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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Os valores cristãos do Malafaia.

Malafaia: ‘Não vamos negociar valores cristãos em eleição’




O prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin participaram, nesta quinta-feira (17), da abertura da 13ª Expo Cristã, feira de produtos e negócios gospel. Durante o evento, que acontece em São Paulo, o pastor Silas Malafaia disse aos políticos que não vai negociar os valores cristãos em “nenhuma eleição”.
No discurso, Malafaia disse que conhece o gênero humano, sexo macho e fêmea. O pastor afirmou também que a ideologia de gênero e outros temas relacionados são uma das “maiores engenharias do diabo para destruir a família”.
– Quem quiser fazer graça na eleição para o politicamente correto, para a ideologia de gênero, casamento gay, legalização das drogas e aborto, vai embora, segue seu caminho – afirmou.   
(fonte:https://pleno.news/brasil/politica-nacional/malafaia-nao-vamos-negociar-valores-cristaos-em-eleicao.html#!)

O que são valores cristãos, Sr Malafaia?      

                           O que são valores cristãos? Malafaia  diz que não vai negociar valores cristãos deixando  claro que ele os os evangélicos que ele representa estão disposto a negociar com os políticos. Mas volto a perguntar: o que são valores cristãos? A bíblia que é o manual de fé e pratica dos verdadeiros cristãos nos dá a resposta. Basta dar uma  olhado nos profetas do Antigo Testamento e veremos que a injustiça, a exploração dos mais pobres, a corrupção tanto politica quanto religiosa, a sede pelo ter e pelo poder eram denunciadas,  e como eles falavam em nome de Deus, podemos concluir que os valores cristãos são os valores opostos a isso que denunciavam. Após os profetas o próprio Cristo seguiu ensinando estes valores e foi seguido pelos demais escritores do Novo Testamento. A família defendida pelo  Malafaia faz parte do projeto de Deus para a humanidade, logo ele é sim valor cristão mas não adianta defender um valor e desprezar outros. O mesmo vale para os temas aborto e casamento gay,  mas o combate a exploração e corrupção deveria ser defendida mesma forma. Pior pois enquanto o casamento gay e o aborto não afeta de forma direta a família dos cristãos, eles são   afetados quando  morrem nas filas dos hospitais sem condições de serem atendidos por falta de recursos enquanto políticos "fazem a festa" com recursos públicos. Como um cristão pode ensinar sobre o que é pecado aos seus filhos quando vê lideres batendo pesado nos pecados relativo a sexualidade dos homossexuais, mas ao mesmo tempo ver estes lideres praticando pecados sexuais  heterossexuais  ou passando "a mão na cabeça" de quem o pratica? Como ensinar que certas práticas são erradas e ao mesmo  tempo não poder explicar o  por que de políticos corrutos e safados estarem nos púlpitos de certas igrejas ou fazendo negociatas nos gabinetes de certos lideres?  

                              A maioria dos participantes da tal  bancada evangélica votou a favor de não se investigar a corrupção de Temer, logo quem negocia com estes canalhas certamente   negocia valores cristãos.                                                                                                                                  As reformas proposta por esta governo e seus aliados vai influenciar negativamente na vida do pobre e da classe média, inclusive nos cristãos que fazem parte dela. Mas com certeza isso não afeta a liderança das igrejas, logo estes valores cristãos podem ser negociados? 

                              O fato é que lideres como Malafaia negociam valores cristãos em cada conversa com políticos e pior faturam alto com estas negociatas. Este discurso a favor da família e contra os gays e aborto é pura hipocrisia  onde estes caras se promovem às custas deste discurso. Criticar pecados seletivamente não se ajusta com o discurso de Jesus que ensina SIM- SIM e NÃO-NÃO.

                             Não vejo com bons olhos lideres cristãos envolvidos com politica pois o exemplo que temos nos faz chegarmos a conclusão de que  eles, apesar do discurso de piedade, são tão ruins  ( ou piores) que os ruins políticos que temos.


Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que prescrevem opressão. Isaías 10:1


Ao povo da terra oprimem gravemente, e andam roubando, e fazendo violência ao pobre e necessitado, e ao estrangeiro oprimem sem razão. Ezequiel 22:29


Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa, para derramarem sangue, para destruírem as almas, para seguirem a avareza. Ezequiel 22:27


O que oprime ao pobre para se engrandecer a si mesmo, ou o que dá ao rico, certamente empobrecerá. Provérbios 22:16


E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos. Malaquias 3:5


Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. Isaías 1:17


Para desviarem os pobres do seu direito, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo; para despojarem as viúvas e roubarem os órfãos! Isaías 10:2




Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás das recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva. Isaías 1:23

domingo, 13 de agosto de 2017

Relativizando o Evangelho: os fins justificam os meios?


O-que-é-EvangelhoPor isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;

Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. – 2 Coríntios 4:1,2
Muitos não entendemos como, 500 anos depois de Lutero, a situação de boa parte das igrejas ditas cristãs encontra-se igual ou até pior do que a igreja da Idade Média. Mais difícil ainda é entender como, mesmo nos tempos da Igreja Primitiva, enganos eram sutilmente propagados entre os santos, a ponto dos apóstolos (de verdade) terem que lutar pela pureza da fé.
E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas. – Colossenses 2:4
Como corações aparentemente sinceros podem se deixar levar por ensinos enganosos? Como esses ensinos penetram nas igrejas e se tornam parte delas?
E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane;
Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. – Marcos 13:5,6
Penso que a resposta talvez esteja na relativização da fé, na falsa crença de que os fins justificam os meios. No caso, o fim seria a rápida e mais abrangente divulgação do Evangelho e, consequentemente, do número de salvos. Os meios, quaisquer que aparentemente levem a esse resultado.
Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. – 2 Coríntios 11:3
Na relativização da pregação do Evangelho, o mal nem sempre é mal. Ora, Raabe não usou de uma mentira para salvar os anjos? O Apóstolo (de verdade) Paulo não disse que se fazia de tudo para alcançar a todos? Para que o nome de Jesus seja conhecido, vale absolutamente tudo!
Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios. – 1 Timóteo 4:1
A pregação do Evangelho não precisa de vale tudo. A pregação do Evangelho não precisa sequer de mim ou de você. Ser um instrumento de Deus é uma grande honra, pois é algo que independe de nós. Deus não precisa de nossos planos mirabolantes de crescimento de igrejas, nem de milhões gastos em rádio e programas de tevê, nem de campanhas financeiras para arrecadar recursos para propaganda evangelística. Deus é. Deus faz. E Deus é quem provê e usa a quem quer, quando quer. Se até uma mula Ele usou certa vez para exortar um (falso) profeta, se Ele quiser até a nós, com todas as nossas imperfeições e dificuldades, também podemos ser usados. E se Ele não quiser, nem com todo o dinheiro do mundo, nem como emissoras de rádio e televisão nossa pregação prosperará (pois seremos nós com a falsa força do nosso braço, não Deus com o Seu Espírito e Poder).
E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.
Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples. – Romanos 16:17,18
Uma vez que usamos nossa falsa força, de forma até inconsciente tendemos a nos apossar do objeto de conquista. E, uma vez com a posse, podemos usufruir da forma que acharmos melhor. E assim é também com a pregação do Evangelho.
Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. – Efésios 4:14
