Faça sua camiseta:

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Muitos nos procuram querendo comprar uma camiseta do movimento pela ética evangélica, Nós não comercializamos camisetas, mas quem quiser ter uma basta pegar o modelo e mandar fazer no local de sua preferencia: http://exemplobereano.blogspot.com.br/2014/02/camisetas-do-movimento-pela-etica.html

sábado, 22 de julho de 2017

O Apóstolo (?) Agenor Duque comete um milagre: ressuscita a ExpoMamom, digo, a Expocristã


duque72012 foi o último ano da Expo Cristã, feira de negócios gospel carinhosamente apelidada de ExpoMamom pelo MEEB (Movimento pela Ética Evangélica Brasileira) por ter foco no lucro pela venda de objetos e personalidades gospel, pouco ou nada espelhando a cristandade que carrega em seu título (da mesma forma que não enxergamos o Jesus Cristo estampado nas placas dos templos da IURD). Com o falecimento de Eduardo Berzin Filho, seu criador, a Expo Cristã também teve seu fim.
Até “ontem”.
No início do ano soubemos que um grupo que fazia feiras gospel no interior de São Paulo havia se unido à Rede do Bem, de propriedade do Apóstolo (?) Fred Flintstone-Rei Momo-amaldiçoador de desafetos Agenor Duque. Porém, por causa de suas fantasias de Fred Flintstone, de sua coroa de Rei Momo, de sua mania de amaldiçoar quem o desagrade, além das inúmeras campanhas sincréticas que promove em sua Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus (com o fim de arrecadar mais e mais dinheiro), Agenor Duque não é muito benquisto na comunidade evangélica brasileira. Um exemplo do quanto é “amado” pelos crentes de fora de seu curral, digo igreja, é que não pode sequer pregar na Igreja Batista Getsêmani, mesmo com o (im)Pastor Jorge Linhares se descabelando para elogiá-lo diante de seus fiéis. Tal convite foi uma troca, pois Jorge Linhares pregaria no Congresso Fogo de Avivamento de Agenor Duque.
Se nem em setores neopentecostais Agenor Duque é suportado (seria o Rei das Heresias?), muito menos em setores pentecostais e tradicionais. Assim, estampar o nome de Agenor Duque na frente da tal Expo Cristã seria dar um tiro de canhão no pé, pois poucos, muito poucos decidiriam ligar suas denominações a esse autointitulado Apóstolo (lembrando que o último apóstolo de verdade faleceu há uns 2.000 anos). Assim, buscou-se ocultar de todas as formas o sobrenome Duque, apenas transparecendo que a organização da feira de negócios gospel está nas mãos da tal Rede do Bem.
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Nem na lista de pastores que participarão do Café de Pastores da ExpoMamom Agenor Duque aparece. E olha que ele é um dos organizadores da feira… vai estar queimado assim na churrascaria da esquina!!!
Mas sobre essa “omissão” do nome do Agenor Duque há um outro artigo.
Outro ponto intrigante é o “milagre” da ressuscitação da marca Expo Cristã. Até abril, a feira de negócios gospel do Agenor Duque e cia. chamava-se Expo São Paulo Cristã. Tinha como endereço na web o link www.exposaopaulocrista.com.br, além de ter essa nomenclatura no logotipo e materiais promocionais:
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Porém, como um passe de mágica Agenor Duque e cia. mudaram tudo, apropriando-se da antiga marca Expo Cristã e anunciando ser uma continuação tardia da antiga feira:
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Obviamente, o endereço na web também mudou: www.expocrista.com.br. Tudo isso, pensamos, com o intuito de afastar a relação da feira com o nome do Apóstolo (?) Agenor Duque e tentar, assim, dar alguma credibilidade aos negócios.
Mas enfim, para que serve a Expo Cristã?
Já existe feira literária gospel, feira musical gospel, feira de tecnologia para igrejas gospel. A Expo Cristã, que costumava reunir um pouco de tudo gospel, também era uma simbologia do mercado que havia no Templo há 2.000 anos. Jesus, o Cristo, vendo a situação, usou de um chicote para derrubar as mesas e expulsar os mercadores. O zelo pela Casa do Pai O consumia.
