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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Pesquisas comprovam que evangélicos se rendem às fake news. Há grupos de igrejas dispostos a enfrentar este quadro

Por Magali Cunha// // Paulina Santos, 53 anos, foi diagnosticada duas vezes com Covid-19 em 2020 e chegou a ficar internada. A professora, que é membro de uma igreja evangélica tradicional no interior do Estado do Rio de Janeiro, considera-se uma sobrevivente e agradece a Deus. Porém, ela tem muita tristeza de avaliar que o grupo de WhatsApp das mulheres da igreja pode ter sido um dos responsáveis pela dupla contaminação. Paulina havia seguido orientações diversas que circularam no grupo, que incluíam, além das orações pela proteção de Deus, tomar bastante sol, ingerir uma colher de chá de suco puro de limão todos os dias, tomar chá de alho. A fiel relata que houve indicações para comprar hidroxicloroquina na farmácia, mas ficou com medo e optou pelas outras receitas, tendo mantido uma vida normal com muita fé. Depois da segunda contaminação com internação, compreendeu que as orientações das irmãs da igreja não foram corretas. Ela sobreviveu, mas sofre com sequelas como queda de cabelo e perda de memória, além de “sentir muita tristeza com a igreja”. Casos como o de Paulina Santos são inúmeros e representam um mal que não é novo e foi agravado durante a pandemia da Covid-19, pois colaborou para tornar pessoas doentes e até matar: as fake news. O termo em inglês, que significa “notícias falsas”, diz respeito a um fenômeno que permeia hoje, especialmente, as populares mídias sociais e atinge o jornalismo. Do WhatsApp ao Facebook, do Twitter e do Instagram ao Youtube, para citar os mais populares, o processo é simples: alguém, intencionalmente, produz e divulga uma mentira na internet, geralmente no formato de notícia para criar mais veracidade, valendo-se até mesmo de dados científicos adaptados; ela é debatida nos espaços das mídias sociais; torna-se algo reconhecido, com caráter de sabedoria e verdade. A propagação de fake news, que interferem em temas de interesse público, tem sido destaque em estudos de diferentes áreas do conhecimento e também de instituições. Entre elas estão a Comunidade Europeia, a Organização das Nações Unidas, e ainda empresas de comunicação, como o Facebook, que criou políticas de filtragem deste tipo de conteúdo. A Comissão Europeia, por exemplo, criou, em 2018, um “Plano de Ação contra a Desinformação”1, uma compreensão mais abrangente do fenômeno, que passa não apenas pelo que é falso, mas também por todo conteúdo que vise ao engano e possa conter alguma verdade. No documento, desinformação é “Informação comprovadamente falsa ou enganadora que é criada, apresentada e divulgada para obter vantagens econômicas ou para enganar deliberadamente, podendo prejudicar o interesse público”. Os episódios que envolveram a votação do Brexit, em 2016, na Grã-Bretanha, os processos eleitorais dos Estados Unidos, naquele mesmo ano, e do Brasil, em 2018, têm sido objetos de análise em vários espaços, que demonstram como a produção de desinformação interferiu prejudicialmente na formação da opinião pública e em ações políticas. Neste contexto, emerge o lugar dos grupos religiosos, com destaque para os cristãos. Amplas parcelas deste segmento não só tiveram papel importante na dinâmica que levou à vitória Donald Trump e Jair Bolsonaro, como revelaram-se receptores e propagadores de fake news que alimentaram estas disputas.
Fake news nos espaços cristãos Por que as pessoas acreditam nas mentiras da internet e ainda ajudam a divulgá-las e a consolidá-las? Uma das respostas está na psicologia social, orienta o cientista social com estágio doutoral no Centro para o Cérebro, Biologia e Comportamento (Universidade de Nebraska,Estados Unidos) Davi Carvalho.2 O pesquisador esclarece que há pessoas que, ainda que constatem que acreditaram numa mentira, não abrem mão dela, pois ela se revela coerente com seu jeito de pensar, de agir, de estar no mundo, ou lhe traz alguma compensação, conforto. Isso é o que se chama “dissonância cognitiva”. Carvalho explica que isso acontece quando pessoas têm necessidade de estabelecer uma coerência entre suas cognições (seus conhecimentos, suas opiniões, suas crenças), que acreditam ser o certo, com o que se apresenta como opção de comportamento ou de pensamento. Neste ponto se situa a perspectiva da religião e como os grupos religiosos, especificamente os cristãos, se tornam propagadores de fake news. Isto foi identificado por um grupo de pesquisadores, em um artigo científico intitulado “A crença em notícias falsas está associada a delírio, dogmatismo, fundamentalismo religioso e pensamento analítico reduzido”,3 publicado em 2019, em uma revista científica sobre memória e cognição. No artigo, os quatro pesquisadores reconhecem que cristãos estão propensos não só a assimilar as notícias e ideias mentirosas que circulam pela internet, coerentes com suas crenças, como também a fazer a propagação, a “evangelização”, espalhando estas notícias e ideias para que convertam pessoas ao mesmo propósito. No Brasil, uma pesquisa realizada pelo Instituto Nutes de Educação em Ciências e Saúde, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, buscou compreender o uso intenso do WhatsApp no fortalecimento de redes de desinformação no segmento evangélico. Intitulada “Caminhos da desinformação: evangélicos, fake news e WhatsApp no Brasil”,4 a pesquisa, coordenada pelo sociólogo Alexandre Brasil Fonseca, trabalhou nos resultados de 1.650 questionários aplicados em congregações das igrejas Batista e Assembleia de Deus, no Rio de Janeiro e em Recife (as duas maiores igrejas evangélicas e as duas cidades de maior concentração de evangélicos no Brasil, segundo o Censo 2010), e formulários on-line com pessoas de todas as religiões e sem religião em todo o país. Foram também realizados grupos de diálogo nessas localidades.