O fim é louvável: a expansão da pregação do Evangelho. Mas a falta de conhecimento bíblico nos faz acreditar que apenas com nosso trabalho árduo tal objetivo será alcançado. E começam esforços mentais em busca das melhores estratégias para se alcançar a meta: cargos de liderança para fidelizar membros-chave, campanhas com promessas de grandes bênçãos em troca de grandes ofertas, cobrança de grandes cachês para sustentar a mais tecnológica parafernália de som (para atrair os jovens), pouca ou nenhuma ênfase no arrependimento dos pecados e outros temas que possam afastar os dizimistas, grande destaque para rituais judaizantes e místicos (inclusive simulando milagres e expulsões demoníacas) para manter a plateia atenta e fiel, incentivo dito divino para o sucesso pessoal do membro (desejo de dez entre dez brasileiros) por ser filho de Deus. E a lista de estratégias ditas evangelísticas vai longe…
Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.
Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré. – Judas 1:10,11
Uma vez relativizada a pregação do Evangelho, também torna-se relativa a conversão do fiel e dos líderes. Sem a luz da Palavra de Verdade, as trevas do pecado têm terreno fértil. As duas horas de culto semanal tornam-se suficientes para justificar nossos pecados e fraquezas. Contanto que um dia tenha dito aceitar a Jesus e dizime e oferte com regularidade, o fiel pode ocultamente manter seus vícios, satisfazer seus desejos, retaliar seus inimigos, fazer negócios com as coisas de Deus.
Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. – 2 Pedro 3:16
Como um abismo chama outro abismo, a cada dia torna-se mais difícil manter a máscara de santidade em meio a uma mente e a um coração não transformados pelo Evangelho (pois o que vemos em muitas igrejas é relativizado, humanizado, deturpado e não tem o poder divino de transformar a ninguém). Pela misericórdia de Deus, algumas dessas máscaras caem, e com elas seus portadores. O universo gospel torna-se então implacável contra o desmascarado, apontando-lhe com toda a força a malignidade do seu pecado, tratando-o como um ser desprezível, excluindo-lhe dos seus ambientes santos. Digo pela misericórdia divina, pois essa é uma chance real que Deus dá a essas pessoas para que encarem suas fraquezas, para que se arrependam daquilo que faziam escondido entre um culto e outro, e assim para que, humilhados, se rendam verdadeiramente ao Pai, tendo um real contato com o verdadeiro Evangelho. Mas nem todos se arrependem, voltando assim que possível ao vômito que fora exposto, mas Naquele Dia não poderão dizer que não tiveram sua chance. Infelizmente, até a Graça tem sido relativizada, sendo para muitos a desculpa perfeita para se manter em seus maus caminhos.
Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.
Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
Não erreis, meus amados irmãos. – Tiago 1:13-16
Para muitos, o Evangelho não é missão: tornou-se profissão. Desde pastores que, por ganhar salário de suas denominações, não podem falar nada além do que a instituição religiosa permite (cerceando muitas vezes a mensagem), até os escandalosos casos de líderes e artistas que enriquecem às custas da boa fé do povo. Como esses conseguirão pregar aquilo que a multidão realmente precisa ouvir, se necessitam fidelizá-la para que continuem lhe dando o sustento ou até mesmo bancando suas excentricidades financeiras? É muito triste ver pastores que, mesmo não concordando com suas lideranças, precisam se calar com medo de perder a provisão de suas famílias. E mais triste ainda é ver líderes que formam verdadeiros impérios religiosos (às custas dos fiéis) e que propositadamente aprisionam os pastores das suas filiais com bons salários. O que aparentemente é uma coisa boa, na verdade se torna bastante ruim, pois faz os liderados dependerem exclusivamente do salário da igreja, deixando de buscar provisão por seus outros talentos, tornando-se verdadeiros reféns da denominação em que servem. E essa, querendo servir aos fiéis um Evangelho relativizado, usará dos pastores-reféns. Um círculo vicioso e maquiavélico.
Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo. – Colossenses 2:8