Mas e nós, que somos seus seguidores, por que não nos sentimos consumidos pelo comércio que vemos hoje, dentro e fora das igrejas e em nome de Jesus?
A presença confirmada de figuras como Silas Malafaia, Samuel Ferreira, Renê Terra Nova e tantos outros similares (além da presença “omitida” de Agenor Duque) nos leva a crer que esta edição ressuscitada (vai saber por quais meios) tem tudo para ser a pior, em termos de apostasia, de todas. Como no vídeo acima, prevemos que haja gigante politicagem (no Café dos Pastores já está anunciada a presença de autoridades governamentais), incentivo à idolatria de personalidades gospel, busca por mercadorias de conteúdo duvidoso apenas por estampar grifes de ministérios, clientes àvidos pelo consumo e vendedores desesperados por comissões. Enfim, bem pior até do que a cena que Jesus vivenciou no Templo.
A primeira manifestação pacífica do MEEB foi justamente numa edição da Expo Cristã, em 2009. Dias antes da tal feira, o (im)Pastor Silas Malafaia anunciou em seu programa televisivo a visita de outro (im)Pastor: Morris Cerullo. Esse dito-cujo, com a maior desfaçatez da história, vomitou que viria uma grande crise mundial, mas que “deus” distribuiria a “unção financeira dos últimos dias” a quem doasse “voluntariamente” R$ 900,00 para o Malafaia. Em troca, o fiel receberia “inteiramente grátis” a Bíblia de Batalha Espiritual e Vitória Financeira, que tem ensinamentos estilo “pobreza é escravidão”.
Após assistir ao festival de heresias, e ciente de que haveria uma feira de negócios gospel dias depois, decidimos ir numa loja de transfer e fazer uma camiseta, com a qual andaríamos pela feira numa espécie de protesto silencioso.
O relato de como foi essa primeira manifestação pela volta à pureza e simplicidade ao Evangelho pode ser lida aqui. Após essa, muitas têm sido as oportunidades que Deus tem nos dado de, silenciosamente, através das mensagens em nossas camisetas e nas faixas que estendemos, anunciar o verdadeiro Evangelho.
E agora, em agosto, há mais uma oportunidade. Assim como ressuscitaram a ExpoMamom, se Deus permitir também ressuscitaremos nossa manifestação pacífica nessa feira de negócios para benefício de uns poucos e em nome do Santo, Santo, Santo. Vestiremos camisetas com versículos bíblicos, clamando pela volta ao Evangelho puro e simples de Jesus, o Cristo. Caminharemos pelos corredores da feira, cruzaremos olhares, receberemos expressões de ódio, de indignação, de dúvidas e algumas até de aprovação, mas não temeremos, pois estaremos portando a Espada do Espírito que é a Palavra de Deus. Estaremos no dia 19/08, sábado.
Se você também está se consumindo com o que estão transformando o Evangelho de Cristo, venha participar conosco. Se não puder fazer uma camiseta, pegue uma mais velhinha e escreva de caneta mesmo aqueles versículos que Silas Malafaia, Agenor Duque, Valdemiro Santiago, Renê Terra Nova e afins fazem questão de ignorar. Os lobos precisam saber que foram descobertos. E as ovelhas precisam saber que há lobos em seu meio.
Que possamos destronar Mamom dos corações dos crentes. E entronizar definitivamente a Cristo, o Único Senhor e Salvador, Digno de toda a Adoração.
“E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.
E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas;
E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda.
E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou.
Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto?
Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
Mas ele falava do templo do seu corpo.
Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.” –  João 2:13-22