Como resultado, 49%, ou quase metade, dos evangélicos que responderam aos questionários afirmaram ter recebido conteúdo falso, e, neste segmento religioso, 77,6% disseram ter recebido desinformação em grupos de WhatsApp relacionados à sua comunidade de fé. Na coleta com outros grupos religiosos, 38,5% de católicos, 35,7% de espíritas e 28,6% de fiéis de religiões afro-brasileiras afirmaram ter recebido mensagens falsas em grupos relacionados às suas religiões. Entre os entrevistados, 61,9% dos evangélicos afirmaram que as notícias sobre política eram as mais frequentes. Esta pesquisa mostrou que, além do apelo que a desinformação exerce sobre grupos religiosos – porque se adequa mais a crenças e valores e menos a fatos propriamente ditos –, elementos relacionados à prática da religião entre evangélicos é que interferem mais fortemente na propagação de desinformação. O uso intenso das mídias sociais como “um novo ir à igreja” é uma dessas práticas, associada ao sentimento de pertencimento à comunidade, que gera uma imagem de líderes e irmãos como fontes confiáveis de notícias. Isso tem relação com o depoimento de Paulina Santos a esta reportagem. Há ainda a retórica do medo que é utilizada para disseminar desinformação de um modo geral, mas afeta grupos religiosos, especialmente evangélicos, no Brasil. Estes cultivam o imaginário de enfrentamento de inimigos e da perseverança diante da perseguição religiosa como alimento da fé. Desinformação em torno da “defesa da família” e dos filhos das famílias, como núcleos da sociedade que estariam em risco, por conta da agenda de igualdade de direitos sexuais tem forte apelo. Na mesma direção, notícias falsas de que políticos ou o Supremo Tribunal Federal fecharão igrejas no Brasil têm sido fartamente propagadas nos ambientes cristãos em períodos de disputas políticas. O enfrentamento das fake news São vários os projetos no Brasil voltados para o enfrentamento da desinformação por meio da checagem de fatos, com número ampliado desde as eleições de 2018, ligados a empresas de mídia e também de iniciativa independente. Destacam-se: Agência Lupa, UOL Confere, Estadão Verifica, Fato ou Fake, Projeto Comprova, Aos Fatos, Boatos.org e o Coletivo Bereia – Informação e Checagem de Notícias. O Coletivo Bereia é iniciativa ímpar entre as listadas, pois é o único projeto de jornalismo colaborativo de checagem de fatos especializado em religião e tornou-se pioneiro no Brasil em verificação de fakes news que circulam em ambientes digitais religiosos, com atenção voltada para cristãos. Criado em 2019, o projeto é resultado da pesquisa do Instituto NUTES, da UFRJ. O nome Bereia é simbólico para cristãos. Faz referência a judeus de uma cidade grega localizada na região da Macedônia, citados no livro da Bíblia dos Atos dos Apóstolos. Eles foram reconhecidos porque eles mesmos examinavam as Escrituras, diariamente, para verificar se o que o apóstolo Paulo e seus companheiros diziam estava correto. A equipe do Bereia, formada por jornalistas, estudantes de comunicação e outros voluntários interessados na busca de superação da desinformação, acompanha, diariamente, mídias de notícias cristãs e pronunciamentos e declarações de políticos e autoridades cristãs de expressão nacional, veiculados pelas mídias noticiosas e pelas mídias sociais. É verificado se o conteúdo propagado é informativo (verdadeiro) ou desinformativo (impreciso, enganoso, inconclusivo ou falso). O editor-executivo do Coletivo Bereia, Marcos Lessa, avalia: “Bereia é o primeiro coletivo de checagens especializado em religião do Brasil. E o que se percebe, e há pesquisas que apontam isso, é que a desinformação circula em ambientes de comunidades de confiança. E os ambientes das igrejas sempre tiveram essa característica. Irmão confia no que o irmão está dizendo. E aí muita desinformação ganha esse peso da confiança ao ser passada adiante. Checar o que está circulando nesse meio, conhecendo o meio, é um diferencial para o Brasil que vemos hoje”. Além da equipe do Bereia, outros grupos cristãos têm realizado iniciativas para contribuir no enfrentamento das fake news. Durante o período eleitoral de 2020, foi realizada a Campanha #IgrejaSemFakeNews, promovida pela Igreja Batista em Coqueiral (Recife, PE), por meio do Instituto Solidare, em parceria com a Tearfund e a Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB). Uma das ações foi o lançamento da publicação Diga Não Às Fake News!,5 com reflexões acerca do tema, tanto à luz da Bíblia quanto da legislação brasileira. O livro gratuito permanece à disposição do público. Outro material resultante da Campanha #IgrejaSemFakeNews é o livro da ABU Editora, também com acesso gratuito,6 com estudos bíblicos indutivos, organizado por Morgana Boostel e Thiago Oliveira. Em 2021, a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE) decidiu que sua campanha anual Primavera para a Vida, que estimula as igrejas a ações referentes a temas sociais emergentes, teria o tema “Buscar a verdade: um compromisso de fé”. Iniciada em setembro de 2021, a campanha conta com um seminário virtual sobre o tema,7 uma publicação gratuita,8 em português e em espanhol, cujo título é o mesmo da iniciativa, formação para igrejas9 sobre o impacto das fake news e indicação de formas de ação. Para este último objetivo, a CESE publicou um conjunto de cards10 com as principais mentiras que circulam em ambientes cristãos (identificadas pelo Coletivo Bereia) e atitudes preventivas diante delas. O membro da Igreja Batista em Coqueiral Nilton Leite de Sousa Júnior, um dos idealizadores da campanha #IgrejaSemFakeNews, lembra que as igrejas são unânimes em condenar a prática da mentira, mas reconhece: “Os locais de culto e seus públicos não estão isentos de serem contaminados pelas fake news”. O líder batista vê possíveis ações das igrejas neste enfrentamento como um passo responsável: “Ainda que o espalhamento das fake news seja rápido e generalizado como uma pandemia, a vacina para acabar com isso é assumir a responsabilidade de verificar os fatos que compartilhamos”. Paulina Santos agradece. Magali Cunha, jornalista, é doutora em ciências da comunicação e pesquisadora em comunicação e religiões. Notas 1. Plano de Ação contra a Desinformação. Acesso em 2 dez. 2021. 2. Por que é tão difícil combater a crença em fake news, segundo a psicologia social. Acesso em 2 dez. 2021. 3. Belief in Fake News is Associated with Delusionality, Dogmatism, Religious Fundamentalism, and Reduced Analytic Thinking. Acesso em 2 dez. 2021. 4. Caminhos da Desinformação: Relatório de Pesquisa Evangélicos, Fake News e WhatsApp no Brasil. Acesso em 2 dez. 2021. 5. Diga Não Às Fake News. Acesso em 2 dez. 2021. 6. As Fake News e a Bíblia. Acesso em 2 dez. 2021. 7. Seminário de Lançamento da Campanha Primavera para a Vida 2021. Acesso em 2 dez. 2021. 8. Campanha Primavera Para a Vida. Acesso em 2 dez. 2021. 9. Formação IPU e CESE. Os impactos das fake news nas igrejas. Acesso em 2 dez. 2021. 10. Textos e cards CPPV. Acesso em 2 dez. 2021. Leia mais: » Separando o joio do trigo: o papel da igreja na era das fake news » O antídoto para as fake news é nutrir nosso bem-estar epistêmico +Ética e Comportamento +Igreja e Liderança +Vida Cristã Ultimato quer falar com você. A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais. PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho. FONTE: ULTIMATO https://www.ultimato.com.br/conteudo/pesquisas-comprovam-que-evangelicos-se-rendem-as-fake-news-ha-grupos-de-igrejas-dispostos-a-enfrentar-este-quadro?fbclid=IwAR22R_VijetkIlROIMTuna4W1MXdbiuqwbefHIU-VlW5enYeSmv8VNYTpCY