Jesus disse que não é possível servir a dois senhores, e os especificou como a Deus e ao dinheiro. Isso porque o dinheiro é essencial no mundo em que vivemos, seja para adquirir alimentos, roupas, moradia, educação, saúde e toda e qualquer futilidade para alegrar, mesmo que momentaneamente, a alma humana. O desejo de ter dinheiro é tão grande que muitas vezes sobrepuja o desejo de servir a Deus. Mas os mais espertos conseguiram relativizar tanto o Evangelho que pensam ter desmentido a Cristo, sendo possível servir aos dois senhores. Assim, inventaram o comércio gospel, a venda de produtos gospel, de entretenimento gospel. O crente fiel não pode ouvir música “do mundo”, mas deve comprar os cds de música gospel; não deve usar roupas “do mundo”, mas deve comprar roupas das grifes gospel; precisa cancelar o canal de tevê a cabo “do mundo” e contratar o canal gospel; não pode frequentar uma balada “do mundo”, mas sim uma balada gospel.
Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem;
Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo.
Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. – 1 Coríntios 5:9-11
Kit de embelezamento da Rainha Ester, óleo de unção de diversas fragrâncias, bíblias de estudo com a relativização do Evangelho que se deseja ter. Idolatria a personalidades gospel (pois não se pode admirar cantores “do mundo”), votos nos políticos indicados pelas lideranças eclesiásticas, congressos e eventos para dar lucro aos empresários gospel. Teremos essa semana a Expo Cristã, uma feira de negócios gospel, onde haverá Evangelhos relativizados em vários estandes. De tão relativo, será possível reunir num mesmo ambiente presbiterianos, “mundiais” e os da Plenitude, sendo a Igreja Mundial do Poder de Deus considerada como “seita” pela Igreja Presbiteriana do Brasil, e sendo a Igreja Apostólica Plenitude de Trono de Deus, com as mesmíssimas características da Mundial e da IURD, apenas ainda não oficializada como seita por faltar literatura a respeito. E observação: a feira é do líder da Plenitude, mas relativizemos a presença dos presbiterianos a título de tentativa de propagação do verdadeiro Evangelho (nada a ver com lucro, espero!).
Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.
Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. – 1 Timóteo 6:7-11
Para expandir, o Evangelho não pode ser relativizado. A Palavra não pode ser deturpada, pois perde Poder. O ser humano não pode ser afagado nos púlpitos, mimado, satisfeito em sua vida mundana, mas confrontado com a Verdade, Verdade essa que doi, que machuca, que desagrada, que humilha. A Verdade é que temos uma Cruz a ser carregada, se queremos seguir ao Mestre e Senhor. E essa Cruz é o instrumento nossa morte para o Eu, para o mundanismo deste mundo tenebroso. Uma vez mortos para o pecado, realmente viveremos para Cristo. E, servindo a Cristo, não haverá espaço para servirmos também a Mamom.
O Evangelho relativizado conseguiu o seu propósito: hoje temos, só no Brasil, a grande maioria dos cidadãos ditos cristãos. Porém, essa grande maioria não dá testemunhos de fé e de caráter na mesma proporção. Ao contrário, o Brasil ainda é o país onde proliferam o “jeitinho brasileiro”, a luxúria, a corrupção, o desamor. Ao invés de Frutos do Espírito, o Evangelho relativizado traz Frutos de Iniquidade.
A porta que leva à Salvação é estreita, e poucos passarão por ela. Os que vivem e se deleitam num Evangelho relativizado perigam não conseguir passar por essa porta.
Uma marca dos verdadeiros profetas é que eles não eram adorados pelas multidões, pois suas duras palavras afastavam a muitos. Não se corrige um filho passando-lhe a mão na cabeça e dando-lhe um beijinho na face.
Quem ama disciplina. O líder que ama as ovelhas que Deus lhe confiou não lhes poupa as palavras, pois não deseja ter seu sangue nas mãos.
O Evangelho, por si só, tem força para sua propagação. Ainda é o Espírito Santo quem acrescenta as almas, não nossa eloquência ou os meios midiáticos dos quais podemos dispor.
Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! – 1 Coríntios 9:16
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!
A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.