Publicado em 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Teologia da prosperidade: Porque a odeio tanto?











Por Leonardo Gonçalves





Desde que comecei a minha militância cristã, tenho tido muitos choques com alguns adeptos da teologia da prosperidade. Com a promessa de riquezas, carros mansões e de uma saúde de ferro, os pastores adeptos desse movimento iludem os “fiéis” manipulando-os ao seu bel prazer.



É muito interessante notar que nos círculos da heresia da prosperidade, a benção do crente sempre está relacionada a algum tipo de sacrifício financeiro: o famoso “toma lá, dá cá”. Deus, nesse sistema teológico mercantil, é uma espécie de banco de crédito: Você dá o dinheiro pra ele, para depois receber o investimento de volta com juros e correção.



Muitos adeptos dessa teologia são tele pastores e tele-evangelistas que vivem pedindo dinheiro para manter um programa no ar. O programa deles está sempre fechando as portas por falta de patrocínio, mas a verdade é que esses programas levam anos no ar e nunca fecham. Seria um milagre? Sim, talvez o milagre da multiplicação de marionetes, de novos parceiros-fiéis, socios-contribuintes do Show (da exploração) da Fé.



Acho que o que esses tele pastores precisam, além de um bom óleo de peroba para passar na cara, é de uma aula de cristianismo bíblico. Se esses homens lessem a Bíblia, saberiam que Jesus nasceu num estábulo emprestado, proferiu suas pregações num barco emprestado, montou num jumento emprestado, recolheu o que sobrou dos pães e peixes num cesto emprestado e foi sepultado em um túmulo emprestado. Só a cruz era dele.



Pedro e João, quando subiam ao templo para orar foram interpelados por um mendigo coxo que pedia esmolas. Pedro disse àquele coxo: “não tenho ouro nem prata”. Creio que naquele dia o mendigo era mais próspero financeiramente do que Pedro, pois é possível que ele estivesse esmolando ali há algum tempo (o que lhe teria rendido algumas moedas). Contudo, Pedro e João tinham algo que aquele mendigo coxo não possuía: “Mas o que tenho, isso te dou...”



Cada vez que leio a narrativa de Atos dos Apóstolos, fico ainda mais revoltado com o que os modernos pastores estão fazendo com o cristianismo. Nos tempos do cristianismo primitivo, ser pastor significava tornar-se alvo. Eles eram os primeiros a morrer em tempos de crise e perseguição. Hoje é diferente: ser pastor significa ter status. E os crentes? Estes eram humilhados, aprisionados e açoitados, lançados às feras; outros eram queimados vivos na ponta de uma estaca para iluminar os jardins do imperador. Vejo isso e me pergunto onde está a prosperidade desses homens? Onde está a promessa de riqueza na vida deles? Será que eles não eram crentes? Sim, o eram. E em maior proporção que muitos de nós, que em meio à comodidade e ao luxo nos esquecemos de incluir Deus na nossa agenda diária.



E não é só na igreja primitiva que encontramos esses exemplos não: e o que dizer dos crentes de aldeias paupérrimas da África, que padecem das coisas mais necessárias e comuns? Crentes que fazem uma só refeição por dia e ainda agradecem a Deus pelo pouco que têm. Será que eles são amaldiçoados? Será que a promessa de prosperidade não se estende a eles? Quanta hipocrisia!



Quando ouço falar de pastores presidentes que ganham 100 salários mínimos e de tele pastores cuja renda mensal ultrapassa a cifra dos milhões de reais, ou ainda de salafrários que constroem mansões de mármore importado em Campos do Jordão, meu coração entristece ao ver o quanto nos distanciamos daquele cristianismo bíblico, saudável, puro e simples, que não promete riquezas na terra, mas garante um tesouro no céu.



Definitivamente, não posso compactuar com essa corja de ladrões, vendilhões do templo e comerciantes da fé. Não posso concordar com essa doutrina diabólica e anticristã que transforma o evangelho em uma empresa religiosa, em uma sociedade onde o distintivo do crente não é o amor, mas a folha de pagamento do “fiel”. Não consigo deixar de odiar esse sistema porco, imundo, onde o nome de Jesus é usado para ludibriar os ingênuos. Também não posso deixar de desmascarar esses falsos mestres, discípulos de Balaão, que por causa da paixão pelo vil metal vão além dos limites bíblicos e profetizam o que Deus não mandou. Minha alma é protestante, e por isso não posso calar. Sei também que há exceções, e que há muitos pastores que são sérios e não mercadejam a fé, mas acaso não são as exceções a confirmação de uma regra?

***



Postou Leonardo Gonçalves, cansado das falcatruas gospel dos seguidores de Gizuz, no Púlpito Cristão    http://www.pulpitocristao.com/)



 Vale a pena rever: publicado em 2009

terça-feira, 4 de julho de 2017

Evangelizando crentes : Relembrando IV

Participação dos irmãos Marcos Lopes e José Luiz ( que estiveram conosco na última Marcha em São Paulo) no Evento Abala São Paulo em 2009. O evento é antigo mas como só agora tive acesso ao vídeo estou compartilhando com vocês.
Eles também estiveram no Evento em 2011: RELEMBRANDO:

https://exemplobereano.blogspot.com.br/2012/01/no-abala-sao-paulo-ficaram-abalados-com.html



Nós do MEEB também estivemos neste evento em 2012. RELEMBRANDO:

https://exemplobereano.blogspot.com.br/2012/02/roubados-e-agredidos-no-abala-sao-paulo.html


Parece que este evento não existe mais, mas infelizmente outros eventos heréticos acontecem praticamente todos os dias  Brasil afora.

