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terça-feira, 15 de setembro de 2020

A série Greenleaf e a avaliação do Pr. Lucinho



Greenleaf: Temporada 1: Oprah Winfrey, Keith David, Lynn Whitfield: Amazon.com.br: DVD e Blu-rayA Netflix tem série chamada Geenleaf cujo enredo se concentra em uma igreja, seu pastor , sua família e seus inimigos e mesmo sendo uma obra de ficção ela consegue expor de forma visceral os bastidores de muitas igrejas e o dia dia de sua liderança.  Obvio que nunca devemos generalizar mas a obra mostra (por vezes exagerando, por vezes simplificando) o que ocorre em muitas igrejas.



Assistindo  as conversas  do líder da igreja com seus familiares não consigo deixar de pensar em muitos lideres brasileiros ( internacionais também, óbvios)  e fazer uma associação deles conversando em suas casas,  de  como se manipula a igreja e   como o poder leva estes lideres a deixarem o evangelho de Jesus em segundo plano dando prioridade ao dinheiro e poder.  Minha dúvida fica entre saber se estes lideres creem no evangelho,  mas o manipula em causa própria, por vezes até achando que são escolhidos de Deus e não fazem nada de errado ou se são ateus que viram na igreja e ministério um grande negocio. Acredito que acharemos muitos dos dois grupos.



No vídeo que posto a seguir vemos a analise que  um líder brasileiro, o pastor Lucinho, faz da série, onde ele diz que a obra demoniza  homens e mulheres de Deus ao associar todos personagens, inclusive o pastor, a adultério e roubos e que a série é um modo sutil de mostrar que a igreja nada mais é que um lugar para se arrecadar dinheiro. Para ele tudo não passa de um plano da Netflix que é progressista, , socialista e esquerdista ( só pensam nisso) de atacar o conservadorismo e de apresentar os pastores como lixo. Chega a dizer que isso é um ataque contra a igreja, esquecendo que o suposto ataque não é contra a igreja mas contra atitudes de parte de suas liderança.











Ele diz que mesmo entre os seguidores de Jesus tinham pessoas que agiam de forma errada e que na igreja não é diferente, mas que isso não representa todos como a série quer mostrar e que ele conhece poucos pastores ricos como o pastor da série, que entre mais de 15.000 pastores de sua cidade ele talvez encontrasse 10 ricos embora muito longe das riquezas apresentadas na história. Acredito que ele não conhece bem boa parte dos pastores, principalmente os presidentes e "donos" dos grandes ministérios, talvez ele não conheça nem os bem próximos a ele...



Para mim, a critica que ele faz da série comprova exatamente o que a série quer mostrar, lideres manipulando e o povo fechando os olhos.



Não vejo a série demonizando a igreja, vejo sim atitudes de lideres de igrejas demonizando o evangelho.  Lucinho, o mesmo que posta videos cheirando a bíblia , que prega vestido  de Chapolin  e que pertence a uma igreja governada por uma família rica e poderosa que  prega muitas heresias, prefere ver as criticas como algo demoníaco enquanto os motivos das criticas são relevados ou até negado.



Discordo da argumentação do pastor, também discordo de quem generaliza, sim existem muitos pastores e lideres, homens e mulheres de Deus pregando e vivendo o evangelho sem outros  interesses, mas pessoas como os apresentados na série não são exatamente exceções. Casos  de adultérios e outros pecados na área moral não são incomuns e na maioria das vezes são escondidos debaixo do tapete ou quando revelados  não tem as mesmas implicações, como que em casos apresentados pelos membros da igreja. O Poder financeiro também  não é novidade, famílias de lideranças se enriquecem pedindo dinheiro para "obra" de Deus. Muitos roubam na cara dura, outros se aproveitam de regras legais, mas imorais, para se enriquecerem com salários altíssimos e outros benefícios  que o cargo  oferece.  A pouco tempo atrás li sobre um pastor que trocava seu carro (geralmente Land Rover) 2 vezes ao ano, pastores que compram aviões,  mansões em condomínios de luxo em suas cidades, li também sobre  um líder  do nordeste brasileiro que  ganha a bagatela de 150.000 por mês e não contente criou um cargo na igreja para esposa que recebe "só cinquentinha,"  alem dos filho com alto salário e provável sucessor, alias filhos ganhando muito e sendo sucessores automático dos  pais no negócio (igreja) não é novidade neste meio, igreja viraram capitanias hereditárias, igual a dos Greenleaf onde o pastor quer toda família no ministério e em sua sucessão. Roubos e desvios também são comuns, basta ver os noticiários. Igrejas sendo negociadas e vendidas "com porteiras fechadas" também não são incomum. Dinheiro e dizimo é o principal tema das pregações nestas igrejas, muito delas verdadeiros impérios.