https://estrangeira.wordpress.com

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

NÃO MEXA COMIDO! SOU UNGIDO

                                 NÃO MEXA COMIDO! SOU UNGIDO


Na época de Miquéias, a liderança religiosa era gananciosa e bradava cinicamente: “Não está o Senhor no meio de nós?” (Mq 3:11). Miquéias, então, denunciava o pecado da avareza. A liderança manda Miquéias calar a boca por trazer-lhe uma mensagem de condenação e castigo (Mq 2:6). Hoje, não é diferente. A falsa liderança “evangélica” é ágil em se proteger debaixo da couraça “Não toqueis nos meus ungidos” para ameaçar aqueles que questionam suas doutrinas antibíblicas.

Esquece a falsa liderança que “Não toqueis nos meus ungidos e aos meus profetas não façais mal” (I Cr 16:22) não significa “Ai de quem mexer comigo” até porque o sentido de “Não toqueis” é exclusivamente quanto à inflição de dano físico e refere-se a Abrão, Isaque e Jacó. Portanto, nenhum pregador do Evangelho é isento de questionamentos. Todos nós precisamos passar pelo teste bíblico da doutrina. Nenhum pregador é imune a juízo de valor.

A liderança falsa arranca a pele de suas ovelhas, esmiúçam os ossos e quer que fiquemos calados. Contam estórias estapafúrdias e tenebrosas no púlpito com tonalidade ameaçadora para criar credibilidade da plateia. O pior, é que o povo gosta desses “profetas”. E, ai daquele que não alimentar a sua cobiça vaidosa. Declaram guerra: “Mas contra aquele que nada lhes metem na boca preparam guerra” (Mq 3:5).

O ministério de Jesus foi uma cruzada contra aqueles que abusavam espiritualmente de outras pessoas. Paulo combateu os falsos ensinos. A igreja primitiva não mediu esforços em combater as falsas doutrinas. Os puritanos não pouparam denuncia ao falso Evangelho. Charles Spurgeon disse: “O mais maligno servo de Satanás que conheço é o ministro infiel do Evangelho”.

Miquéias foi duro contra os falsos profetas. Ele não cortejou sua mensagem buscando simpatia e favores. Miquéias não arreda o pé do que sabia ser certo e denuncia veementemente o pecado e a condenação: “Por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e se tornará em montões” (Mq 3:12).

Por outro lado, Miquéias traz uma mensagem cheia de esperança para todos nós. Ele profetiza sobre um povo remanescente que não está centrado na ambição: “Certamente te ajuntarei ó Jacó... subirá diante deles o arroteador, o que abre o caminho; eles romperão...”. (Mq 2:12,13). Miquéias viu um povo de coração batendo junto. Viu pessoas tão dirigidas pelo Espírito que seriam excluídas pela igreja ambiciosa. Viu um remanescente excluído pela igreja abominável.

O remanescente excluído que Miquéias fala não são os pastores “popstars” aplaudidos pelos bodes bravos. Mas, são aqueles que levantam a voz contra a corrupção na casa do Senhor. São aqueles que têm sua mente direcionada aos céus. São aqueles que estão esgotados de tanta superficialidade. O remanescente excluído se elevará fora do arraial, chorará por causa das abominações da igreja cobiçosa e romperá, e proclamará o verdadeiro Evangelho. Desse remanescente sairá a verdadeira Palavra!

Ir. Marcos Pinheiro

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Cristã protesta contra o voto de cajado em Marcha no Amazonas.

Com tema sobre a família, aconteceu dia 29 de julho  a Marcha para Jesus em Manaus, capital amazonense, o evento reuniu milhares de fiéis .Como todas as marchas não deve ter faltado o "showzinho", as heresias de plantão , as palavras de ordem, o "culto" a personalidades, o uso indevido do nome de Jesus e claro a politicagem no pior sentido da palavra.

Mas em meio a tudo isso uma cristã fez um protesto , repudiando a manipulação politica feita por algumas lideranças.  Meg Rocha fez uma camiseta com a seguinte inscrição: "NÃO AO VOTO DE CAJADO".

Meg fez seu protesto em meio a 600.000 (segundo a PM)

Segue-se abaixo artigo no Diário do Amazonas (http://d24am.com/amazonas/com-tema-sobre-a-familia-24a-edicao-da-marcha-para-jesus-reune-milhares-de-fieis-em-manaus/)

Protesto político

Para algumas pessoas, como Meg Rocha, 31, a marcha foi, também, lugar de questionamento político que, segundo ela, tem afetado de forma explícita a vida religiosa.
“Meu protesto é pessoal. Eu tomei a iniciativa de fazer a camiseta com essa mensagem de repúdio à manipulação que alguns pastores fazem, obrigando os fiéis a votarem em determinados candidatos. ‘Senão, o fiel vai estar desonrando a liderança’. Eles usam palavras de manipulação mesmo, é uma chantagem espiritual, como eu chamo”, declarou Meg.
De acordo com ela, a solução, no entanto, seria simples, basta boa vontade. “Meu apelo é que esses líderes usem o púlpito para politizarem os fiéis, incentivar que eles pesquisem os candidatos e façam a sua própria escolha. Não é que religião não combina com política, combina sim, mas precisa haver esse estímulo à conhecer os candidatos”, finalizou.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Igreja: Uma palavra destruída



O homem é um destruidor. Até constrói, é claro. Temos bons arquitetos, mortos e vivos. Mas somos mais competentes em usar a marreta do que a colher de pedreiro. Destruímos coisas, ideias, pessoas, até palavras. Sim, palavras também podem ser destruídas. Veja o exemplo de “política”. Era tão bonita! Queria dizer “cuidar da cidade, o trato da Polis”. Virou essas ruínas que se lê nos jornais fazendo cara de asco. “Tínhamos que matar esses políticos”, ouvi um sujeito esbravejar na padaria uma manhã dessas. “Matar é pouco”, divergiu outro, enquanto tomava mais um gole do seu pingado. “Tinha que ser prisão perpétua. Mas a praga desse judiciário porqueira manda soltar…”.

