eles se diziam livres, porém Jesus lhes disse:
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
Eles ficaram confusos e disseram: do que nós havemos de ser livres?
Essa é a pergunta de muitos nos dias atuais. Mesmo em um palácio podemos ser infelizes. O viver não se resume aos bens materiais ou aos prazeres do mundo, é preciso estar atento às verdadeiras necessidades da vida. Há muitas prisões invisíveis. Segundo os tabloides ingleses, o casal real quer viver uma vida com mais liberdade e próximo das realidades do mundo. Muitos imaginam que a vida plena está em viver num palácio, a modernidade nos leva a pensar assim. Se eu conseguir ser rico, famoso, serei realmente feliz. Esta afirmação não é real, pois necessitamos de consciência da vida. Vivemos dias onde a ideia do ter e possuir ultrapassa os limites da realidade. Somos estimulados diariamente a satisfazer nossos desejos. Não há tempo para pensar e refletir sobre nós mesmos. Tudo é consumo, porém as verdadeiras riquezas estão sendo consumidas: o tempo, a paciência, a paz, o tempo em família, a capacidade de realizar nossos sonhos. A vida em si está se perdendo. Quantos jovens sucumbiram diante dessa busca contínua de satisfazer seus desejos? Isso é uma armadilha, pois nosso Eu interior é insaciável. A ideia de sermos humildes sucumbiu com a pressão de que precisamos de coisas para sermos realmente felizes.
A Bíblia nos diz:
Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.
2- A alegria de espírito não se encontra a venda em um mercado. Ela só é disponível pela fé em Deus.
Para muitos, só há felicidade se houver capacidade para o consumo.
O escritor Gilles Lipoversky, em seu livro A felicidade paradoxal, diz:
“O cenário da felicidade atual vem da modernidade formada na segunda metade do século XX. Ele a chama de ‘civilização do desejo’ do ‘hiperconsumo, mercantilização dos modos de vida, exacerbação do gosto pelas novidades’.
O novo cogito diz: ‘Compro, logo existo’. Se antes se tratava de consumir para exibir posição social, agora se busca, no imediatismo dos prazeres, maior bem-estar, mais qualidade de vida por meio de um consumo intimizado, emocional, voltado para satisfações privadas. No entanto, não estamos no melhor dos mundos. Bem ao contrário, as críticas que se fazem à sociedade de hiperconsumo são inúmeras: perda do sentido propriamente humano do sujeito reduzido a comprador, degradação do meio ambiente, disseminação da pobreza na economia globalizada, entre outros males. Na sociedade de hiperconsumo, a felicidade é paradoxal. De um lado, estão dadas as condições para que as aspirações individuais sejam satisfeitas pelo mercado, de outro lado, também estão postos os obstáculos que se contrapõem à postura hedonista do indivíduo contemporâneo. O hiperconsumidor tem acesso ao ter, mas aspira a ser; os mais diversos prazeres sensoriais estão ao seu alcance, mas é preciso preservar a vida. As pressões da vida coletiva colocam o sujeito diante da árdua exigência de ser o único responsável por seu êxito ou seu fracasso, com seu cortejo de medos, ansiedades e frustações. O turboconsumidor individualista, flexível, hedonista, liberto das antigas culturas de classe está muito mais em busca de satisfações emocionais imediatas que de demonstrações de condição social. O espírito de consumo infiltra-se nas relações do consumidor com a família, com o trabalho, com a religião, com a política, com o lazer. Vivemos numa espécie de império do consumo em tempo integral, servido por um mercado diversificado que, a uma só vez, satisfaz e incentiva a ilimitada aspiração a novos prazeres. Porém este tipo de felicidade resulta em um tipo de felicidade que traz muitas feridas. Muitos são os indivíduos contemporâneos que atingiram tal grau de desamparo, pois os tornou os únicos responsáveis pelo seu êxito ou seu fracasso, estando assim constantemente sujeito a medos ansiedades e frustações. Pois este é o dilema que enredam os indivíduos dos tempos hipermodernos. Eles precisam mostrar-se sempre felizes, pois a admissão do malogro seria acompanhada por uma miséria interior difícil de suportar. E como não sentir certo pudor de declarar-se infeliz diante das misérias do mundo?
Afinal, a felicidade, que para os Modernos seria inevitavelmente alcançada com o progresso das ciências e das técnicas, parece revelar-se um enigma, algo que está sempre fora de alcance e que talvez dependa daquilo que não se compra”.
riqueza
Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa e pelo Evangelho, a salvará.
Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
Ou, o que o homem poderia dar em troca de sua alma?
Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras nesta geração adúltera e pecadora, o Filho do homem se envergonhará dele quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos”.
A prova de que bens materiais não são significativos no Reino de Deus é o fato de Deus estar sempre ao lado dos mais necessitados. O apóstolo Paulo se refere da orientação que recebeu de Pedro para seu ministério:
E nos recomendaram apenas que não nos esquecêssemos dos pobres, o que também tenho me esforçado por fazer”.   Gálatas 2.10
Em muitos lugares do mundo a extrema miséria não impede de muitos viverem a vontade de Deus. Não é o que temos que nos apresenta diante de Deus mais sim o que realmente somos.
Muitos estão caindo nas armadilhas do deus deste mundo. Em busca da “felicidade material” muitos estão sendo engolidos pela ganância, tornando-se arrogantes e soberbos. A Bíblia nos diz que Deus resiste aos soberbos.
A ganância produz o espírito da vaidade, que endurece os corações cegando a muitos para não verem a realidade do mundo.
A vaidade e a ganância são males que abrem as portas para todos os demais males da alma: a soberba, o egoísmo, a avareza, a gula, a lascívia, a violência. Muitos hoje estão presos no hedonismo e na excentricidade, se tornando seres humanos sem conexão com a realidade.
A simplicidade e pureza de  Jesus era seus maior testemunho que Ele e o Pai eram um.
Jesus não sucumbiu aos tesouros e poderes deste mundo. Mesmo sendo tentado em Seus mais ínfimos desejos como homem pelo diabo, não se entregou.
Mesmo sendo crucificado como um malfeitor, não fugiu da Sua essência.
Mesmo abandonado pelo Pai na cruz, cumpriu Seu propósito.
Mesmo na morte, foi vencedor e se deu pelo mundo.
Mesmo com todos esses ensinamentos de Jesus, vemos hoje ditos “apóstolos” ignorando e vivendo de forma nababesca. Não vemos na Bíblia referências de que homens de Deus devam se tornar milionários por servir a Deus.
A igreja de Atos nos ensina que a maior essência da igreja e dos cristãos:
– é o desapego material;
– a luta por igualdade e justiça;
– a equidade pelos que sofrem.
O verdadeiro testemunho da igreja é mostrar ao mundo que não somos donos de nada, pois tudo pertence a Deus.
Os evangélicos brasileiros precisam rever seus valores, suas essências e sua identidade.
Somos imitadores de Cristo em tudo, inclusive na Sua humildade. O Filho de Deus não tinha onde reclinar a cabeça, pois nada deste mundo Lhe seduzia.
Devemos voltar a perseverar na doutrina dos verdadeiros apóstolos, (sim aqueles que têm seus nomes escritos na cidade celestial), não esses que vemos expondo suas riquezas na TV.
O mundo só muda se a igreja e os cristãos forem sal e luz. Sal para salgar (transformar o gosto) e luz para vencer (extinguir) as trevas.
E ser sal e luz só tem sentido se assumirmos nossa missão de servir uns aos outros. Muitos se esquecem de que fomos chamados a servir o serviço em prol da existência. Quem entender isso terá descoberto o verdadeiro sentido da felicidade segundo os ensinamentos bíblicos, pois segundo Mateus 5, só chegaremos às bem-aventuranças se nos unirmos às verdadeiras necessidades do próximo. Por isso, os bem-aventurados são aqueles que adquirem a capacidade de servir a Deus. O caráter cristão é a marca da igreja no mundo, se isso não for mudado logo a igreja será mera espectadora do cotidiano. Precisamos de Cristão com caráter de Cristo, que viva sua palavra.
Que possamos buscar em Deus a capacidade para a renúncia diária de todos os prazeres deste mundo, sabendo que isso só é possível pela fé.
“Não sonho como uma igreja perfeita, mas sonho com uma igreja bíblica, que imita a Cristo em tudo. No viver e até no morrer”.
E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
A Deus toda glória.
faixa