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

- NÓS ESCOLHEMOS A DEUS OU SOMOS ESCOLHIDOS POR ELE? (Debate Musical FM)

O tema é dificil para alguns, polêmico para outros ou resolvido por boa parte de quem defende uma linha ou outra. Tem quem ache que ambos estão ao mesmo tempo certos ou errados e quem prefira dizer não seguir uma linha ou outra mas no frigir dos ovos não conseguem habilitar uma outra opção (alem do teismo aberto na qual todos serão salvos). Vou deixar este debate para ajudar a quem tem interesse no tema. Não conheço os debatedores, mas fiquei com boa impressão de ambos com destaque ao Pastor Juliano. Como este blog é de cunho apologético vou deixar claro que respeito os defensores das duas linhas ( embora alguns exagerem e acabem perdendo o respeito), não chamaria de hereje quem pensa diferente até por que as bases bíblicas são fortes em ambas interpretações. Eu particularmente acredito na liberdade humana e não vejo problemas entre o homem ser livre ao mesmo tempo que Deus é soberano, afinal um Deus soberano pode dar liberdade aos seres que criou, nossa liberdade não afeta a soberania divina muito pelo contrário, só existe por ela. Quando digo a alguém que Deus lhe ama, digo com certeza que Deus de fato ama a todos. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16 O que entendo pelo termo "todo" do texto? O mesmo sentido do todos de Romanos 3:23: "Todos pecaram e carecem da glória de Deus." Boa meditação a todos, se quiserem comentar estejam a vontade. Se o video estiver desabilitado, basta clicar em "assistir no YouTube ou no link abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=kggBuKtPaIQ

segunda-feira, 28 de junho de 2021

BOICOTAR PRA QUÊ?