Não!!!!!  a série não demoniza a igreja, se há um demônio na historia ele esta na vida de quem deu a inspiração para obra, se existe um demônio na história ele esta nas atitudes dos lideres,  está nos bastidores ou mesmo dentro de igrejas de forma real.


Não! A série não demoniza "homens e mulheres de Deus". A série apenas mostra a realidade vivida por parte da igreja e suas lideranças ( até acho que pegaram leve diante da realidade que vivemos).  A série mostra a realidade nua e crua de como a "igreja" é vista: como empresas particulares de suas lideranças, mostra como o bem estar do líder supera as necessidades do povo e de como o nome de Deus é blasfemado por estes lobos ( previsto na bíblia). Quem demoniza a igreja não é série e sim os lideres gananciosos que  Pedro em sua 2ª. carta  no capitulo  2, versículo 3 cita:  "Que por avareza : fariam negócios de vós com palavras fingidas". 


Cabe a Igreja verdadeira de Jesus mostrar o outro lado da moeda, mostrar que existem lideres sérios que foram chamados para servirem, ,não para dominar e explorar o povo. Simplesmente criticar a série não anula a realidade que ela apresenta.




                             Voltemos ao Evangelho Puro e Simples, o $how tem que parar.











Trailer: 1ª. temporada 

Trailer 5ª. temporada











domingo, 6 de setembro de 2020

Um Brasil evangélico? Mas e daí?

Tenho estado muito preocupado, ultimamente com o espírito de fanatismo que tem invadido a igreja evangélica no Brasil. Nesses 20 anos, também tenho estado muito alegre por ver que a igreja evangélica tem crescido muito e, com isso, muita gente está encontrando Jesus e, Nele, salvação, libertação, esperança e a possibilidade de uma vida melhor. Entretanto, angustia-me ver que, algumas vezes, esse crescimento, o qual tem o seu aspecto extraordinário, vem tomando contornos de algo não tão sadio, adoecido, estranho, que se assemelha à enfermidade, à patologia, redundando em evidências explicitamente fanáticas. Estamos vivendo, hoje no Brasil, um momento no qual precisamos definir o que queremos que aconteça em nossa pátria. Como povo de Deus, temos duas opções: a primeira é querer ver o Brasil evangélico; a segunda é ver o Brasil de Jesus. O que queremos? O Brasil pode ser evangélico sem ser de Jesus, como pode também ser de Jesus sem ser evangélico. E pode ser de Jesus e ser evangélico. Se tudo aquilo que fosse de Jesus tivesse que ser, necessariamente evangélico, Jesus só estaria tendo vez na História de 180 anos para cá, quando o “Movimento Evangélico” - tal qual o conhecemos hoje começou a existir. Se, para ser de Jesus o mundo tivesse que ser protestante, Jesus só estaria agindo e atuando nele de 500 anos para cá, quando da Reforma Protestante. Enfim, Deus tem meios e modos de fazer que a sua salvação entre no mundo sem, obrigatoriamente, ter que fazê-la evangélica. Digo isto, porque às vezes desenvolvemos esquemas religiosos que se tornam independentes de Deus e divorciados Dele, como uma coisa autônoma. Isso aconteceu com o movimento farisaico do judaísmo, que no início fora um movimento defensor do zelo pelas coisas de Deus, tornando-se, ao final, o “carro-chefe” que deflagou a morte histórica de Jesus. De igual modo, isto se verificou no cristianismo original dos apóstolos, do Novo Testamento, que 300 anos depois, foi “constantinizado”, transformando-se num movimento de natureza política com vistas à unificação do Império Romano. A Igreja em decorrência disso foi paganizando, até que ela mesma criou um dos movimento mais escuro da história da civilização humana (a Idade das Trevas) do ocidente, com as Cruzadas e o advento da Santa Inquisição, feitas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, utilizando a cruz e todos os demais elementos sagrados do cristianismo, ainda que o Espírito Santo, neles não estivesse presente, nos quais Jesus estivesse ausente e nos quais Deus não se manifestou, mas o diabo. Nós hoje, estamos vivendo um momento singular, quando vemos a fé espalhando-se pelo Brasil. Aleluia! No entanto, a pergunta que devemos nos fazer, com relação à expansão da fé neste país, é o que queremos que aconteça com o Brasil. Queremos vê-lo apenas tornar-se uma nação evangélica, tendo templos em todos os lugares, vendo a maioria das lideranças políticas confessando-se evangélicas, tendo muitos veículos de comunicação evangélicos, com uma boa parte dos recursos financeiros do país em poder daqueles que se dizem evangélicos, etc?... Mas, o Brasil vai continuar o mesmo! Na mesma miséria, com os mesmos casos de corrupção, com a mesma prática política...Talvez, até, pior, pelo fato de não haver mais nenhuma referência evangélica à qual se possa recorrer, não se tendo esperança de alguma coisa alternativa, porque o que era alternativo, acabou virando em algo associado ao que existe de pior no mundo, que por sua vez, passou a usar o nome de Deus para justificar suas ações. É isso, que queremos? E mais, que imagem a Igreja deve buscar construir? Ora, como não poderia deixar de ser, Jesus tem que ser a nossa referência, a nossa busca de reconstrução da imagem da Igreja. Primeiro, porque se somos cristãos, a referência é Cristo e não há nenhum outro. Não é um homem, não é um apóstolo secundário, não é um missionário fabuloso que viveu na Índia - é Jesus a referência. Segundo, se somos evangélicos temos que viver conforme o Evangelho de Jesus. Ora, Jesus desagradou vários grupos políticos e religiosos do seu tempo. Agradou ao Pai e agradou ao povo, que vinha trazendo a Ele, os perdidos, oprimidos, doentes, para serem, salvos, curados e libertos. Então, para uns, a sua imagem estava tremendamente desgastada, enquanto que, para outros, ela crescia em respeito e admiração. O problema da Igreja acontece quando o grupo com as características daqueles que antes odiavam Jesus, começa a aplaudir a Igreja hoje; enquanto o grupo que amava a Jesus, naqueles dias começa a repudiar a Igreja hoje. Ou seja, quando a gente vê pessoas com as mesmas posturas daqueles que, naqueles dias, repudiavam e odiavam as ações de Jesus, afinados com a Igreja hoje, e até liderando-a; enquanto aqueles que nos Evangelhos eram amigos de Jesus, e andavam com Ele, agora ficam longe, não querendo nem ouvir fale dele. Quando isso acontece é porque houve uma inversão radical de valores na Igreja, e ela não tem mais quase nada a ver como o coração do seu Senhor. E ainda, quando as pessoas dizem: "Jesus eu quero, só não quero a Igreja", é porque a Igreja virou anticristã. Postado há Yesterday por juberd2008 FONTE: Cristianismo radical https://juberdonizete.blogspot.com/2020/09/um-brasil-evangelico-e-dai.html