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Universal, Graça e Desgraça.

Seria a Igreja Universal do Reino de Deus- IURD,  ( do Bispo Edir Macedo) uma seita? Muitos vão dizer que sim, outros tentarão aliviar um pouco tratando a referida igreja como movimento contraditórios e outros que por chegarem a esta conclusão deveriam ter o mesmo questionamento, dirão que não.

A doutrina anti bíblica da prosperidade, a importância que dão ao demônio, os rituais parecidos com os da macumba praticados nos "cultos" já seriam suficientes para mostrar que este movimento é uma seita, pois estas praticas não são as ensinadas nas escrituras..

E olha que nem vou dizer do enriquecimento do seu líder às custa da fé dos seguidores, pois ai teríamos que colocar um monte de "igrejas", algumas que até achamos serem sérias, no mesmo critério.

Alguém com certeza vai  discordar da tese da IURD ser uma seita alegando que apesar dos erros ela é uma igreja que crê na Bíblia e em Jesus.

Sobre crer na bíblia eu diria que não basta acreditar que ela é a Palavra de Deus e  a interpretar de forma errônea para justificar as heresias que pregam. Não estou falando de diferenças teológicas debatidos por séculos na igreja cristã e que criaram diferenças históricas na comunidade cristã. pois estas, mesmos quando diferem entre si em interpretações, conseguem ter lastros sólidos na bíblia e estas diferenças não ferem princípios fundamentais  da Palavra, já as interpretações das seitas são feitas sob medida para enganar o povo ou talvez estas interpretações tenham vindo direto do inferno.