Li diversas postagem no Faceboock sobre o tal comercial e a proposta de boicote a empresa que o vinculou, vi a proposta em paginas de hipocritas mas vi tambem em paginas de cristãos que vejo como sérios, vi paginas cristãs criticando a propaganda mas vi cristãos elogiando não apenas a propaganda mas a mensagem dela. Vi do ponto de vista cristão uma mistura de falsa moralidade com imoralidade pura, vi cristãos indignados selecionando o pecado a ser combatido e evitado, criticando um e fechando os olhos para inumeros outros, como se tivesse uma escala de tamanho para pecados. Dentre os textos que li, gostei deste de Andrew Mclister e gostei da forma sóbria que a situação foi analisada de um ponto de vista biblico, e por isso decidi compartilhar neste blog e deixar a sugestão para se acompanhar outros textos do autor. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Andrew McAlister ----------------- Mais uma vez, uma empresa fez uma ação de marketing que deixa os evangélicos de cabelo em pé. Dessa vez, em pleno mês do orgulho LGBTQIA+, uma rede de fast food lançou um comercial em que crianças explicam a “simples e clara verdade” sobre o amor entre pessoas do mesmo sexo, com base na ideia de que os adultos que têm dificuldade de enxergar o óbvio e normal. Mais uma vez, aí está o mundo agindo como... o... mundo. Sim, é diabólico. De novo. E a reação dos evangélicos é qual? “Boicote!” Qual é o objetivo de um boicote? É fazer doer no bolso deles? Mostrar que eles estão errados? De verdade, qual é o propósito de um boicote por parte dos cristãos? Primeiro, esse bafafá todo gera uma coisa em torno desta jogada de marketing: mais marketing. Ou seja, missão cumprida. Sabe como sei? Eu não estava sabendo deste comercial até que dois irmãos próximos me mandaram. Não foi nem a propaganda em si que chegou em mim, dois cristãos já se encarregaram de me entregar a mensagem. Além do mais, não tenho dúvida alguma de que tem grupo favorável à campanha da empresa se reunindo para comprar lanches, justamente para reagir aos crentes. Resumindo: mais pessoas serão alcançadas pela campanha. No meu Instagram pipocou um monte de crente falando contra. E ainda não apareceu a propaganda em si. Segundo, o apelo por um boicote é mais uma expressão política do que ideológica. Uma coisa é o cristão que opta por se abster dos serviços de uma empresa, por uma questão de consciência pessoal. Quanto a isso, tem todo o meu apoio. Creio que cada um deve agir conforme sua própria consciência cristã perante Deus. Mas, esta convocação de cristãos para se unir contra esta causa é uma demonstração de força política, de fazer uma frente de oposição social a uma ideologia contrária. Não é nenhuma coincidência que alguns dos maiores militantes nas redes sociais são políticos evangélicos. Terceiro, se escolhemos de fato boicotar empresas que promovem agendas políticas e sociais contrárias à nossa fé, precisamos esperar que elas anunciem em alto e bom som seus ideais? A gente precisa esperar “tocar nas crianças” para nos incomodar, a ponto de fazer algo a respeito? Se for pesquisar, vamos descobrir que compramos roupas dessas empresas, assistimos seus programas e estamos aqui esbravejando nas mídias digitais que pertencem a elas. Se for para boicotar, não pare só na rede de fast food. Desligue a Globo, não assine Netflix, jogue fora sua Colgate e cancele a conta de Facebook, Instagram, Whatsapp, E-mail... ah, esse celular aí na sua mão provavelmente foi feito por uma dessas empresas, também. Se você quiser saber quais empresas apoiam a causa LGBTQIA+, aproveita que neste mês muitas incluíram na foto de perfil aqui e em outras redes um arco-íris em apoio à causa. Boa sorte na empreitada de se livrar de todas elas. Tenho certeza absoluta de que elas não sentirão a sua falta. Por outro lado, o que a igreja faz além de promover boicotes? Assistimos as mesmas porcarias na TV que o mundo, que já pregam essa agenda há anos. O índice de divórcio entre cristãos é igual ao índice entre não cristãos. Os políticos evangélicos são tão corruptos quanto os outros. Os pastores e cantores gospel mais influentes vivem vidas imorais, são adúlteros e trocam de esposa inúmeras vezes. E suas agendas continuam cheias, com milhares de seguidores online. Falamos contra a união homossexual, mas damos um péssimo testemunho do que é um casamento cristão. E o que dizer da criação dos nossos filhos? Os colocamos na frente da TV (e ficamos com raiva quando uma empresa veicula um comercial danoso). Entregamos celulares e tablets nas mãos deles para usar sem restrição alguma. Mas, ficamos em paz pois “pelo menos vão na igreja desde pequenos, então certamente já ouviram falar de Jesus”. E, de mãos lavadas e consciência tranquila, pais nunca sentam para ler a Bíblia e lhes apresentar a Deus. A devoção familiar se resume a “uma oração a papai do céu” antes de dormir. Das nossas opções de entretenimento até a criação dos nossos filhos, boa parte da igreja é tão mundana e displicente quanto o mundo. E achamos que organizar um boicote é a frente que vamos fazer contra os principados e potestades do mal. É, na melhor das hipóteses, uma tremenda ingenuidade e irresponsabilidade da nossa parte. E, na pior delas, é simplesmente hipocrisia. Nos revoltamos com aqueles que querem empurrar a agenda LGBTQIA+ para cima de nós, mas qual é a agenda que nós temos ativamente promovido e vivido em resposta, além desse “chilique” político atual? Como é que tem sido o discipulado da igreja evangélica do Brasil para lutar contra o inimigo? E a criação dos nossos filhos? A julgar pelo que é amplamente divulgado nas redes sociais, nosso trabalho tem sido pífio. Quer fazer uma verdadeira manifestação contra o mundo? Quer protestar e de fato proteger as crianças deles? Não celebre aqueles que pregam Jesus com a sua boca, mas o negam com o seu corpo. Dedique-se à criação dos seus filhos, envolva-se na vida deles e crie-os nos caminho do Senhor. Não os entregue ao entretenimento vazio. Abra a Bíblia com eles. Ensine-os o caminho que devem andar. Se conhecerem desde cedo, os caminhos do Senhor, não será um comercial de TV que vai os desviar. Cuide do seu lar, seja um marido / esposa fiel, ame a sua família, sirva na sua igreja local, dê um testemunho fiel no lar e trabalho e ocupe a sua vida com aquilo que glorifica a Deus. Ainda não compreendemos o quão revolucionário e poderoso é uma família que ama a Deus acima de qualquer outra coisa. E o Evangelho continua sendo o melhor antídoto e resposta para o mundo. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Andrew McAlister Instagram: @drew.mcalister Estou usando meu Facebook cada vez menos. Tenho me dedicado muito mais ao Instagram. Se quiser acompanhar meus textos sobre música e vida de igreja, me segue lá: https://www.instagram.com/drew.mcalister