terça-feira, 1 de setembro de 2020

A Igreja e as estruturas de poder

Até o terceiro século, a Igreja de Jesus enxergava-se como peregrina e forasteira nessa terra. A perseguição que sofria não a permitia desenvolver outra imagem de si. Eles sabiam que não tinham poder e que nunca deveriam vincular as esperanças do Reino de Jesus com as estruturas imperiais. Entretanto, com o imperador Constantino, a relação entre Igreja e Estado mudou e, com isso, toda a sua teologia pública. Quem nos lembra disso é o historiador evangélico Mark Noll, deixando claro como que essa mudança alterou a história do cristianismo. É claro que o auxilio do Império fortaleceu a igreja e lhe deu paz para crescer. Contudo, as relações não eram unilaterais e o Império também colocaria cada vez mais suas mãos em assuntos da esfera eclesiástica. Os concílios ecumênicos, tão importantes para a doutrina saudável que temos, foram convocados pelos imperadores e não pelos bispos — visando a unidade política do império através da unidade doutrinária. Nessa história, a Igreja precisou avaliar constantemente os limites dessas relações. Um dos episódios que eu mais gosto nessa história é o do bispo Ambrósio expulsando do interior da igreja o imperador Teodósio — representado acima na pintura de Anthony van Dyck. Claramente era o pastor da igreja protegendo o rebanho da hipertrofia totalitária que o império sentia-se confortável em dar lugar. Em tudo isso, aprendo que a Igreja de Jesus precisa de muita sabedoria para expurgar de seu meio antigos desvios teológicos. Nossa teologia política precisa continuar sendo da igreja peregrina e forasteira que, assim como Abraão, espera a cidade de Deus descer do céu até aqui — cidade que foi arquiteta e será construída por Deus, e não por nenhuma força humana. Isso não nos livrará das relações com as estruturas de poder, mas nos permitirá nunca colocar nossas confianças nelas. A quebra de expectativas de muitos membros da igreja com seus candidatos e partidos políticos tem sua raiz em trocar a confiança do Criador pela criatura, não lhe rendendo glória, mas vangloriando-se dos impérios humanos, demasiado humanos. VEJA MAIS SOBREIgrejaPolítica COMPARTILHE Pedro Dulci Autor, Teólogo e Ministro Presbiteriano IPB FONTE; IRMÃOS.COM https://www.irmaos.com/

