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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Existe idolatria entre os evangélicos?




A idolatria é o pecado mais mencionado na Bíblia. A decisão de pessoas se prostrarem diante de imagens, objetos e até de outras pessoas recebe mais condenação nas Escrituras que qualquer outra violação das leis divinas.







René Terra Nova e um obreiro ao seus pés.
Mesmo assim, os evangélicos não estão livres da idolatria. Pelo contrário, segundo alguns pastores, esse é um dos problemas espirituais menos reconhecidos pelos crentes de hoje.

Algumas imagens que foram divulgadas e comentadas recentemente nas redes sociais dão uma noção de como a idolatria está presente nas igrejas que historicamente sempre condenaram os católicos por se prostrarem diante de imagens.


O pastor Adenilton Turquete publicou um texto esta semana onde faz uma grave acusação contra as igrejas evangélicas, que “se renderam a idolatria e promove a idolatria, além de ter gerado milhares de igrejolas que infestam de heresias a nação brasileira. É critico, mas verdadeiro. Nos transformamos naquilo que mais combatíamos.

A idolatria tomou conta das igrejas evangélicas no Brasil. A conclusão é óbvia, as falsas profecias e a corrupção sacerdotal visma atender os anseios do publico. As igrejas estão a serviço da satisfação de seus clientes, gerando falsa esperança, entretenimento e manipulando a Palavra por meio da ilusão de uma falsa espiritualidade… muitos dos tais profetas e sacerdotes estão tomando a glória devida à Deus para si. Eles transformam a si próprios em ídolos, e são adorados como tal ”.



Turquete cita como exemplo o boneco do cantor Thalles, a imagem de um homem se prostrando diante do patriarca René Terra Nova e a “mão de Cristo” que foi usada em um retiro recente da Igreja Renascer.

Sobre essa última, os comentários no Facebook dão uma noção do quanto a questão incomoda: “O q é isso?? O bezerro de ouro do antigo testamento?? Estão virando idólatras agora?? Meu Deus!!”, escreveu uma usuária.

“Eu não acredito no que estou vendo! Meu Deus do céu, que é isso, misericórdia, é o fim de tudo mesmo, nem quando era católica vi tamanha loucura, e usam os mesmos argumentos usados para justificar as imagens católicas, eu estou pasma, isso é apostasia!”, asseverou outra pessoa.
 



A questão não é vista dessa forma apenas por aqui. O pastor e autor norte-americano Kyle Idleman lançou recentemente o livro, “Gods at War: Defeating the Idols That Battle for Your Heart” [Guerra dos Deuses: vencendo os ídolos que lutam pelo seu coração] onde examina a questão a fundo. Ele é pastor da megaigreja Southeast Christian Church, em Louisville.



“Idolatria parece algo tão primitivo. Tão irrelevante… mas é o problema número um abordado na Bíblia, e por isso devemos ter cuidado. Ídolo é tudo aquilo que toma o lugar de Deus, que se torna um fim em si mesmo, que ocupa o trono de seu coração… O coração é o campo de batalha dos deuses, pois tudo flui a partir dele”, escreveu.

Mesmo quando são objetos que remetem a Deus ou à fé podem gerar idolatria por sua capacidade de tirar o foco de Jesus, de onde emana todo o poder.

“Os ídolos tornaram-se mais difíceis de detectar nestes tempos modernos, por que não são mais como uma estátua de ouro ou de animais esculpidos, como os mencionados no Antigo Testamento. Estão presentes em todas as áreas da vida, existem ídolos como comida, sexo, diversão, sucesso, dinheiro, realização/carreira, família. Podem ser algum líder religioso ou artista gospel. Em especial quando o que eles falam contraria o que as Escrituras ensinam.”



Idleman explica que esse tipos de ídolos são os mais difíceis de detectar, por seu caráter subjetivo.

Qual seria a melhor maneira de impedir que isso aconteça? O pastor Turquete é categórico: “basta cada um fazer o exame da sua consciência e se voltar verdadeiramente para Deus e abandonar a idolatria e seus ídolos. Voltemos a viver o Evangelho. Porque dEle, por Ele e para Ele foram feitas todas as coisas…”.




Imagem de escultura em pano do cantor Thalles roberto



brincos na Andre Valadão #fépratodolado ... Um presentão, e entrega pra todo #Brasil.



Objetos judaicos usados na liturgia das igrejas evangelicas

Pontos de contato e patuás vendidos nas igrejas e lojas virtuais


Fitinhas no estilo "Senhor do Bomfim"


Arca da Aliança fake(falsa) em igreja evangélica





domingo, 22 de setembro de 2013

O “mega projeto social” de Silas Malafaia: ganhar dinheiro vendendo seguro para crente pobre

 