sexta-feira, 11 de junho de 2021

ESTRATEGIA POLITICA / CARREATA PRA JESUS

Exatamente o que pensamos sobre estas marchas ou carratas para Jesuís ( não é para Jesus ) Faço minha as palavras do canal Fala Zion.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Igreja e Editora de Malafaia devem R$ 4,6 milhões em impostos, diz site.

Curioso. Boa parte desta dívida, segunda a matéria do UOL, vem do imposto de renda e da previdência, ou seja, no caso da seguridade social, é crime de apropriação indébita, pois ele deixa descobertos os operários da fé de sua igrejola. Na mesma matéria, todavia, fica explicitado que o Xerife da Igreja Vitória em Cristo abriu 40 templos desde 2019, com os respectivos custos de instalação e pagamentos de funcionários. Diante do exposto pelo Malafaia, parece que o seu negócio da religião não está indo bem, ou então, está indo muito bem, e por isso sonegam-se os impostos, coisa que no Brasil, para os grandes, nunca deu em nada. Depois da negativa do Presidente de alforriar a farra das igrejas, perdoando parte considerável destas dívidas, a coisa ficou ruim para o Mala, que agora tem que se entender dentre outros, com o Leão da Receita Federal, o que será muito melhor do que o que vai acontecer mais na frente, quando ele terá que se entender com o Leão da Tribo de Judá – Jesus. Também fiquei pensando: por que o negócio do Malafaia não está indo bem, já que ele ensina aos seus seguidores – não aos de Jesus – sobre prosperidade? Ora, como é possível que o pastor venda a sua ideia de que dar grana para Deus – ops, entenda-se, para a Igreja- Cassino Vitória em Cristo – é algo que dá retorno financeiro, quando ele próprio está cheio de dívidas? Será o caso da “Casa de ferreiro, espeto de pau”? Bem, eu não tenho como fazer juízo das finanças da organização empresarial do Malafaia, apenas da doutrina espúria e enganosa que ele ensina, a qual, como se pode ver, não tem funcionada nem mesmo para ele. Na verdade, Jesus nos enviou para abrir mentes e corações, e não templos, nos ensinou que recebemos tudo de graça e pela Graça de Deus, e que não podemos cobrar por nada que façamos, nos ensinou que ele próprio não tinha onde reclinar a cabeça, pois era pobre e vivia com o pouco necessário a paz e o bem de cada dia. O mais, meus manos, é fermento de fariseu para engordar a conta bancária a base do estelionato da fé de gente tola, que dá o que não tem para tentar receber o que jamais foi prometido... CM FONTE: FACEBOOK Carlos Moreira

quinta-feira, 4 de março de 2021

CONTRA A "TEOLOGIA MODERNA"