Sobre crer em Jesus e na salvação poderia ser um alibi para colocar a IURD como uma igreja cristã e evangélica nas  em qual Jesus eles creem, o que eles entendem por salvação e como ela é possível  segundo eles? Pela graça de Deus? 

Vamos ver o que seu líder mor Edir Macedo interpreta a graça de Deus:

"E qual é a arma que o diabo usa a seu favor? Esse discurso maldito de que a “Salvação é pela graça de Deus”... 

Frase tirada de um texto na própria página da igreja: https://www.universal.org/bispo-macedo/post/graca-ou-desgraca/

Aparentemente o  texto esta num contexto de advertência contra quem vive no pecado alegando que por terem a graça de Deus podem viver de qualquer maneira, mas quando afirmam que o discurso de que a salvação pela graça é maldito mostram algo mais que uma simples advertência a quem vive no pecado, mostra que para eles a salvação não é pela graça e que existe um preço a ser pago por ela.

Armenianos e calvinistas tem debatido a muito tempo sobre a mecânica da salvação mas ambos os grupos não usam depor contra a graça de Deus, pois mesmo que em diferentes perceptivas  sabem que é pela graça que somos salvos, pois é isso que a Bíblia ensina. 

Salvação por qualquer outro meio, que não a graça de Jesus, é impossível, por melhores que sejam as obras é impossível ao homem ser salvo sem esta maravilhosa graça, logo só um desgraçado poderia chamar o ensino bíblico  de que é pela graça que somos salvo de maldito

Não precisa ser muito esperto para concluir que o pano de fundo deste discurso contra a graça são as obras, e no caso da IURD, obras são contribuição financeira à igreja.

Em um artigo na revista Renovação de maio de 2019 o genro do Macedo, Bispo Renato Cardoso ( o provável sucessor dele) afirma que a graça não é de graça e que podemos preencher as condições necessárias para usufruirmos dela. Vejam a  lógica dele:

"Não há como alcançar a graça da salvação se não for pela fé (até ai OK)... Não há como manifestar a fé se não for por meio da obediência à sua Palavra, num todo..." e ai vem a cereja do bolo herético... "e não há como obedecer se não for por meio da entrega sincera que exige sacrifício."

Observarem que como entrega sincera não foi dito a entrega da vida, mas por meio de sacrifícios . Como não chamar de seita alguém que abre a mão da graça e acha que sacrifícios  ( Não o sacrifício de Jesus que é meio de como a graça nos alcança)   feito por quem busca a salvação, como se sacrifício feito por um pecador tivesse poder de salvar. Alem do mais para um bom entendedor meia palavra basta e não precisa ser expert em doutrinas desta seita para saber que quando falam em obras e sacrifícios estes ternos estão associados a dinheiro ofertado ou mesmo sacrificado no "altar" deles.

Pena que muitos lideres cristãos em busca de poder politico e terreno tem se associado a tal grupo herético. A revista de onde tirei a fala do bispo Gerson é distribuído a liderança das mais diversas matrizes teológicas, lideres estes que  buscam uma vantagem nesta união com os hereges. Vou me ater de citar nomes mas centenas de lideres aprovam esta união, basta folear as paginas desta revista.

Para este lideres deixo a pergunta feita pelo profeta Amós:

 "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? Amós 3:3 "


Em um audio de um programa,  Macedo cita alguém que escreveu  indagando sobre a lei e a a graça com base em Efésios 2:8, o próprio bispo cita  o texto no audio para logo em seguir dizer: " Não venha contaminar com este espirito ruim os outros que estão vivendo esta fé sacrificial. Edir afirma que não existe fé sem sacrifico, só esquece de dizer que a fé é no sacrifico perfeito de Jesus por nós, sua Graça, e não nos sacrifícios financeiros  feitos em sua empresa que ele chama de igreja.   .


















Sobre a graça vamos ver se a salvação somente por ela é maldita ou se a graça não é de graça:

Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também.
Atos 15:11

Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.
 Romanos 3:24

Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.
Romanos 11:6

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

Efésios 2:8




Uma Igreja que vê a graça de Deus como graça pode ser considerada Igreja de Jesus ou uma seita herética? Se uma igreja que acha que pode comprar a graça com sacrifícios não é uma seita o que seria uma seita?



NOTA:
Se julgarmos a salvação pelos critérios da IURD poderíamos  concluir que todos que pertencem a esta seita estão perdidos mas como a salvação é pela GRAÇA de Deus este artigo não tem como objetivo dizer quem é ou não salvo afinal muitos tem ido lá em busca da salvação e a estes o Espirito Santo tem aberto os olhos.