Página de abertura do site Vitória em Cristo (21/09/2013)
Página de abertura do site Vitória em Cristo (21/09/2013)
No programa Vitória em Cristo de hoje o filho do pr. Silas Malafaia declarou que seu pai anunciaria, no final, seu “mega projeto social” que abençoaria muitas vidas. Ao ouvir isso fiquei na expectativa, afinal será que Malafaia teria resolvido ajudar os desfavorecidos ao invés de ajuntar tesouros na terra?
Realmente seria um sonho o Malafaia mudar seu discurso da Teologia da Prosperidade de um dia para o outro. Seria um sonho vê-lo desprendido dos bens materiais em favor do próximo. Seria um sonho vê-lo vivendo o verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo. No final do programa, o próprio Malafaia explicou seu “mega projeto social” (assista ao vídeo abaixo, cerca de 17 minutos):
Pois é, o “mega projeto social” do Malafaia nada mais é do que sua parceria com uma seguradora para a venda de seguros de vida bem populares, propagandeados como algo “inédito” no mercado brasileiro.
Mas será mesmo?
O tal seguro de vida do Malafaia cobre apenas morte acidental em transporte coletivo (50 mil) e morte acidental (25 mil). Se você adquirir o seguro e tiver morte natural, ou decorrente de uma doença que poderá adquirir com o passar dos anos, seus beneficiários não receberão nada. Ora, é muito mais fácil morrer de morte natural ou por doença do que por acidente! Mas vamos lá…
Fora isso, o tal seguro inédito do Malafaia prevê desconto em farmácias e desconto em procedimentos médicos (consulta e exames). Como o tal seguro tem como público-alvo as classes D e E (que andam de transporte coletivo, uma das coberturas), mesmo com desconto é meio difícil esse pessoal poder usufruir de consultas e exames pagos. Mas ainda assim vamos lá…
blog52O tal seguro também tem cobertura residencial para incêndio, raio, explosão e implosão (50 mil). Ora, é sabido que seguro residencial é o mais barato possível, uma vez que as taxas de sinistro são baixíssimas. E como as coberturas anunciadas são as mais básicas possíveis, e esse tipo de seguro só cobre residências em alvenaria e que não estejam em reforma ou construção (e casa de pobre passa anos em reforma ou construção, até ser finalmente finalizada), muita gente que adquirir o tal seguro do Malafaia não poderá usufruir dessa cobertura, embora isso não tenha sido veiculado abertamente pelo tal (im)pastor.
A propósito, informações veiculadas abertamente não são o forte de instituições bancárias e securitárias. Normalmente, para garantir a venda, o vendedor apenas pincela os benefícios do produto em questão, enquanto o consumidor apenas assina enormes contratos com letras pequenininhas e termos jurídicos que inviabilizam, para muita gente, entender o que realmente está comprando. Aí, na hora do sinistro, do desespero, após anos e anos pagando pelo produto, muitas vezes o consumidor acaba ficando no prejuízo por não ter atentado para os “poréns” que impedem o pagamento do seguro.
Assim, como bom vendedor que é, o Malafaia expôs apenas as vantagens e deu o telefone e o site para a contratação do seguro, que custa R$ 9,99.
Cá para nós, esse preço está bem alto, levando em conta que não cobre morte natural. As instituições financeiras brasileiras também possuem seguros direcionados para o público de baixa renda, contendo assistências adicionais à cobertura de morte mais utilizáveis e por preços melhores:
BB Seguro Vida
Cobertura de morte natural e acidental, indenização extra
Assistências pessoal em viagem, desconto em farmácia (isso não é inédito, Malafaia!), chaveiro residencial e auxílio-funeral de R$ 3.000,00.
Preço: R$ 8,39 por mês
Vida da Gente (CEF)
Cobertura de morte natural e acidental.
Assistências funeral, check-up lar, auxilio alimentação de R$ 1.000,00 em caso de sinistro, assistência viagem, 4 sorteios mensais de R$ 15.000,00.
Preço: R$ 9,26 por mês
Como para garantir a venda vale tudo, vale até chamar a parceria entre o Malafaia e a tal seguradora de “Rede Abençoadora”. Afinal, se está abençoando é porque é algo de Deus. E, se é algo de Deus, os crentes não podem perder essa chance!
Muito triste ver essa sutil mistificação de um reles negócio entre empresários (Malafaia e a seguradora) para melhor vender entre os crentes mais humildes. Sim, pois os crentes bancarizados já possuem seguros de vida dos bancos onde recebem seus salários ou guardam suas economias. Ou, se ainda não possuem, é porque assim decidiram, pois os bancos não se cansam de ofertar esse tipo de produto, que traz muita rentabilidade e ajuda a alavancar os pornográficos lucros que anunciam no início de cada semestre.
blog7O que mais me assusta é que a venda de seguros gospel é só a ponta do iceberg malafaiano. Lembram-se que tempos atrás esse pastor se vangloriava de vender seus produtos nas revistinhas do Avon, mas talvez por conta de ameaça de boicote por parte dos homossexuais a parceria foi rompida? Meses depois o Malafaia anunciou sua própria “avon gospel“.
Pois é, o Edir Macedo (IURD) já possui seu próprio banco, o Banco Renner. Alguém duvida que num futuro não muito distante seja esse o objetivo do Malafaia? Hoje são seguros de vida gospel, amanhã previdência, depois o céu (ou melhor, o inferno) é o limite.
O pior é que não podemos nem mais nos escandalizar com o Malafaia, afinal, meses atrás, ele mesmo disse na abertura da FIC (Feira Internacional Cristã) que tudo isso “é business“…
Quanta tristeza!!! Quando pensamos que os líderes evangélicos brasileiros chegaram no fundo do poço da idolatria e da heresia, eles pegam a pá e cavam mais um pouco. O problema é que multidões têm seguido esses lobos devoradores, e junto a eles estão caindo cada vez mais fundo.
Que Deus abra os olhos do seu povo, e não permita que os Seus sejam feitos comércio:
“E também houve entre o povo falsos profetas, como  entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente  heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si  mesmos repentina perdição.
E muitos seguirão as suas dissoluções,  pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
E por avareza farão de vós negócio com  palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença,  e a sua perdição não dormita.” – 2 Pedro 2:1-3
Voltemos ao Evangelho puro e simples,

O $how tem que parar!


FONTE:     www.estrangeira.wordpress.com

sábado, 21 de setembro de 2013

Evangelho puro e simples sendo anunciado no Rio de Janeiro.

Nossos irmãos do RJ, representantes do movimento pela Ética evangélica brasileira, em ação no largo da Carioca, ontem 20/09/13, propagando o Evangelho Puro e Simples de Jesus. Que o Espirito de Deus venha despertar a muitos para a verdade que liberta e salva.
Que mais seguidores de Jesus, deixem o conforto dos lares e mesmo dos templos e saiam a buscar os perdidos onde eles de fato estão.
Que a mensagem pregada realmente seja o Evangelho de Jesus, sem precisar retirar ou acrescentar nada a ele.

Se você é de Rio de Janeiro entre em contato com nossos irmãos e participe da próxima propagação do evangelho por lá. Se você está em São Paulo entre em contato e participe conosco , pois também temos compromisso de anunciar o evangelho puro e simples por aqui. Para você de outros lugares convoque outros irmãos e vá para as ruas com esta mensagem, provavelmente você não contará com uma multidão de pessoas dispostas a estar com voce, mas dois ou três com a vida repleta da graça fará a diferença.



Se me amais, guardai os meus mandamentos.
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.




domingo, 8 de setembro de 2013

Que shekhinah é essa ?

... por pedrasclamam

Antes havia neste blog um artigo que contava a verdade sobre a palavra Shekhinah. Porém, de forma misteriosa essa informação desapareceu. Por isso estou trazendo-a novamente para apreciação de todos.

Que shekhinah é essa?

Uma análise da origem e uso da palavra shekhînah no vocabulário e hinologia evangélica contemporânea

INTRODUÇÃO

Palavras hebraicas, aramaicas e gregas são frequentemente utilizadas pela mídia evangélica, de forma escrita, cantada, nomes de grupos musicais, lojas evangélicas, palavras em camisetas, livros, etc. Entretanto, na maioria das vezes, são cometidas diversas gafes ao representarem essas palavras, que apesar de escapar à vista dos mais leigos, causam transtornos aos que conhecem essas línguas.