Pessoal, tenho que falar a verdade. E vou fazer de maneira simples. Há tópicos teológicos que requerem muitos anos de estudo, exegese, leitura. Mas há coisas básicas para qualquer cristão, como os Dez Mandamentos, o Sermão do Monte e o exemplo de Jesus. Não podemos ignorá-las.
Eu abomino essa "teologia moderna", totalmente relativista, sincrética, idólatra e hedonista. Eu creio que pecado continua sendo pecado. Eu creio que propagar fake news (como o "tratamento preventivo") é agir como "filho do diabo". Eu creio que o ódio é uma forma de homicídio, e leva uma pessoa para o castigo eterno após a morte. Eu creio que Deus não tolera que usem o seu santo Nome para fins políticos ("Deus acima de todos"). Eu creio que Deus derramará a sua ira eterna sobre quem ignora, relativiza e zomba do sofrimento alheio. Eu creio que o pecado existe. Que o inferno existe. Que existe "bem" e "mal". Que há coisas que sempre são certas, e coisas que sempre são erradas.
Eu creio que não é possível servir a Cristo e ao diabo simultaneamente. Cristo prega que "bandido bom é bandido convertido". O diabo prega que "bandido bom é bandido morto". Cristo prega que "uma alma vale mais do que o mundo inteiro". O diabo prega que "o importante é não ferrar a economia". Jesus prega que o reino dele não é deste mundo. O diabo prega que "o Brasil é um país cristão". Cristo ensina a chorar com os sofredores. O diabo ensina a dizer "e daí" diante do sofrimento. Cristo ensina a amar os inimigos. O diabo ensina que devemos brigar até mesmo com os amigos.
Não sou nenhum teólogo. Sou um cristão simples, irrelevante e que busca apenas servir a Deus e ao próximo. Sei que sou um pecador miserável, cheio de defeitos, que faz muita besteira e não pode salvar a si próprio. Creio que merecia a condenação, mas Jesus me amou e me salvou. Por isso não quero a condenação de ninguém, por mais que as vezes eu tenha uma baita raiva de alguns. Sei que não sou melhor do que ninguém. Somos todos um bando de sacos de vermes. Graças a Deus, sou salvo pela graça mediante a fé (Sola gratia e Sola fide).
Agora, essa graça barata que estão pregando por aí.....me parece coisa de Satanás! Onde já se viu? Chamar pecado, maldade, e idolatria de "questões políticas que não comprometem a fé"? Estou confuso....porque os pastores pararam de pregar que o ódio, a violência, a mentira, a ganância, a idolatria e a soberba são pecados? Será que "atualizaram a Bíblia", para poder continuar agindo de acordo com o espírito do mundo?


via FAcebook

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

É impossível seguir Jesus e se calar sobre Bolsonaro: traíram o Evangelho

 


O presidente Jair Bolsonaro em Brasília - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro em Brasília
Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Ronilso Pacheco

Colunista do UOL

21/02/2021 04h00

Não são poucas as igrejas evangélicas e os evangélicos que têm demonstrado apoio irrestrito ou silêncio conivente com o governo bolsonarista. Até aí, estaria tudo bem, porque, gostemos ou não, são escolhas.

Como o campo evangélico é extremamente diverso, é comum a alegação de que evangélicos possuem posicionamentos diferentes e podem sustentar suas posições na Bíblia, porque isso seria uma questão de interpretação. Mas, definitivamente, não se trata de interpretação. A vida de Jesus está lá, nos quatro Evangelhos do Novo testamento para servir de referência.

A posição desses pastores — seus impérios, sua conivência com a política bem-sucedida de indiferença com os cuidados da população — é uma traição inquestionável do que é a vida de Jesus descrita nos quatro Evangelhos.

Homens como Silas Malafaia, Edir Macedo, Valdemiro Santiago e R.R. Soares não possuem qualquer compromisso com uma "forma" de ser evangélico. São interesseiros milionários. É inexplicável que líderes milionários se digam imitadores de alguém que mal tinha uma casa e fomentou que os ricos distribuíssem a riqueza que tinham.

Chega a ser doentio que esses pastores busquem conquistar o país com uma megaigreja em cada parte do território nacional, enquanto, na Bíblia, Jesus não teve qualquer apego aos templos por onde passou.

Aliás, as principais memórias sobre Jesus, os textos mais conhecidos sobre suas mensagens (o Sermão da Montanha talvez seja o maior deles) aconteceram em meio ao povo, na rua, nos montes, às margens de rios, e nunca no templo. É sintomático que, nas poucas ocasiões em que Jesus aparece no templo, ele tenha precisado fugir da elite religiosa, ameaçado de morte.

Isso não quer dizer que igrejas são desnecessárias, quer dizer que igrejas têm mais a ver com uma relação comunitária, cuidada por sua liderança, do que com um império de centenas de igrejas espalhadas pelo país e que torna o seu pastor-fundador absurdamente rico, milionário.

O império desses homens também criou uma geração de pastores "playboys" que ostentam preconceito, racismo religioso e homofobia. Pastores como André Valadão e Lucinho Barreto não são apenas pregadores ruins, são cínicos e desrespeitosos.

Como a pregação no púlpito de uma igreja também é algo que se aprende a fazer (as frases, as orações, as músicas, os gestos, o tom de voz, tudo pode ser ensinado e aprendido) eles apenas interpretam, cada um à sua maneira.

Lucinho Barreto é o homem que age como menino, brincando de "cheirar a Bíblia", incitando racismo religioso, gabando-se de atacar terreiros. Que diz que, contra bandido, o policial deve matar "descarregando a arma e jogar o revólver na cara no final".

Da mesma forma faz André Valadão, o menino rico que ostenta a boa vida em Orlando, nos Estados Unidos, enquanto acha estar defendendo a Bíblia ao dizer que "igreja não é lugar para gays".