“Igreja” é outra que agoniza no monturo semântico pós-tudo. Igreja não é oriunda do léxico religioso. Ekklesia era como se chamavam por volta do primeiro século no mundo greco-romano (e judaico, por tabela e imposição cultural) as assembleias dos homens livres, reunidos às portas das cidades para deliberar e exercer justiça e juízo. Coisa bonita e necessária: homens julgando homens, exorcizando a barbárie. Pondo o dedo na ferida moral. Era a essa Igreja que Jesus de Nazaré, no registro de Mateus (capítulo 18.15-17) recomendava alguém, um falso irmão, que lesava de modo cínico e sem arrependimento um irmão ou vizinho. Deveria ser desmascarado como “publicano e pecador”. Merecia ser julgado nesse fórum. O Mestre até doutrina quanto à lisura e o rito do processo, com base no Deuteronômio: duas ou três testemunhas fidedignas eram exigidas (Dt 19.15).

Mas o que quer dizer “igreja” hoje? Façam uma enquete nas ruas. Do velho equívoco do “prédio religioso” à “ empresa de exploração religiosa”. Daí para cima. Aliás, para baixo: reduto de mercenários, conchavo de charlatões, quadrilha de perversos, meio de enriquecimento, fábrica de malucos. Dá medo o que brota do (in) consciente coletivo e do (não) senso comum. Vide os adjetivos megalômanos que são usados após “igreja”, na razão social (sic) de algumas das igrejas midiáticas: por que não igreja “local”, “regional”, “municipal” do Reino, da Graça e do Poder de Deus? A sórdida ambição não economiza predicados. Para um bom leitor, pouca ironia basta, diria Machado de Assis.

Mas eu creio na Igreja de Cristo! Para cada imitação barata (ou cara, bem cara), centenas, milhares de congregações de discípulos e aprendizes do Cristo, gente que se reúne para amar a Deus, servir uns aos outros e à sociedade, reconhecer num carpinteiro humilde da Galileia o Deus vivo, Criador e Redentor do universo. Gente que não “abre” igreja – planta. Sim, pois a metáfora mais adequada não vem do mercado. Vem da biologia, da vida. Igreja, senhoras e senhores, não é organização, é organismo. Pelo menos a de Jesus. Dá flor e fruto, perfuma e alimenta de vida a vida da nossa vida. Embeleza e nutre de esperança e generosidade o cenário cinza-escuro da vida desumanizada pelo egoísmo.

Mas e as imitações? E a falsificação grosseira? A resposta é tão simples quanto lógica: ninguém falsifica cédula de dois reais. Só de cem reais, cem dólares. Apenas o que tem valor é copiado, desonesta e criminosamente. A enormidade de igrejas-falsas só demonstra o valor da Igreja autêntica e viva, como diria o pastor (legítimo) John Stott. Assim como uma cédula falsa não traz algumas coisas. Por exemplo, igreja-pirata também não tem a presença de Deus e espiritualidade para além do domingo; não tem verdadeiras conversões e mudança de vida/pensamento/caráter; não tem denúncia do pecado; não tem ministração reverente e bíblica das ordenanças e sacramentos; não tem compaixão e promoção de justiça social; não tem o poder do amor ao invés do amor ao poder; enfim, não tem coisas essenciais como essas.

Na igreja autêntica, sobretudo, adora-se ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó, um Deus que se revelou na História. Que se tornou carne e sangue e entrou na nossa escravidão para nos redimir em Cristo, sua morte na cruz. O Deus da igreja de verdade não é a falsa e profana trindade: dinheiro, poder e prazer. O Deus da igreja de verdade é o Deus Triúno da Graça: Pai, Filho e Espírito Santo.