Mesmos editoras evangélicas de renome têm cometido erros absurdos em suas publicações[3]. Sinceramente, não sabemos quem culpar: o autor, que desconhecendo as línguas originais, para fazer bonito, cita alguma palavra ou expressão de forma absurda; a editora, também para fazer bonito, quer transcrever com caracteres gregos e hebraicos as palavras da Bíblia; algum revisor que pensa conhecer grego e hebraico, e para fazer mais bonito ainda, transcreve as palavras com caracteres gregos e hebraicos [4]; ou quem sabe podemos culpar o computador por transcrever erradas as palavras nas línguas bíblicas.[5] Os absurdos seriam inumeráveis e fugiria ao escopo desse simples ensaio, o que nos interessa é o uso indiscriminado da palavra hn”ykiv. , popularmente pronunciada como Shekinah , na verdade teria de ser lida shekhînah [6]. Há nomes de ministérios, músicas e até utilização da mesma em comentários sobre a Bíblia sem que ao menos alguém pergunte: Em que versículo da Bíblia aparece essa palavra? Ou : De onde vem essa palavra e o que significa? Como parece que ninguém faz essa pergunta os “levitas” gostam de fazer letras com a palavras hebraicas, logo, o povo canta sem conhecimento.[7]

1 – shekhînah na Bíblia

Não há na Bíblia Hebraica a palavra shekhînâh, simplesmente não ocorre nem uma única vez, o que seria razão suficiente para tomar cuidado com o termo. Ora, se não ocorre na Bíblia como é que veio a fazer parte do vocabulário de nossa hinologia? Realmente não tenho como responder essa pergunta satisfatoriamente, mas posso levantar pelo menos uma hipótese: suspeito que alguém descobriu essa palavra em algum comentário bíblico que por sua vez deve ter tido algum contato com tradições judaicas que usam essa palavra, como mais abaixo veremos, e como ninguém foi verificar na Bíblia Hebraica, ou por falta de capacidade ou por preguiça, assim, a palavra, meio que por tradição, foi associada à presença divina e incorporada mais tarde em vários livros e hinos evangélicos.

A palavra que mais se aproxima de /shekhînah/ na Bíblia hebraica e que realmente tem a mesma raiz é o verbo /shâkhan/ [8], também /shâkhen/, tendo o significado de habitar, residir, morar , aliás, a palavra /shekhînah/ foi tirada dessa raiz, justamente por causa do significado, ou seja, a /shekhînâh/ foi associada à habitação, à presença de Deus. Entretanto a habitação de Deus ou presença de Deus é o /mishkân/, o Tabernáculo, que representava a presença divina no meio do povo de Israel.

Há alguns ainda que dizem que /shekhînâh/ significa A Glória da presença de Deus, ou simplesmente a Glória de Deus, ou presença de Deus; outra vez devemos corrigir, a palavra para Glória na Bíblia Hebraica /kavod/, significando abundância, honra, glória. Essa palavra é a que sempre ocorre para se referir à Glória de Deus. Vejamos abaixo alguns exemplos do uso dessa palavra na Bíblia Hebraica:

Êx. 16.7

E amanhã vereis a glória do SENHOR, porquanto ouviu as vossas murmurações contra o SENHOR… [9]

Êx. 40.34 Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo;

1.1 – A presença de Deus,

O termo utilizado para presença na Bíblia hebraica é lifney, que significa diante de, na presença de, é uma preposição em hebraico, veja os exemplos abaixo:

Sl 68.4 (68. 3 em português)

Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria.

Uma outra tradução possível seria ao invés de na presença de Deus, diante de Deus.

Sl 114:7

Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó.

Sendo assim, não é usada a palavra shekhînah para presença na Bíblia Hebraica e sim a preposição lifney, mas então de onde vem essa estranha palavra?

2 – A origem da palavra shekhînah

Como já verificamos que a palavra shekhînah não é de origem bíblica resta-nos verificar a origem de tal palavra. É verdade, como já vimos acima, que a palavra shekhînah é da mesma raiz do verbo bíblico /shâkham/ habitar, residir, morar. Todavia, tal palavra não faz parte do vocabulário da Bíblia Hebraica, mas é uma criação posterior da teologia rabínica e mais usada pelos místicos cabalistas com acepções estranhas à teologia evangélica cristã e por isso mesmo deve-se evitar usá-la. Para comprovar que tal palavra tem sentidos perigosos e é de uso posterior na teologia rabínica, vejamos as citações abaixo:

/shekhînâh/ Residência real, realeza (…) esp. Shechinah, Presença Divina, inspiração sagrada. (Êx. 25.8) [10]

O texto de Êx. 25.8 no original hebraico é o seguinte:

Êx. 25.8 farão para mim um santuário, e habitarei no meio deles.

Aqui, na Bíblia Hebraica, é utilizado o verbo /shâkhan/ no perfeito do qal na primeira pessoa do singular e a forma indica uma ação completa no futuro, ou seja, farão e eu habitarei, na narrativa hebraica a ação é vista como já realizada. [11] Mas não ocorre nesse texto a palavra shekhînah. Por que, então o autor acima faz referência a esse texto?

A referência é que em o Targum de Ônquelos [12] traz a seguinte tradução para Êx. 25.8:

Êx. 25.8 e eles farão diante de mim um santuário e farei habitar minha shekhînah no meio deles

Podemos entender, pela citação acima e por outras ocorrências da palavra shekhînah no Targum, que a mesma surgiu dessas traduções aramaicas e assim se desenvolveu toda uma teologia rabínica com base nessas traduções.[13] Outra prova de que a palavra é de desenvolvimento posterior encontramos na seguinte citação:

Deus habita no céu. Para indicar sua presença e manifestação na terra, em época posterior se emprega com muita freqüência a palavra shekhînah (o ). Assim, por uma parte, se mantém plenamente a transcendência de Deus, e por outra, se expressa sua presença terrena. A shekhînah se manifesta especialmente no santuário e em determinadas circunstâncias consideradas mais, ou menos sagradas. Serve como exemplo Ex 25.8, TM, <>; no Targum de Ônquelos <>. [14] [15]

Essa tradução do texto da Bíblia Hebraica para o aramaico do Targum de Ônquelos gerou posteriores interpretações judaicas e um desenvolvimento teológico místico cabalista, como podemos também verificar abaixo:

(…) Outros eufemismos foram também imaginados como substitutos do antigo nome YHVH. A mais importante designação rabínica da presença de Deus no mundo é Shechinah, baseada na expressão bíblica de que Deus reside (shachen) no meio de seu povo, no Tabernáculo (mishkan) durante a peregrinação no deserto e em Sua Casa no monte Sion. Mas a aplicação da Shechina é ampliada para estender-se à relação de Deus com a história e todo o comportamento moral-religioso. Um midrash explica que embora a Shechinah viesse à terra ao tempo da criação, em conseqüência dos pecados do homem – os de Adão, Caim, a geração do dilúvio, e assim por diante – , a Shechinah retirou-se a céus cada vez mais altos, para ser de novo trazida à terra pelos patriarcas e outros homens justos (Num. R. XIII:2). Quando Israel aceitou a Torah no Sinai e levou adiante instruções para o culto de Deus construindo o Tabernáculo, Deus estava de novo plenamente presente: Porque o Santo, abençoado seja Seu Nome, estava sozinho em Seu mundo, Ele ansiava por morar com suas criaturas em regiões terrenas, mas não o fez. Contudo, tão logo foi construído o Tabernáculo e o Santo, bendito seja Ele, fez Sua Shechinah residir no mesmo e os príncipes vieram trazer sua oferendas, o Santo, abençoado seja, disse “Seja escrito que neste dia foi criado o mundo” (Num R. XIII:6). [16] (…) Os rabis usam o conceito da Shechinah para designar a proximidade de Deus aos homens em vários momentos de santidade extra. Por exemplo, a Shechinah está presente quando homens estudam a Torah (Pirkei Avot 3:3), quando rezam juntos (Pirkei Avot 3:9), quando sábios tomam conhecimento de doutrinas esotéricas (B. T. Ag. 14b). A Shechinah é atraída por atos especiais de hospitalidade, benevolência e lealdade. Juízes que proferem veredictos justos fazem a Shechinah deter-se em Israel” (B. T. San 7a). [17]