Como cristãos temos a missão de alertar os que estão sujeitos ao erro e propormos a volta ao Evangelho Bíblico.

É bom saber que não estamos sozinhos nesta proposta.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Marcha para Jesus em São Paulo 2017: o $how tem que parar!

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No dia 15 de junho, feriado católico de Corpus Christi, tivemos mais uma Marcha para Jesus em São Paulo (leia aqui artigo sobre as diferenças e semelhanças entre esses dois eventos religiosos). Desde 2009 o Movimento pela Ética Evangélica Brasileira (MEEB) participa das Marchas e pouco ou nada há de diferente.
Comecemos pelo básico: os trios-elétricos. Em outras edições, os trios pertencentes ao dono da marca “Marcha para Jesus”, ou seja, o Apóstolo (?) Estevam Hernandes, seguiam adiante. Assim, os trios da Igreja Renascer em Cristo iam à frente e, no final, os trios menores de algumas outras denominações. Só que, neste ano, só haviam trios da própria Renascer, denotando falta de unidade denominacional. E isso se refletiu no número de participantes, muito menor do que em outras edições. Chegamos a comentar entre nós que havia mais trios-elétricos do que participantes, e isso foi um fato. Excetuando os dois primeiros, onde houve aglomeração de pessoas pela presença dos “líderes”, havia grandes espaços entre os demais trios por falta de pessoas.
Ainda sobre os trios, um fato inédito: pela primeira vez eles passaram do lado direito da avenida, distantes ao máximo possível de onde estávamos com nossas faixas, numa tentativa infantil (para dizer o mínimo) dos “líderes” não visualizarem os dizeres bíblicos que portávamos. Suas consciências devem estar bastante pesadas por conta de suas condutas em relação ao Evangelho para que tal atitude fosse tomada. Enfim, até fingiram não ver as faixas dos “insignificantes” (nomenclatura nos dada pelo tal Apóstolo[?] em 2009), mas demonstraram que 8 gatos-pingados não são grandes e fortes como elefantes, mas podem incomodar muita gente através do Espírito de Deus.
Se os trios passaram distantes, os que marchavam ficaram mais próximos. Assim, muitas pessoas puderam ler as faixas e, quem sabe, refletir sobre elas. Além das “palmilhas gospel”, na qual muitos escreveram pedidos e colocaram dentro dos sapatos para marchar sobre eles, numa estranha “simpatia”, havia os que usavam coroas iguais as do “Burger King”, porém aludindo à Marcha. À propósito, o tema deste ano era Jesus é o meu rei ou coisa parecida, mas em todos os trios-elétricos havia grandes imagens dos Hernandes junto à frase “eu achei meu rei”. Porém, a forma como a imagem e a frase foram dispostas trazia uma conotação negativa. Ficava implícito que o “rei” daquele evento era o Apóstolo (?).
IMG_20170615_114156794_HDRE, como rei, ele tinha o direito de falar o que quisesse e todos lhe diriam “amém” sem pestanejar. E ele sabia disso e aproveitou-se da situação para demonstrar sua fidelidade (momentânea, é óbvio) aos atuais governantes, ainda que envoltos em gigantescas denúncias de corrupção, incluindo áudios e vídeos como o de um deputado carregando uma maleta de 500 mil reais (a “semanada” a qual o governante-mor teria “direito” por ajudar o empresário corruptor a lucrar mais com o meu e o seu dinheiro).
Segundo o UOL Notícias“Indagado se isso representaria, por exemplo, também a renúncia ou o impeachment de Temer –que foi convidado para o evento, mas não confirmou presença–, o apóstolo negou. ‘Estamos em um processo em que ele já substituiu Dilma Rousseff e, apesar de ele ter o nome citado em delações, não há uma sentença definitiva. Além disso, sinto que o país talvez não suportasse outra mudança tão brusca de rumos –acredito que a mudança mesmo deve vir pelas eleições de 2018’, acrescentou. ‘Isso é o que todo mundo espera.'”
Não, senhor Apóstolo (?). Todo o mundo espera justiça, espera punição exemplar nesta terra para os corruptos e, no caso dos cristãos, ainda há a expectativa de que os bandidos venham a se arrepender dos seus delitos e colocar suas vidas nas mãos do Único Senhor e Salvador.
“Isso é o que todo mundo espera.” Com essa frase, o tal Apóstolo (?) sintetiza o verdadeiro motivo da Marcha (que ele espertamente patenteou com o nome “de Jesus”): mostrar ao mundo que tudo o que for definido e falado por seus organizadores reflete a vontade de toda a população evangélica do Brasil, representada pela multidão atrás do trio-elétrico. Nessa intenção, políticos são convidados e negócios são feitos nos bastidores, de modo que tanto políticos quanto líderes religiosos saiam satisfeitos. Corrupção santa?
Ainda se aproveitando de falar em nome da multidão de crentes, o Apóstolo (?) Estevam Hernandes disse, segundo o UOL Notícias“Sobre o que o público evangélico espera de um Congresso substancialmente envolvido em escândalos de corrupção? ‘Que se votem projetos fundamentais à retomada da economia, como as reformas Trabalhista e Previdenciária. Pessoalmente, sou a favor de ambas’, posicionou-se o apóstolo.”
Embora o tal Apóstolo (?) diga que pessoalmente é favorável às reformas que tiram direitos trabalhistas adquiridos e dificulta sobremaneira a conquista da aposentadoria pelos cidadãos “normais”, ele deixa claro no início de sua fala que o público evangélico espera a votação de “projetos fundamentais”, ou seja, mais uma vez deixa nem implícito, mas explícito que os evangélicos, que ele diz representar, apoiam as reformas.
É para isso que ele patenteou a marca “Marcha para Jesus”: para usar os participantes como base de seu palanque eleitoral gospel, como fundação que sustenta sua lojinha de negócios gospel.
E é por isso que certas frases escritas em faixas lhe causam tanto medo e mal, a ponto de ter que se esconder delas.
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A verdadeira Marcha para Jesus não tem dono, não é patenteada, não faz barganhas políticas, não busca o próprio bem. A verdadeira Marcha para Jesus é tão dura e tão pesada que só uns poucos conseguem participar. A verdadeira Marcha para Jesus é aquela na qual pegamos nossa cruz e O seguimos. Até a morte do Eu.
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!
A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.
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https://pedrasclamam.wordpress.com/