Fonte:
Ultimato Online - Gerson Borges 
via: www.pcamaral.com.br

sábado, 22 de julho de 2017

O Apóstolo (?) Agenor Duque comete um milagre: ressuscita a ExpoMamom, digo, a Expocristã


duque72012 foi o último ano da Expo Cristã, feira de negócios gospel carinhosamente apelidada de ExpoMamom pelo MEEB (Movimento pela Ética Evangélica Brasileira) por ter foco no lucro pela venda de objetos e personalidades gospel, pouco ou nada espelhando a cristandade que carrega em seu título (da mesma forma que não enxergamos o Jesus Cristo estampado nas placas dos templos da IURD). Com o falecimento de Eduardo Berzin Filho, seu criador, a Expo Cristã também teve seu fim.
Até “ontem”.
No início do ano soubemos que um grupo que fazia feiras gospel no interior de São Paulo havia se unido à Rede do Bem, de propriedade do Apóstolo (?) Fred Flintstone-Rei Momo-amaldiçoador de desafetos Agenor Duque. Porém, por causa de suas fantasias de Fred Flintstone, de sua coroa de Rei Momo, de sua mania de amaldiçoar quem o desagrade, além das inúmeras campanhas sincréticas que promove em sua Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus (com o fim de arrecadar mais e mais dinheiro), Agenor Duque não é muito benquisto na comunidade evangélica brasileira. Um exemplo do quanto é “amado” pelos crentes de fora de seu curral, digo igreja, é que não pode sequer pregar na Igreja Batista Getsêmani, mesmo com o (im)Pastor Jorge Linhares se descabelando para elogiá-lo diante de seus fiéis. Tal convite foi uma troca, pois Jorge Linhares pregaria no Congresso Fogo de Avivamento de Agenor Duque.
Se nem em setores neopentecostais Agenor Duque é suportado (seria o Rei das Heresias?), muito menos em setores pentecostais e tradicionais. Assim, estampar o nome de Agenor Duque na frente da tal Expo Cristã seria dar um tiro de canhão no pé, pois poucos, muito poucos decidiriam ligar suas denominações a esse autointitulado Apóstolo (lembrando que o último apóstolo de verdade faleceu há uns 2.000 anos). Assim, buscou-se ocultar de todas as formas o sobrenome Duque, apenas transparecendo que a organização da feira de negócios gospel está nas mãos da tal Rede do Bem.
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Nem na lista de pastores que participarão do Café de Pastores da ExpoMamom Agenor Duque aparece. E olha que ele é um dos organizadores da feira… vai estar queimado assim na churrascaria da esquina!!!
Mas sobre essa “omissão” do nome do Agenor Duque há um outro artigo.
Outro ponto intrigante é o “milagre” da ressuscitação da marca Expo Cristã. Até abril, a feira de negócios gospel do Agenor Duque e cia. chamava-se Expo São Paulo Cristã. Tinha como endereço na web o link www.exposaopaulocrista.com.br, além de ter essa nomenclatura no logotipo e materiais promocionais:
expo
Porém, como um passe de mágica Agenor Duque e cia. mudaram tudo, apropriando-se da antiga marca Expo Cristã e anunciando ser uma continuação tardia da antiga feira:
duque6
Obviamente, o endereço na web também mudou: www.expocrista.com.br. Tudo isso, pensamos, com o intuito de afastar a relação da feira com o nome do Apóstolo (?) Agenor Duque e tentar, assim, dar alguma credibilidade aos negócios.
Mas enfim, para que serve a Expo Cristã?
Já existe feira literária gospel, feira musical gospel, feira de tecnologia para igrejas gospel. A Expo Cristã, que costumava reunir um pouco de tudo gospel, também era uma simbologia do mercado que havia no Templo há 2.000 anos. Jesus, o Cristo, vendo a situação, usou de um chicote para derrubar as mesas e expulsar os mercadores. O zelo pela Casa do Pai O consumia.
Mas e nós, que somos seus seguidores, por que não nos sentimos consumidos pelo comércio que vemos hoje, dentro e fora das igrejas e em nome de Jesus?
A presença confirmada de figuras como Silas Malafaia, Samuel Ferreira, Renê Terra Nova e tantos outros similares (além da presença “omitida” de Agenor Duque) nos leva a crer que esta edição ressuscitada (vai saber por quais meios) tem tudo para ser a pior, em termos de apostasia, de todas. Como no vídeo acima, prevemos que haja gigante politicagem (no Café dos Pastores já está anunciada a presença de autoridades governamentais), incentivo à idolatria de personalidades gospel, busca por mercadorias de conteúdo duvidoso apenas por estampar grifes de ministérios, clientes àvidos pelo consumo e vendedores desesperados por comissões. Enfim, bem pior até do que a cena que Jesus vivenciou no Templo.