(…) A Shechinah é um termo designativo de Deus com a conotação e proximidade palpável e amor protetor (a “radiação da Shechinah”, as “asas da Shechinah”). A mais alta bem-aventurança do justo é gozar a radiação da Shechinah no Mundo Porvir (B. T. Ber. 17a). Converter um gentio ao judaísmo é pô-lo sob as asas da Shechina (Mekhilta, II 186). A décima sefirah, Malkhut, tem um elaborado simbolismo próprio. É a Rainha, a sefirah especificamente feminina; é também o correlativo divino do povo de Israel. A décima sefirah é o canal entre o mundo divino e os inferiores não divinos. [18]

Percebe-se claramente que o surgimento e o desenvolvimento teológico da palavra shekhînah foi algo que se deu no meio rabínico, se desenvolveu, assumiu conceitos místicos preocupantes.

Considerações Finais

As línguas bíblicas são muito importantes para o aprofundamento teológico e correto entendimento das palavras inspiradas que o Espírito Santo de Deus escolheu utilizar para revelar a Sua Santa Palavra a nós. Todavia, a falta de conhecimento profundo dessas línguas tem gerado um uso indiscriminado das mesmas a ponto de até mesmo palavras que não fazem parte do vocabulário do homem bíblico começarem a fazer parte da hinologia e do vocabulário evangélico de nossos dias. Este breve estudo tem como objetivo alertar para que tenhamos mais cautela ao utilizarmos palavras gregas e hebraicas em nossa hinologia, propagandas, nomes de ministérios, etc. Ao utilizarmos palavras que não conhecemos devemos consultar pessoas amplamente capacitadas para termos certeza de que estamos usando um vocabulário que condiz com a teologia bíblica sadia.

Notas

[1] Tabelas extraídas de RIBEIRO NETO, José. Hebraico para Principiantes. São Paulo: Emunah Editora, 2005, p. 9-10 [2] os quadrados são só representação das consoantes hebraicas os sinais vocálicos são os que estão abaixo dos quadrados [3] Um famoso dicionário de uma conhecida editora, saiu simplesmente com o alfabeto hebraico completamente errado, imagine quem usar tal dicionário e tentar aprender hebraico com ele. [4] às vezes tento descobrir como determinados revisores, autores ou editoras chegaram àqueles conjuntos de caracteres, pois não significam nada, nem em grego, nem em hebraico nem em aramaico, a não ser que esteja em alguma língua que eu desconheça e que use esses caracteres, mas com certeza não estão na Bíblia Hebraica ou Grega e muito menos Aramaica. [5] Por incrível que pareça, algumas pessoas acham que basta escrever a palavra em português no editor de texto e depois mudar o tipo de letra para a fonte hebraica e automaticamente o computador transforma a palavra do português para o hebraico, grego e aramaico, ainda bem que não, se assim fosse, meus quinze anos de estudos das línguas bíblicas e de Teologia seriam inúteis. [6] A pronúncia do khaf /kh/ não existe em português e seria o equivalente ao espanhol /j/ em hijo, é um som de um r bem forte [7] Os. 4.6 “…‘ky-atah hadda”ata ma’astha ve’emas’kha mikahen ly…” “porque tu o conhecimento rejeitaste, eu rejeitarei a ti sacerdote diante de mim” (Tradução Literal) – a partícula ky indica o motivo pelo qual o povo está perecendo, é pelo fato do sacerdote ter rejeitado o conhecimento, e visto que era tarefa do sacerdote a transmissão e ensino da lei (Lv 10.11; Dt 17.8-13), o povo sofria por causa do erro de seus líderes corrompidos, cuidado para os que se autodenominam ou são denominados levitas. [8] Há ainda o nome /shekhaneyâh/ em I Cr 3.21, traduzido em nossas Bíblias como Secanias e que significa “YaHWeH habita” [9] Almeida Corrigida Fiel [10] Marcus JASTROW. A Dictionary of the Targumim, The Talmud Babli and Yerushalmi, and The Midrashic Literature, p. 1573b [11] Alguns autores chamam de perfeito profético, outros evitam essa terminologia e preferem dizer que a forma é qatal com sentido de ação completa no futuro, Para maiores detalhes consulte: HARPER, William Rainey. Elements of Hebrew Syntax by an Inductive Method. 6.ª ed. New York: Charles Scribner’s Sons, 1901, pgs. 51-92; também CABTREE, A. R. Sintaxe do Velho Testamento. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, s/d, pgs. 54-123; e ainda DAVIDSON, A. B. Introdutory Hebrew Grammar: Hebrew Syntax. 3.ª Ed. New York: Charles Scribner’s Sons, 1924, pgs. 144-203, ou ainda COWELEY, A. E. Gesenius’ Hebrew Grammar. Second English Edition. Oxford: Clarendon Press, s/d, pgs. 309-341; e com maiores detalhes em JOÜN, Paul. Grammaire de L’Hebreu Biblique. Roma: PIB, 1947, pgs. 289-358 este mesmo livro foi traduzido para o Inglês com o título: A Grammar of Biblical Hebrew. Roma: Editrice Pontificio Istituto Biblico, 2000, o volume II parte três trata da sintaxe, pgs. 353-651. Há também o livro WALTKE, Bruce K. et alli. An Introduction to Biblical Hebrew Syntax. Winona Lake, Indiana, USA: Eisenbrauns, 1990, obra já traduzida (louvado seja Deus ! J) em português como introdução à Sintaxe do Hebraico Bíblico. São Paulo: Cultura Cristã, 2006 [12] O Targum de Ônquelos é uma tradução do texto da Bíblia hebraica para o aramaico feita, provavelmente no II séc. d. C., para maiores detalhes sobre as traduções aramaicas chamadas targumim confira Edson de Faria FRANCISCO. Manual da Bíblia Hebraica, p. 406-419 [13] Outras referências em que ocorre a palavra shekhînah nos targumim são: (Êx. 20:21; 25:8; 29:45s; 33:3, 5, 14, 20; Lv. 26:12; Nm. 35:33; Dt. 1:42; 31:17s; 32:20, 40; 2 Sm. 7:5f; 1 Re. 6:13; 8:16; 9:3; 11:36; 2 Re. 21:4, 7; 23:27; Is. 1:15; 5:5; 17:11; 28:10; 48:15; 54:8; 56:5; 57:17; 59:2; 60:13; 66:1; Jr. 2:7; 7:12, 15; 14:10; 15:1; 16:18; 33:5; Ez. 7:22; 36:5; 37:27; 38:16; 39:7, 23s, 29; 43:7, 9; Os. 2:5, 25; 5:15; 9:12; 11:9; 13:14; Jl 2:27; 4:17; Sf. 3:7; Ag. 1:8; Zc. 2:9, 14s; 8:3; Ml. 3:12; Sl. 132:14; Ct. 5:1; 6:11) [14] Ernest JENNI; Claus WESTERMANN. Diccionario Teológico Manual Del Antiguo Testamento. Tomo II, p. 1135-1142, vocábulo !kv [15] A transliteração foi adaptada para a que estamos utilizando para evitar confusões [16] Robert M. SELTZER. Povo Judeu, Pensamento I: A experiência judaica na história, p. 265 [17] Robert M. SELTZER. Povo Judeu, Pensamento I: A experiência judaica na história, p. 266 [18] Robert M. SELTZER. Povo Judeu, Pensamento II: A experiência judaica na história, p. 433