Igreja Batista Lagoinha, Vitória em Cristo, Universal, Renascer, Sara Nossa Terra, Catedral do Avivamento, de Marco Feliciano, Igreja Batista Atitude, entre outras e suas respectivas lideranças não possuem nada, absolutamente nada, do que a vida de Jesus é. Consequentemente, elas ferem e traem quem deposita nelas a credibilidade de conhecimento e compromisso com o Evangelho.

Mas nem tudo vem do mundo pentecostal e seus pastores milionários, seus playboys inconsequentes. Não mesmo. A precariedade e perversidade políticas do governo Jair Bolsonaro (sem partido) também têm a chancela dos que fingem "racionalidade" e imparcialidade.

Órgãos como Convenção Batista Brasileira, Coalizão pelo Evangelho, Visão Nacional para a Consciência Cristã, Associação Nacional dos Juristas Evangélicos, Jocum (Jovens com uma Missão), entre outros, contribuem para blindar um governo que tem na violência sua principal linguagem, prioriza mais as armas do que as vacinas e continua atacando minorias sociais (e a democracia).

E, como o governo odeia tudo que tem aparência de "esquerda", "comunista" ou "progressista", esses homens (sempre homens) "ilustrados" da igreja usam o silêncio para chancelar tudo que o bolsonarismo tem raivosamente implementado, da política econômica à social.

Não há inspiração em Jesus possível aqui. Um país com um governo que patina no cuidado da saúde numa das maiores crises sanitárias de nossa história, com a economia secundarizada para os mais pobres, implorando por um auxílio emergencial para não tocar a fome, e o campo evangélico conservador e fundamentalista dividido entre os que olham ensimesmados para o céu e os que olham para suas contas bancárias e para os privilégios da sua igreja.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.




FONTE: UOL

https://noticias.uol.com.br/colunas/ronilso-pacheco/2021/02/21/e-impossivel-seguir-jesus-e-se-calar-sobre-bolsonaro-trairam-o-evangelho.htm?utm_source=facebook&utm_medium=social-media&utm_campaign=noticias&utm_content=geral&fbclid=IwAR0YxYykPypjiTtpOL7Oz2f5iVfac5zEMGao9z_r-3d3sDEThzCWs-4xrBY

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

CANSEI DE TEOLOGIA

 Prleogoncalves


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CANSEI DE TEOLOGIA

Prleogoncalves
Sim, foi isso mesmo que você leu. Após quase 20 anos dedicados a estudos teológicos, artigos e dissertações, eu simplesmente cansei de teologia. É claro que não foi um cansaço repentino, coisa de um dia só. Foi, na verdade, uma exaustão gradual.

Felizmente, não estou cansado de toda e qualquer teologia. O que me cansa mesmo é a teologia árida, hiper-academica e sem aplicação no mundo real. Me cansa a teologia que se esforça por responder questões que o mundo não está fazendo, e que discute tópicos sem relevância na vida da igreja.

Eu também estou muito cansado da hiper-relevancia dos profetas do óbvio, óraculos que se sentem na obrigação de comentar todo e qualquer acontecimento da vida cotidiana. Meu coração não aguenta ver questões tão importantes sendo colocadas em xeque em postagens de um parágrafo em uma rede social.

Cansei da idolatria teológica, que confunde diferentes tradições com heresia. Tenho vergonha do arminiano que chama o calvinista de herege, do calvinista que chama o irmão arminiano de pelagiano, e da guerra infantil entre cessacionistas e pentecostais. Desconheço um esforço teológico tão inútil, ou uma guerra tão boba. Também estou cansado da teologia sendo usada como máscara para defender o político A ou B, como se Deus fosse republicano, democrata, petista ou bolsonarista. Essa última manifestação teológica, vejo como carnal e diabólica!

Cansei dos mesmos teólogos porque o que eles escrevem não se relaciona com o "chão da igreja". Irmãos, nós pensamos, pregamos e escrevemos para servir à Igreja. Logo, toda teologia que não serve ao corpo de Cristo, não passa de palha teológica.

Enfim, estou cansado de teologia ruim e de teólogos sem coração pastoral. Estou cansado de quem escreve para ser admirado pelos colegas e confrades, e não para servir a grei. E isso não é ódio pela academia; o que odeio é a ausência de praticidade. Detesto o fato da igreja exaltar os teólogos que escrevem para anjos e não para homens, mesmo não entendendo bulhufas do que eles falam, e depois, diante do luto inesperado, do desemprego que bate à porta, do desfacelamento da família, saírem em busca de nós, os varredores das calçadas do Reino de Deus.

Mesmo cansado de teologia, me vejo moralmente obrigado a fazê-la, senão por outro motivo, que seja ao menos para responder as difíceis questões pastorais que não podem ser encontradas nos maiores best-sellers evangélicos, nem em velhos tomos de Teologia Sistemática. Felizmente, a teologia do "chão da igreja" é prazerosa. Não dá destaque, não nos coloca nos círculos "famosos", mas alegra o coração de Jesus e provê esperança para a igreja. E no final, não era essa a missão?