A primeira manifestação pacífica do MEEB foi justamente numa edição da Expo Cristã, em 2009. Dias antes da tal feira, o (im)Pastor Silas Malafaia anunciou em seu programa televisivo a visita de outro (im)Pastor: Morris Cerullo. Esse dito-cujo, com a maior desfaçatez da história, vomitou que viria uma grande crise mundial, mas que “deus” distribuiria a “unção financeira dos últimos dias” a quem doasse “voluntariamente” R$ 900,00 para o Malafaia. Em troca, o fiel receberia “inteiramente grátis” a Bíblia de Batalha Espiritual e Vitória Financeira, que tem ensinamentos estilo “pobreza é escravidão”.
Após assistir ao festival de heresias, e ciente de que haveria uma feira de negócios gospel dias depois, decidimos ir numa loja de transfer e fazer uma camiseta, com a qual andaríamos pela feira numa espécie de protesto silencioso.
O relato de como foi essa primeira manifestação pela volta à pureza e simplicidade ao Evangelho pode ser lida aqui. Após essa, muitas têm sido as oportunidades que Deus tem nos dado de, silenciosamente, através das mensagens em nossas camisetas e nas faixas que estendemos, anunciar o verdadeiro Evangelho.
E agora, em agosto, há mais uma oportunidade. Assim como ressuscitaram a ExpoMamom, se Deus permitir também ressuscitaremos nossa manifestação pacífica nessa feira de negócios para benefício de uns poucos e em nome do Santo, Santo, Santo. Vestiremos camisetas com versículos bíblicos, clamando pela volta ao Evangelho puro e simples de Jesus, o Cristo. Caminharemos pelos corredores da feira, cruzaremos olhares, receberemos expressões de ódio, de indignação, de dúvidas e algumas até de aprovação, mas não temeremos, pois estaremos portando a Espada do Espírito que é a Palavra de Deus. Estaremos no dia 19/08, sábado.
Se você também está se consumindo com o que estão transformando o Evangelho de Cristo, venha participar conosco. Se não puder fazer uma camiseta, pegue uma mais velhinha e escreva de caneta mesmo aqueles versículos que Silas Malafaia, Agenor Duque, Valdemiro Santiago, Renê Terra Nova e afins fazem questão de ignorar. Os lobos precisam saber que foram descobertos. E as ovelhas precisam saber que há lobos em seu meio.
Que possamos destronar Mamom dos corações dos crentes. E entronizar definitivamente a Cristo, o Único Senhor e Salvador, Digno de toda a Adoração.
“E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.
E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;
E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda.
E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.
Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto?
Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
Mas ele falava do templo do seu corpo.
Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.” –  João 2:13-22

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Teologia da prosperidade: Porque a odeio tanto?











Por Leonardo Gonçalves





Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.



É muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e correção.



Muitos adeptos dessa teologia são tele pastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.



Acho que o que esses tele pastores precisam, além de um bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. Só a cruz era dele.



Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: “não tenho ouro nem prata”. Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo (o que lhe teria rendido algumas moedas). Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuía: “Mas o que tenho, isso te dou...”



Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava tornar-se alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram queimados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.



E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!



Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de tele pastores cuja renda mensal ultrapassa a cifra dos milhões de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.



Definitivamente, não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anticristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do “fiel”. Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?

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Postou Leonardo Gonçalves, cansado das falcatruas gospel dos seguidores de Gizuz, no Púlpito Cristão    http://www.pulpitocristao.com/)



 Vale a pena rever: publicado em 2009