Bibliografia Utilizada

SELTZER, Robert M.. Povo Judeu, Pensamento I, II: A experiência judaica na história. Rio de Janeiro: A. KOOGAN editor, 1990 JENNI, Ernest; WESTERMANN, Claus. Diccionario Teológico Manual Del Antiguo Testamento. Tomo II. Madrid: Ediciones Cristiandad, s/d FRANCISCO, Edson de Faria. Manual da Bíblia Hebraica. 2.ª Ed. São Paulo: Vida Nova, 2005 JASTROW, Marcus. A Dictionary of the Targumim, The Talmud Babli and Yerushalmi, and The Midrashic Literature. London/New York: Luzac & Co./ G. P. Putnam’s Sons, 1903 RIBEIRO NETO, José. Hebraico para Principiantes. São Paulo: Emunah Editora, 2005 HARPER, William Rainey. Elements of Hebrew Syntax by an Inductive Method. 6.ª ed. New York: Charles Scribner’s Sons, 1901 CABTREE, A. R. Sintaxe do Velho Testamento. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, s/d DAVIDSON, A. B. Introdutory Hebrew Grammar: Hebrew Syntax. 3.ª Ed. New York: Charles Scribner’s Sons, 1924 COWELEY, A. E. Gesenius’ Hebrew Grammar. Second English Edition. Oxford: Clarendon Press, s/d JOÜN, Paul. Grammaire de L’Hebreu Biblique. Roma: PIB, 1947 WALTKE, Bruce K. et alli. Introdução à Sintaxe do Hebraico Bíblico. São Paulo: Cultura Cristã, 2006

Fonte: Cristiano Site Teológico
    via: pedasclamamwordpress

sábado, 7 de setembro de 2013

Quer ganhar dinheiro gospel fácil? Invente uma doutrina herética e cobre caro pelo curso!