FONTE: Léo Gonçalves 

Via: 

         https://medium.com/@prleogoncalves  

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domingo, 13 de dezembro de 2020

No Brasil, o Cristianismo ganhou – e está sendo derrotado

 Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia.

E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.
Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.
Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.
Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? – Mateus 16:21-26

No Brasil, o Cristianismo venceu. Somos uma das maiores nações cristãs. Entre católicos e evangélicos, somos atualmente 81% da população. Nosso presidente é cristão, assim como seu ministros e os secretários que lhe são subordinados. Enfim, o Cristianismo ganhou no Brasil. E está perdendo.

A primeira vitória do Cristianismo se deu nos tempos de Constantino, quando deixou de ser uma seita perseguida pelos romanos para se tornar a religião oficial do Império. Com sua vitória, o Cristianismo recebeu as recompensas dos vencedores: a possibilidade de construção de grandes catedrais, para denotar a grandeza e poder do seu Deus; a proximidade com o Estado, podendo os representantes de Deus influenciar os detentores do poder político, assim os levando a fazer a vontade de Deus em seus territórios; seus sacerdotes passaram a ter grande respeito e reverência, manifestada através das vidas luxuosas das quais eram merecedores, afinal eram os porta-vozes do próprio Deus na terra; houve a salvação dos povos que lhes eram submissos, povos esses convertidos aos valores do Cristianismo e tementes ao Inferno que lhes adviria caso fossem rebeldes em qualquer aspecto apresentado, sejam questões espirituais, políticas, econômicas ou sociais.

Mas Cristo não mandou que o Evangelho fosse pregado em todas as nações? Daí vieram outras vitórias do Cristianismo, seja através das guerras santas nas chamadas Cruzadas, seja através da imposição da fé aos povos conquistados nas terras descobertas (como o continente americano), seja usando de ferramentas de fé com as da Inquisição. O importante é a vitória do Cristianismo, e para tal quaisquer meios se justificariam.

E o Cristianismo continuou vencendo, até os dias de hoje.

Em termos de Brasil e também de mundo, o Cristianismo é vencedor. E está perdendo. Isso porque o que é vencedor tem nome de Cristianismo, mas não é e nunca foi cristão, de Cristo. É uma farsa, uma fake news de muitos séculos e que engana até hoje.

O Cristianismo verdadeiramente vencedor é o que perde aos olhos deste mundo que jaz no Maligno.

O Cristianismo vencedor era aquele anterior a Constantino. Aquele que reunia crentes em cavernas, no porão das casas, escondidos, subversivos, marginalizados. Era aquele que tornava seus seguidores conhecidos pelo amor que tinham uns pelos outros apesar das dificuldades e perseguições. Era aquele onde os crentes sofriam as mesmas perseguições que seu Mestre. Era aquele caminho estreito e difícil, que levava não à vitória financeira, ou à conquista política, ou às honrarias nos encontros presidenciais, mas à crucificação, à fogueira, às feras, ao apedrejamento ou, na melhor das hipóteses, ao asilo em terras distantes. Era aquele que trazia vergonha a quem o seguia, e não era moda como nos dias atuais.

81% da população brasileira é cristã. Nosso governo maior é cristão. E quais transformações positivas vemos em nossa sociedade? Quais os frutos que nosso Cristianismo tem apresentado?

Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.
E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos?
E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo;
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.
E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.
De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,
E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.
E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. – Atos 2:36-47

Isso só foi possível por partir de crentes não mancomunados com os poderes deste mundo. Isso só foi possível porque a dependência toda estava em Deus, não na influência do político ou no poder do dinheiro. Isso só foi possível porque não se fechou os olhos à corrupção política, porque fulano é contra gay ou contra o aborto. Isso só foi possível porque Pedro e os Apóstolos (de verdade) eram foragidos, marginais, inimigos das estruturas podres, ainda que vestidas de púrpura e cheirando aos mais caros perfumes do oriente. Isso só foi possível porque, por amor a Deus e às almas que ali estavam, não temeram perder a única coisa que ainda tinham: suas vidas.

O Cristianismo no Brasil está perdendo. Mas está ganhando.

Está perdendo o Cristianismo de Constantino a Bolsonaro. Está perdendo o Cristianismo de Edir Macedo, Silas Malafaia, Estevam e Sonia Hernandes, R. R. Soares, Valdemiro Santiago, Renê Terra Nova, Agenor Duque, José Wellington Bezerra da Costa, Silas Câmara, Samuel Ferreira, Marco Feliciano, Jerônimo Onofre da Silveira, Mario de Oliveira e tantos mais…

Mas está vencendo o Cristianismo de um Remanescente, de uns poucos que são taxados de hereges pelas corjas que se abraçaram aos poderes deste mundo, de uns poucos que, conhecidos ou não, preocupam-se não com as recompensas que o mundo pode lhes dar, mas em fazer a vontade do Pai.

No Brasil, o Cristianismo perdeu. Mas uma fagulha do verdadeiro Cristianismo está acesa, sob acusações e pedras, e vencerá. Assim como seu Mestre venceu!

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. – João 16:33



               Voltemos ao Evangelho puro e simples,


                             O $how tem que parar!



A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.


FONTE;

estrangeira.wordpress.com