sábado, 17 de junho de 2017

Outro dia na Marcha para "Jesus".



No último dia 15 ocorreu em São Paulo, mais uma edição da tal “Marcha para Jesus”, onde o nome de Jesus serviu de marketing para os idealizadores da marcha, embora eu não descarte que Ele esteve presente na vida de  muitos que marcharam de forma sincera, apesar da manipulação que sofrem.

E nós do MEEB (Movimento pela ética evangélica brasileira) estivemos lá, como fazemos desde 2009 com uma proposta: “Voltemos ao Evangelho puro e Simples, o $how tem que parar”. Nosso objetivo foi o de levar  ao povo a reflexão sobre os reais motivos da marcha. De “desespiritualizar” um evento humano com intenções humanas que usa o  nome de Jesus para tentar torna-lo espiritual.

Eu questiono o porquê de uma marcha para Jesus e como seria uma marcha de fato para Ele.  Eu questiono por que uma marcha para Jesus é patenteada por um grupo religioso, Igreja Renascer e o Ap Estevam Hernandes, que detém os direitos do evento? Eu questiono o porquê dos  altos  caches aos artistas. Eu questiono o porquê das enormes fotos dos líderes nos trios elétricos ou o nome do artista nas fitinhas na cabeça do povo
A marcha é para Jesus mas as fotos enormes nos trios é do "apóstolo".

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Eu questiono o porquê da verba pública usada no evento e imagino como deve ter sido a negociata para tais, questiono o que foi comprado e vendido neste ato. Se você quer saber mais sobre o uso de verbas públicas no evento acesse :
 https://exemplobereano.blogspot.com.br/2017/06/uma-analise-sobre-o-uso-de-verbas.html

Se é para Jesus a direção deveria ser para a cruz, não para o palco. Se é para Jesus o objetivo deveria ser os necessitados , não o Show.