eletrovia_com_campanha_79_imagem1“O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” - Oséias 4:6
Atualmente muitos têm buscado um conhecimento maior das Escrituras, e isso trouxe uma grande demanda de cursos teológicos. E, claro, onde há demanda há aqueles que tentarão supri-la de forma correta, honesta; e há os espertinhos de plantão, que se aproveitarão da demanda simplesmente em busca de lucro próprio, não importando a qualidade do produto que apresentam ao público.
Não deveria ser assim, mas no universo evangélico também há os corretos e os espertinhos, aqueles que leem a Palavra de Deus com temor e reverência, e que por isso não ousam acrescentar ou retirar um til que seja dela. Já os espertinhos, ou melhor, os lobos devoradores, leem a Palavra de Deus sem temor e sem reverência, o que lhes proporcionar acrescentar e retirar acentos, hifens, palavras e até frases inteiras, de modo que a Palavra se adeque àquilo que pretendem ensinar aos fiéis.
Recebi há pouco um email da Missão Shekinah convidando para participação em um dos módulos de seu curso teológico particular. É o módulo de “finanças”, dado pelo Apóstolo (?) Jesher Cardoso. Tal módulo, que provavelmente ensina a Teologia da Prosperidade – defendida pelo Jesher – custa módicos 70 reais por pessoa (para casais sai um descontinho de 20 reais).
Façamos as contas: são apenas 4 dias de curso, com 2,5 horas de duração cada, totalizando 10 horas de curso por 70 reais. Ou seja, 7 reais por hora, num curso não reconhecido pelo MEC e nem por boa parte das igrejas evangélicas.
Já um curso de graduação na Metodista, por exemplo, que é reconhecido pelo MEC e por todos custa, por mês, 375 reais. Vamos calcular por baixo 20 dias de aula, 4 horas por dia: total 80 horas/mês, o que dará R$ 4,68 por hora. Só que na Metodista ou em qualquer outra universidade séria quem ministra as aulas são doutores e mestres. Já no Instituto Shekinah é um apóstolo (?) autointitulado ou ungido por outro autointitulado do mesmo cargo.
Em universidades sérias, reconhecidas pelo MEC, você nunca vai aprender “finanças”, “cura interior”, “nível estratégico” e coisas do tipo, simplesmente porque em universidades sérias você aprenderá apenas e simplesmente o que está na Palavra de Deus, inclusive tendo noções de grego e hebraico. Esse movimento de Libertação e Cura Interior, do qual o Shekinah faz parte, é primo-irmão da Teologia da Prosperidade. Em outras palavras: heresia pura.
Se duvida disso, responda para si mesmo como é que os cristãos conseguiram viver tantos séculos sem a Cura Interior e sem a Teologia da Prosperidade (doutrinas inventadas nas últimas décadas)?
É muito bom buscar o conhecimento, mas até para isso temos que ficar atentos. Os lobos também usam a educação para matar o rebanho.
Em tempo: a Missão Shekinah é bem excêntrica. Todo ano divulgam uma “Guia Profética“, recebida por “deus” pelo Apóstolo (?) Rony Chaves. Na deste ano temos o seguinte (grifos nossos):
O ano de 2012, correspondeu no calendário judaico ao ano 5772, cujo significado profético está relacionado à abordagem e retorno “à casa do pai”. Este foi um ano apostólico por excelência de retorno para as primeiras verdades da casa (Igreja) e marcou o caminho apostólico para a Igreja de Jesus Cristo.
2012 apresentou uma nova fase de “equilíbrio, maturidade e justiça” no corpo de Cristo, que se inicia em 2013.
O Ano 5773 (2013), está totalmente relacionado ao número 73 e as letras hebraicas correspondentes a esses números são AYIN GIMEL, cujo significado profético está diretamente ligado com o: Camelo e o Triangulo. Esta relação profética declara para o povo de Deus, que receberá em 2013:
-Capacidade para sobreviver no deserto com grande vitória (todos mudando pro deserto)
-Firmeza e energia para superar as crises
-Plenitude de vida
-Fortaleza
A verdade revelada em letras e números indica que em 2013 o Reino se fortalecerá em: transportes, comunicações e comércio (o ano não acabou, mas pelo menos aqui em São Paulo os transportes ainda não melhoraram, e com a alta de juros o comércio deve penar). Ele também indica que virá um desenvolvimento, bem-estar e progresso para as famílias que se firmam nas palavras do Todo Poderoso.
2013 será o ano do convite divino para governar com ELE, e haverá mudanças drásticas na política das Nações. A justiça de Deus trará decisões que removerão reis e posicionarão outros que têm um coração retoExtingue-se os esforços dos governos jezabélicos, abusivos e personalistas. A nova geração política das Nações começará a surgir com força neste novo tempo.
O ano de 2013 será o ano da recompensa do Senhor. Em 2013, Deus irá recompensar seus filhos por todas as feridas sofridas no campo de batalha. 2013 Será um ano de grandes recompensas do Senhor. Por esta razão, inevitável e, milagrosamente,para muitos virão: (óbvio que para muitos, e para outros não. Isso não apenas em 2013, mas em qualquer ano)
1. Terras, casas, posses e novas oportunidades para construir o que você sonhou, sob a direção do Espírito Santo. 2.Escolas, faculdades e universidades para implementar a sua visão e fortalecer a cultura do Reino. 3. Ativação da evangelização profética em suas congregações e Nações. 4. Uma “explosão” de crescimento em seus negócios para os empresários que apóiam suas visões e ministérios. 5. Ano de posicionamento em lugares chaves para muitos profissionais que estão sob sua cobertura.
O ano de 2013 caracteriza-se por:
1. O levantamento da “nova geração” que o Espírito Santo tem formado neste terceiro milênio. Isso será conhecido como “A Geração Davídica ” pelo seu grande desejo da presença do Altíssimo. Se levantará com poder para adorar com a maior paixão e influência territorial, para ir assumindo posições do governo em suas nações. 2. Novas e poderosas manifestações do Reino que ocorrerão no meio de povos, através dos enviados do Senhor. O sobrenatural será a marca de Deus para cada mês do ano novo. ” Milagres “será a palavra mais natural entre o povo de Deus cada dia de 2013. ” 3. Aumento do nível das águas do espírito apostólico e profético. Estas subirão na Igreja de uma forma surpreendente e trarão uma milagrosa pesca em cada cidade, preparada pelo Senhor para o avivamento (grande colheita de almas que virá) (Ezequiel 47) 4.Haverá uma quebra da superstição na sociedade e no legalismo e religiosidade na casa de Deus. Vamos ver o fracasso de famosos astrólogos e adivinhos, Deus trará seu juízo sobre os poderes de magia e feitiçaria. (então as superstições gospel do movimento de Libertação e Cura Interior vão cair também?) 5.O surgimento da ‘geração’ projetada por Deus para tomar o “destino empresarial ” das Nações: um movimento fresco de fé CONQUISTADORA virá e surgirão os cavadores de poços no deserto. Eles irão aproveitar as oportunidades de abrir novas lagoas de bênção e prosperidade, em meio a crise dos governos, por obedecer com fé a palavra profética (2 Reis 3:15 – 20) (destino empresarial das Nações????? Será por isso que o Eike Batista está ruindo? Para dar lugar a um mega empresário gospel?)
O ano de 2013 será o ano que Deus quebrará o poder da “superstição e agouros”. Forças demoníacas que tem se oposto ao nosso progresso, crescimento e bênção, serão abatidas pelo poder de Deus. Será um tempo de grande derrota para os espíritos de magia negra, feitiçaria e adivinhação, que controlavam as Nações, governantes e economias.
Janeiro será o mês de abertura de portas fechadas e de rompimento espiritual. Grandes avanços no campo da fé, que nos serão dados pelo Espírito Santo. Portas para a vitória serão abertas, a cada semana, para aqueles que esperam em Deus com expectativa, e novas oportunidades para comprar, construir e remodelar, virão para o povo de Deus com muita clareza.
Deus mesmo fará o rompimento, e nos mostrará o caminho a seguir e a estratégia a ser implementada, para alcançar o sucesso em tudo que fizermos.
2013 será um ano em que o Senhor mesmo abrirá o espaço para o nosso crescimento e desenvolvimento. Aleluia!
Várias palavras específicas, dadas pelo Espírito Santo a seus profetas ativarão experiências extraordinárias, maravilhas e milagres do Deus Todo Poderoso para seu povo, neste novo ano 2013:
OPORTUNIDADE, VISÃO, INOVAÇÃO, MILAGRES, FRESCOR, ALEGRIA, TRANSFORMAÇÃO, EXPANSÃO, DIREÇÃO, OBJETIVO, CRIATIVIDADE E MATURIDADE.
É o desejo do Ministério Avance Missionário mundial de Rony Chaves e de todos os que adoram o Senhor no Centro Mundial de Adoração em Costa Rica e RAMCU; que a benção, a prosperidade e a sabedoria do Todo Poderoso preencha sua vida e sua família, a cada dia e cada hora do ano 2013. Amém!”
A Missão Shekinah não sobrevive apenas da venda de seus cursos gospel de conhecimento duvidoso. Ela também abarca igrejinhas de garagem, que pagam para obter “cobertura espiritual” do Apóstolo (?) Jesher, além dos pastores ganharem o título de Apóstolo (?). É a chamada Rede Apostólica da Aliança, que tem como objetivos:
“• Dar cobertura espiritual à ministérios e igrejas associadas (antigamente colocavam no site a porcentagem que tinham que enviar ao Jesher, agora a informação está sutil) as quais tenham, e respeitem, a visão da Rede;
• Treinar e auxiliar estes ministérios no desenvolvimento de seus dons espirituais e de governo;
 • Implantar a Visão de Conquista, atravéz da guerra espiritual, intercessão estratégica, libertação e cura interior;
• Incentivar a implantação de Escolas de Educação por Princípios Cristãos;
• Incentivar a unidade da Igreja através da Ceia de Pastores, Congressos e Seminários;
• Auxiliar os ministérios filiados em suas questões de ordem administrativa, legal e espiritual – quando solicitado;
• Promover concílios e presbitérios para tomada de decisões estratégicas e definir unção de novos pastores, apóstolos e profetas que virão a fazer parte da Rede.”
Enfim, para os lobos em pele de cordeiro o Templo é dinheiro sim.
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

FONTE: Vera Siqueira:  www.estrangeira.wordpress.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Movimento "Voltemos ao Evangelho Puro e Simples" na Expo Gospel Acre



Por Ruy Cavalcante
No último final de semana foi realizado a 3ª Expo Gospel Acre, evento inspirado na Feira Cristã de São Paulo, e que toma dela também o seu caráter puramente comercial. Durante algum tempo vinha pensando o que eu poderia fazer em favor da “conspiração” que decidi participar, em favor do Evangelho Puro e Simples, com o tema “Voltemos ao Evangelho”, movimento este que conta com a participação de vários irmãos Brasil afora, muitos dos quais considero verdadeiros amigos, embora estejamos a milhares de quilômetros de distância, donde destaco os mineiros, sem citar nomes para não ser injusto, pois todos tem me ajudado bastante com conselhos, inspirações, orações e exemplos.

Infelizmente os irmãos que vinham me acompanhando nessa luta por aqui estão (espero que momentaneamente) impedidos por questões de cunho pessoal, o que dificultou ainda mais os planos para a realização de protestos e esclarecimentos referente ao Evangelho de Cristo.

Pois bem, pensei então em vestir minha camiseta do movimento, me munir de uma câmera emprestada, e ir pra lá na esperança de ser indagado por alguém, e começar a falar a respeito de tudo o que tem afrontado as verdades do Evangelho, de como eventos como esse fomentam essa deturpação, quem sabe receber um empurrão, um pescotapa e virar mártir (rsrs bricadeirinha).

Foi então que a faculdade de teologia onde leciono, aqui mesmo em Rio Branco, propôs aos organizadores do evento a realização de um debate, com o tema “Igreja e Sociedade, desafios para o século XXI”, para discutir sobre o que a igreja pode fazer em beneficio da sociedade de maneira prática, e o porquê de não estar conseguindo fazer isso. A ideia foi aceita, entretanto os organizadores não permitiram que a faculdade escolhesse os preletores, tomando para si essa função. Por motivos óbvios, eles convidaram apenas políticos da bancada evangélica para participar da mesa e responder as perguntas dos inscritos no debate.

Claro que eu me inscrevi, e comecei a elaborar perguntas que pudessem trazer a discussão para o que eu considerava cerne da questão, que é o fundamento pelo qual boa parte dos evangélicos tem “aderido” à igreja cristã, o falso evangelho da prosperidade, do triunfalismo barato, do medo e dos sinais, doutrinas estas que não tem poder algum contra o pecado, e que causam esse estado de letargia na igreja cristã, tornando-a estérea e incapaz de transformar a realidade espiritual e social (no quesito cidadania) sequer de seus próprios membros, que dirá da sociedade em geral.

Mas Deus tinha outros planos.

O debate estava agendado para a sexta feira, dia 30 de agosto, às 19:00hs. Por volta de 17:30, uma hora e meia antes do evento, eis que o diretor da faculdade me liga, dizendo que dos três preletores, dois estavam viajando e sequer comunicaram aos organizadores. São eles a Missionária e Deputada Federal Antônia Lúcia Camara, e o Pastor e Deputado Estadual Jamyl Asfuri. Somente o Pastor e Deputado Federal Henrique Afonso confirmara a participação. O diretor me disse que havia tentado contato com algumas pessoas, a fim de que composse a mesa em substituição aos faltosos, sem êxito, e que por isso estava me ligando, pedindo que eu “quebrasse esse galho”, participando do debate como um dos preletores. Claro que eu aceitei.

Rapidamente juntei alguns textos e informações, e me preparei pra responder as perguntas que eu mesmo havia elaborado, só faltava pensar numa forma de ser indagado sobre elas, ou de introduzir este assunto.

Bom, como todo seminário e/ou debate envolvendo político, houve muita embromação, mas me surpreendi positivamente com o posicionamento do Deputado Henrique Afonso, pois além de não soltar as pérolas doutrinárias costumeiras nesse tipo de situação, também não tentou transformar o debate em palanque, fica então registrado meu elogio a ele.

Entre uma fala e outra, ele levantou a bola, sem goleiro, e disse chuta! Isso aconteceu quando ele, ao falar sobre os motivos pelo qual a igreja não tem conseguido exercer bem seu papel social, afirmou que isso se dava pelo fato de ela vir sofrendo muitos ataques externos, tanto filosóficos quanto políticos. Ao término de sua defesa, pedi a palavra e chutei a bola, ou seja, falei que esse problema existe, mas o fundamento é outro.

Daí claro, parti para a defesa do Evangelho, tentando também mostrar que essa letargia é gerada por nós mesmos, ao fazer do evangelismo uma simples estratégia proselitista, formando crentes não moldados pelo evangelho verdadeiro, identificados com a igreja, mas não com Cristo, desejosos de se dar bem, mas não de fazer o bem, consequência direta do “evangelho” da barganha que tem sido oferecido a eles. Isso também explica o porquê de haver evangélicos figurando em praticamente todos os escândalos políticos no Brasil, dentre tantas outras questões. Empolguei-me, falei tudo, falei alto, parecia o Marco Feliciano quando o som do teclado acelera J.

No início estava bem apreensivo, confesso, com dor de barriga inclusive. Achei que seria convidado a me retirar, mas nada disso aconteceu. As pessoas gostaram do que ouviram, me parabenizaram, bateram palmas. Ao final fiquei mais de uma hora em conversa informal com alguns dos presentes, que me indagavam sobre vários assuntos apologéticos. Recebi convites para outros debates, inclusive para uma tribuna cristã, que o Deputado diz ocorrer na Assembleia Legislativa, algo que eu tinha total desconhecimento.

Mas isso não me deixa feliz. Já recebi palmas outras vezes, em outros locais, por causa do mesmo discurso. Já recebi convites, tapinha nas costas, já pediram meu telefone, meu e-mail, mas ao passar de uma semana, todos os que elogiaram estavam praticando as mesmas coisas que eu havia criticado, seja por covardia, temendo perder espaço em suas igrejas, perder salários, seja porque simplesmente exerceram a política da boa vizinhança comigo.

Aliás, mesmo tendo essa oportunidade, fiquei triste, pois a liderança que eu torcia que estivesse lá não estava, pois haviam boicotado o evento, como sempre fazem quando não participam do comitê organizador. Tudo por aqui é um jogo político, especialmente entre as grandes igrejas, e eu pude observar isso nas entrelinhas.

A esperança é que dessa vez os jovens que estavam presentes possam ao menos repensar sua fé, avaliar tudo o que foi dito e se tantas informações fazem sentido, se podem ser confirmadas com a Palavra Infalível de Deus. Quem sabe os mais velhos e experientes também possam fazer isso. Não havia tantas pessoas lá. Entre inscritos e organizadores presentes talvez somassem 80 pessoas na sala ambientada para o debate, muitas das quais eram alunos da própria faculdade, mas todos participam ativamente de suas congregações. Deus sabe o que faz e, se Ele quiser, trabalhará no coração deles como tem trabalhado no meu, me cobrando continuamente, exigindo cada dia mais zelo pela sua Palavra, me moldando, me perdoando.