As vezes me questionam  se sou contra um show, se sou contra a diversão da juventude evangélica e minha resposta é não, mas que as coisas devem ser bem definidas, que se faça o show,  mas de a ele seu verdadeiro nome sem usar o nome de Jesus com atrativo.

Voltando a Marcha do dia 15 poderia dizer que vimos o mais do mesmo, nada de diferente dos anos anteriores , destacamos as palmilhas ungidas nos sapatos, as bandeiras de Israel, os “eu declaro” e falsas profecias no alto dos trios que se repetem todo o ano e nunca se cumprem, as dancinhas e coisas parecidas usadas como louvor, os gritos de palavras de ordem, como por exemplo “eu sou apostólico” que nada tem em haver com estar na doutrinas dos apóstolos como a igreja de Atos e sim estar sob a “cobertura”  dos “neos apóstolos”  sem base bíblica alguma, a venda de camisetas, os “bam bam bans”  que estavam na marcha mas não marchavam com o povão e iam confortavelmente em cima dos trios,  a indiferença pelos mendigos e moradores de rua que se tornaram invisíveis numa marcha para jesus...





Nossas faixas

Sobre nossas faixas, centenas de pessoas as leram, mesmo que alguns tenham olhado para elas com olhar debochado ou com raiva,  a grande maioria talvez tenha tido contado  com os textos bíblicos pela primeira vez, já que geralmente nestes ministérios só se ouvem textos manipulados sobre vitórias e prosperidade.  Esperamos que a semente plantada no seu devido tempo germine e leve o povo a questionar sobre qual evangelho vivem e compara-lo com o evangelho ensinado por Jesus e pelos verdadeiros apóstolos dele.

Destaco que um famoso pastor de cima do trio ( do lado da nova esposa bem mais nova, mas ai é outro assunto) deu tchalzinho para nós e ao ler o texto que fala sobre os falsos lideres fez gestos dizendo que não era ele, será que o texto foi uma carapuça que serviu ?


Outro ponto foi que o evento foi praticamente dominado pela igreja organizadora, onde percebi que quase todos os trios eram deles, não vi os de outros ministérios como nos anos anteriores.


Vimos um grupo carregando uma faixa dizendo que Deus ama a todos, um grupo que se  sente descriminalizados pela igreja,  que deve sim denunciar o pecado e convidar ao arrependimento, mas que deve fazer isso com amor, levando em conta que o pecado do outro não é maior do que os nossos que igualmente devem ser confessados e deixados. A igreja não deve ser vista como inimiga de pessoas nem deve impor  sua fé. A Igreja deve ensinar o que a Bíblia ensina com amor e carinho e apresentar o Deus de amor e mostrar que o perdão antecede o juízo.







A cobertura da imprensa deu muito mais destaque a entrevista do líder e pela oração contra o fim da corrupção, destacando que o líder e a esposa já foram presos nos EUA ( e só não estão presos por aqui no Brasil por que nossa justiça deixa muito a desejar) por tentar entrar no país com dinheiro ilegal escondidos na bíblia e por de certa forma apoiar o governo Temer tão corrupto quanto qualquer outro corrupto de plantão. O apoio as reformas também foi citado pelo apóstolo e claro que  sua declaração soa como apoio da multidão que ele representa. Fácil para quem não trabalha defender a reforma trabalhista que só é boa para o patrão. Fácil para quem não depende da previdência pública defender uma reforma que não mexe nos problemas centrais da previdência e sobra para o trabalhador. Será que aos jovens que marcharam pararam para pensar que terão que trabalhar muito mais para se aposentar e que muitos deles morrerão antes, com uma reforma que mexe  pouco com os privilegiados e que não fecha os canais que tiram dinheiro da previdência nem mexe  com os grandes devedores?  Teria o líder falado em nome do povo? E se sim,  teria o povo informações suficientes sobre  o que significa para si as defesas do líder? Se falou em seu nome próprio não foi imprudente falar no momento da Marcha e que fatalmente será visto como opinião dos presentes e não apenas do líder?