Como estava só não pude filmar nem tirar fotos, mas voltei um dia depois para fazer algumas imagens. Porém a feira foi um fracasso total, pois como disse anteriormente, as grandes igrejas boicotaram a feira, portanto não houve muita coisa importante para registrar.

No mais, apenas comércio, sincretismo e inutilidades.

Dessa forma encerro pedindo oração aos irmãos pelo meu Acre querido, o Estado da federação mais neopentecostal de todos, proporcionalmente ao número da população. Orem por misericórdia, orem para que Deus levante homens e mulheres com coragem para se erguer contra toda afronta ao Evangelho de Cristo, e com um coração disposto a amar, perdoar e ensinar sobre Cristo com sua própria vida.

Deus abençoe a todos.


domingo, 1 de setembro de 2013

“Marcha para Jesus” consolida-se como espaço de campanha política evangélica

Do blog Mídia, Religião e Política

“Nós declaramos que vamos tomar posse dos meios de comunicação, das redes de internet, do processo político, nós vamos fazer a diferença, vamos influenciar o Brasil com o evangelho de Jesus”, discursou o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Silas Malafaia em mais uma edição da Marcha para Jesus. Campo Grande (MS) foi a capital que recebeu a Marcha na segunda, 26 de agosto, que, mais uma vez, tornou-se palanque da campanha pela “conquista” evangélica dos espaços políticos públicos.
Estimativa da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) indicou a presença de 40 mil pessoas. Como nas outras edições, o pastor Malafaia foi a grande celebridade do evento com o discurso que tem marcado a presença de lideranças evangélicas nas mídias neste 2013: a retórica do terror, da perseguição imposta aos cristãos brasileiros, em especial com os governos do PT, pós-2002. O sempre mencionado “ativismo gay” e as mídias, foram alvo das abordagens do líder religioso em Campo Grande.
Foto: Christian Post
De acordo com o pastor Silas Malafaia, os meios de comunicação no país parecem querer dificultar a pregação da palavra pelo alto custo. “Não consigo expandir meu programa aqui no Brasil, enquanto faço dublagem para outros países e vendo sabem por quanto para o exterior? Por vinte vezes mais barato que aqui. Querem nos impedir de divulgar a palavra”, explicou. Entretanto, ele afirmou com convicção que os meios de comunicação serão dos cristãos, bem como o processo político, e indicou aos participantes da Marcha que votem em candidatos evangélicos nas próximas eleições, mas com uma ressalva: “Vejam muito bem em quem vocês vão votar, porque tem muito evangélico aí que se diz evangélico, mas apoia o casamento gay”, afirmou, antes de complementar: “O senador é a favor do aborto? Chumbo nele. O seu candidato é a favor do casamento gay? Chumbo nele”.
Como expressão da retórica do terror, o pastor Malafaia dirigiu-se às famílias que estariam procurando-o preocupadas com a situação do ativismo gay no país, que têm alcançado a aprovação de leis no Supremo Tribunal Federal, como a do casamento gay. “Eu digo a vocês: isso não é um jogo de futebol, não é um time que está ganhando. Nós temos que ter a consciência tranquila em defender o direito a família, a moralidade do ser humano”, explicou. O pastor prometeu que ele mesmo será aquele que marcará a história por tentar derrubar tal aprovação do casamento gay no STF: “Mesmo que não consiga (acabar com o casamento gay), a geração seguinte vai perceber que aqui passou alguém que não concorda com essa abominação, integrada com a safadeza”, declarou.
Ainda promovendo o terror, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo afirmou que há pelo menos 800 projetos em trâmite no Congresso para “detonar os conceitos cristãos, para destruir os valores morais da sociedade, destruir tudo.” Ele afirma que quem está por trás disto são os ateístas e anarquistas, “querendo construir um novo paradigma, apoiado, sustentado na libertinagem e na safadeza.”
Nota da Estrangeira: Silas Malafaia quer que os evangélicos tenham todo o poder neste mundo, que tomem posse dos meios de comunicação, da política e do que mais tiver, com a desculpa de “evangelizar”. Já Jesus (que tal pastor diz seguir), o que Ele dizia?
“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a  vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria  o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por  isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse:  Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos  perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.
Mas tudo isto vos farão por causa do  meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.” – João 15:18-21
“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste  mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas  agora o meu reino não é daqui.” – João 18:36 
O mundo do Malafaia e outros pastores que seguem a Teologia da Prosperidade é aqui, e por isso anseiam reinar neste mundo. O mundo dos que realmente seguem a Cristo não é aqui, e por isso serão aqui perseguidos – porém reinarão um dia com Cristo, em Seu Reino.
Em qual mundo você quer reinar? Aqui ou no Reino dos Céus? A escolha é toda sua.

fonte: estrangeirawordpress.com

Nota do exemplo bereano: Não, não devemos nos alienar politicamente falando, mas nossa preocupação com a politica deve ser a busca por justiça e justiça não tem nada a ver com crenças religiosas. Sobre meios de comunicação para pregar o evangelho é piada, pois o que vemos hoje no Brasil é o nome de Jesus e o evangelho como desculpa para estes pseudos pastores ganharem dinheiro e poder politico e eclesiastico, se conseguirmos descobrir meia dúzia de programas comprometidos com o verdadeiro evangelho poderemos comemorar. Sobre a bandeira da preservação da família nos moldes tradicionais, óbvio que somos a favor, mas isso não deve ser desculpa para ganharmos poder via medo dos cristãos, temos que mostrar os valores da família demonstrando estes valores através do nosso dia a dia e de nossa família e através da Igreja, e não por meio de discursos políticos inflamados. A bandeira da família é uma bandeira a ser defendida, e sabemos que ela não é exclusividade dos evangélicos, e ela é apenas uma das bandeiras . Não devemos escolher candidatos, independentemente  da religião, que tem  a família como discurso mas estão envolvidos por corrupção, que não defendem a moralidade pública e não se preocupam com os que mais necessitam e usam seus mandatos para proveito próprio ou proveito de seu grupo, a  estes  devemos ignora-los. 
Quanto aos gays, como cristãos devemos ama-los e não apenas com palavras, mas ação ( não estou dizendo que devemos apoiar o pecado, mas não podemos fazer do combate ao pecado uma bandeira de ódio como estamos vendo por ai, alem do mais se combatemos o pecado devemos combater todos os pecados e não elegermos um como alvo).

Se o Sr Malafaia que tomar posse deste mundo, seu discurso não é o de Jesus, não é o que a Bíblia ensina portanto devemos nos afastar e denunciar quem prega outro evangelho.