Destaques da Marcha na imprensa: Jesus só é citado no nome da marcha, já a politica é vista ( e com razão) como o motivo da marcha..
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"Marcha para Jesus em SP prega contra corrupção, poupa Temer e defende reformas... "(UOL)

"Marcha para Jesus atrai multidão para as ruas de São Paulo e tem tom político" (Estadão)



"Organizadores criticam ausência de Alckmin na Marcha para Jesus" (Folha)

"Pastor que foi preso nos EUA abre Marcha para Jesus pregando contra corrupção" (Revista Forum)

 




Somos gratos a Deus por todos que participaram do nosso ato de propor a volta ao Evangelho Simples e levar o povo a refletir, sejam eles os presentes ( a Seara é grande e  poucos os ceifeiros, mas Deus sempre levanta estes poucos) ou os que oraram e apoiaram nosso movimento.

Uma camiseta, uma faixa, um coração voltado ao evangelho puro e simples e o desejo de tirar as escamas dos olhos  de quem vive no engano e este movimento pode acontecer num evento semelhante em sua cidade. Pense nisso, ore por isso e se precisar de algum apoio conte conosco.



“ VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES O $HOW TEM QUE PARAR”


Jornal Agora destaca o MEEB.



Um pouco da Marcha.



Ao som de tambor.





Por: Laudinei

terça-feira, 13 de junho de 2017

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé e atividades ao ar livre






Convite a quem tem a mesma proposta que nós temos:

"Voltemos ao Evangelho Puro e Simples, o $how tem que parar." 

Na próxima quinta feira (feriado) em São Paulo, dia  15 de Junho estaremos na Marcha para Jesus em São Paulo propondo uma reflexão sobre o papel da Igreja. Se você concorda que precisamos voltar ao Evangelho puro e simples de Jesus, venha estender faixas conosco.
Estaremos a partir das 9:30h nas catracas do metrô Armênia, de onde partiremos para nosso local de costume, o posto BR no outro lado da avenida.
Oremos agradecidos pois Deus é, apesar de nós.                 A Ele toda a honra e toda a glória para sempre.


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e atividades ao ar livre






segunda-feira, 12 de junho de 2017

Marcha para Jesus em Juiz de Fora (MG): o $how tem que parar!

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No dia 10 de junho estivemos em Juiz de Fora (MG) para participar da tradicional Marcha para Jesus. Na cidade, está em sua 24a. edição, e é organizada pelo Conpas, o Conselho de Pastores local, que trazia como novidade as presenças “vip” dos (im)pastores Silas Malafaia, Jabes de Alencar e Flamarion Rolando, todos pregadores da famigerada e demoníaca Teologia da Prosperidade, aquela que atrai fiéis com a promessa de bênçãos financeiras e que exige, para tal, “provas de fé” na forma de grandes quantias em dinheiro (aceita-se carros, jóias e casas também). Um exemplo famoso é o da “unção financeira” mais Bíblia da Prosperidade de brinde para quem desse R$900,00 para o Malafaia (porém, nem para o Malafaia essa negociata gospel deu certo).
Enfim, como a Marcha estava marcada para as 12h, estávamos no local desde às 11:30h e estendemos as faixas. Logo percebemos olhares por parte dos que trabalhavam no evento, mas depois – muito depois – entendemos o porquê.
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Os pastores da Conpas vieram falar conosco e, sabendo qual o nosso propósito ali, foram muito gentis. Aliás, fica aqui nosso elogio a todo o povo juizforano por sua educação e amabilidade. Mesmo quem não concordava com nossas faixas não nos hostilizou, ao contrário do que já aconteceu em outros eventos.
Também colocamos como ponto positivo nessa Marcha que, pelo menos enquanto estávamos na praça (até umas 18:30h), não vimos nenhum político no palco. Havia propaganda de apoio da prefeitura de Juiz de Fora, mas o palco não foi maculado com discursos políticos ou com “orações” para quem pudesse, posteriormente, “retribuir” com as igrejas presentes.
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Falando em igrejas presentes, lá estavam algumas Igrejas do Evangelho Quadrangular e algumas pentecostais. As igrejas históricas de Juiz de Fora e neopentecostais como a do R. R. Soares não participaram. Na pequena multidão havia senhores e senhoras com suas bíblias, mas majoritariamente jovens. A grande maioria só chegou depois das 18h.
Estendemos nossas faixas e lá ficamos. Pessoas se aproximaram para melhor ler, receberam folhetos, algumas apoiavam, outras iam embora. Percebemos alguns homossexuais dispersos na praça e só entendemos à noite: por conta da presença de Silas Malafaia, um grupo LGBT havia marcado, pelas redes sociais, um protesto pacífico. Porém, até o momento em que lá estivemos, nada aconteceu.
Do lado do palco havia uma espécie de camarote, onde moradores de rua dormiam. Foi emblemático que eles tiveram que sair do local que os protegia para dar lugar aos preparativos da Marcha. E mais emblemático ainda que se colocaram ao lado das faixas, sendo que um deles aproveitou a sombra delas para se proteger.
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E começou o show gospel. Cantores e bandas se alternavam a propagandas dos patrocinadores. Havia de apartamentos com iniciais de apenas R$ 299,00 a sorteio de lava-jato e martelinho de ouro. Talvez tocados pelas faixas, os apresentadores a todo momento lembravam o público de que o “show” ali era no sentido da tradução “mostrar”, não de espetáculo ou entretenimento.
Como sempre, teve o tal “ato profético”, pelo qual muitas e muitas vidas seriam salvas através da Marcha para Jesus.
Mas o mais triste foi ouvir dos apresentadores, volta e meia, que aquela era a “segunda” maior Marcha do Brasil, só perdendo para São Paulo. E que era a “maior” Marcha da região. E nem foi pelo fato de acharmos, quando muito, que no total havia umas mil pessoas (e que Marchas como a de Guarulhos [SP] devem ter muito mais adesão). O triste é ver que, enquanto Jesus ensinava Seus discípulos que em Seu Reino o maior era o menor, muitas igrejas ainda vão pela lógica daquele que tentou a Cristo no deserto, a lógica do “quanto maior, melhor”. Não dá para entender esse desejo gospel de destaque, de ser o maior, o melhor, o mais rico, o mais poderoso, o com o templo mais majestoso, o com o carro mais possante.

Lembremo-nos de Jesus, que deveria ser nosso foco, nosso baluarte: Ele lavou os pés dos discípulos. E nós, líderes deste tempo, o que fazemos? Queremos que as ovelhas lavem não apenas nossos pés, mas nossas mãos e nossa cabeça também.
No mais, o de sempre em todas as Marchas: à tardinha, após muita música gospel, todos saíram em Marcha pelas ruas da cidade, ao som de vários ritmos, indo do forró ao funk gospel. Havia três trios-elétricos (sem fotos de pastores e apóstolos, outro ponto positivo), mas em nenhum os “vips” estavam presentes. Anoiteceu, enrolamos nossas faixas e fomos embora, mas de onde estávamos hospedados dava para ouvir o que ocorria no evento. Assim, ouvimos Jabes de Alencar, Flamarion Rolando e Silas Malafaia pregando por pouco tempo. Malafaia, quando muito, falou uns 20 minutos. Acreditamos que as ausências nos trios e o pouco tempo no palco se deveu pelo receio de manifestações dos grupos LGBT.

Nossa oração é para que todos os que tiveram acesso a nossos folhetos e às faixas possam refletir sobre seu papel na Igreja, no Corpo de Cristo. É para que, numa próxima edição da Marcha em Juiz de Fora, não haja a necessidade de afirmação como “uma das maiores” ou promessas de que todos da cidade serão salvos, pois quem acrescenta os salvos é o Espírito Santo, pela Sua vontade, cabendo aos cristãos apenas testemunhar e pregar o Evangelho. Que não haja “atos proféticos” para crescimento dos evangélicos, mas que haja arrependimento e verdadeira conversão daqueles que buscarem a Cristo. Oremos para que o avivamento e a transformação se inicie dentro da Igreja e que esse movimento transborde pelas ruas da cidade, atingindo a todos que se dispuserem para tal. E oremos para que não seja necessário pagar cachês para (im)pastores e artistas gospel, pois se a Marcha é para Jesus quem dela participa o deveria fazer de graça, pois é para Ele, não para o benefício próprio.
mjf6
Dia 15 de junho é a vez da Marcha para Jesus em São Paulo. Se concordar e puder, venha estender faixas conosco.
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!
A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre!
https://pedrasclamam.wordpress.com