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Escândalos evangélicos


"Pastora acusada de matar seu marido, também pastor"; pastor trai esposa com cantora da igreja"; "Líder do maior congresso de missões no Brasil, admite que pregadores e cantores, subiam no púlpito cheirando uísque e depois caiam na farra com cantoras"; "Pastor presidente renuncia depois que caso de adultério é descoberto, a substituta é a mulher que logo em seguida passa a presidência para o amigo tesoureiro, o caso vai para delegacia e tribunais e acontece uma nova eleição";"Em outra cidade, pastor renuncia, depois que sua vida adúltera é exposta, o vice assume, mas há denúncias que de que o novo líder é chegado numa sauna gay". Vou parar por aqui, mas para  quem quiser continuar a lista, deve saber que ela pode ser longa. Infelizmente. 

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Na década de 80, escândalos do púlpito sacudiram a igreja nos Estados Unidos. Nos anos 1980, ele era considerado um paladino da moral e dos bons costumes. O pastor Jimmy Swaggart, um dos mais importantes televangelistas americanos, fazia de seus programas, transmitidos para mais de 40 países – inclusive o Brasil –, uma verdadeira trincheira na luta contra a carnalidade. Pregador eloqüente e carismático, Swaggart reunia famílias intinteiras diante da TV e era crítico contundente da pornografia. Ironicamente, caiu justamente por causa dela, num episódio rumoroso envolvendo prostitutas e uma disputa pessoal com o também pregador televisivo Jim Bakker. Proprietário do canal de televisão PTL (Praise the Lord), com 12 milhões de telespectadores apenas nos Estados Unidos, Bakker acabou se tornando um rival de Swaggart. Tudo ruiu quando fotos suas, acompanhado de garotas de programa, chegaram à imprensa. Na época, atribuiu-se o vazamento das imagens a Swaggart. 






Algumas dessas tristes notícias já circularam nas redes sociais e até em páginas policiais de suas cidades. Isso sem contar o que já noticiado em revistas de grande circulação e telejornais, sobre líderes evangélicos que são acusados de desvio milionário de recursos de igrejas, fundações, ou ainda aqueles em nome da perpetuação no poder, ameaçam ou são acusados de mandarem bater e até matar quem se lhes opõe. Outra coisa horrível que se ouve e lê por aí, é histórias envolvendo vendas, isso mesmo, vendas de igrejas com imóvel, membresia e tudo. Nada a haver com a música do Asaph Borba, "Alto Preço": "Eu sei que foi pago um alto preço..."  


O troco não demorou. Um detetive particular contratado por Bakker não teve muito trabalho para fotografar Swaggart diante de um motel, com o carro cheio de prostitutas. Sem saída, ele confessou que pagava para que elas fizessem strip-tease para ele. Perdoado pela mulher, Francis, ele foi à tevê, chorou e confessou-se arrependido pelo ato. Contudo, sua reputação e ministério foram irremediavelmente abalados. 

No fim de 2006, outro escândalo sexual abalou a Igreja Evangélica dos Estados Unidos. Eleito pela revista Time como um dos 25 principais líderes cristãos do país, Ted Haggard admitiu consumir material pornográfico e o envolvimento sexual com um garoto de programa, que o denunciara publicamente. O caso provocou maior espanto porque Haggard era uma das principais vozes contra o homossexualismo. 

Jesus ao advertiu os discípulos, disse que o escândalo viria, mas aí daquele por quem viesse o escândalo, era melhor pendurar uma pedra ao pescoço e atirar-se ao fundo do mar, que causar dano à fé das pessoas. Infelizmente, muitos líderes parecem que arrancaram as páginas da Bíblia que trazem estas advertências.

Segundo o pastor Paulo Romeiro, pesquisador da Universidade Mackenzie, em São Paulo: “Basta uma rápida pesquisa na internet ou uma passagem pelo noticiário para ficar claro que nunca tivemos tantos escândalos e abusos na Igreja como agora. E muita coisa ainda é abafada dentro das próprias igrejas”. 

Mas o que leva um líder cristão a derrapar de forma tão acintosa? A resposta não é simples, mas costuma estar relacionada ao trio: dinheiro, sexo e poder. Segundo o pastor e psicanalista Luiz Leite de Belo Horizonte, os escândalos surgem, porque os líderes não conseguem controlar o poder que detêm sobre um grupo sem abusar das prerrogativas que a posição lhe confere. 
Já segundo o professor Lourenço Stelio Rega, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, adverte que é preciso ter cuidado na hora de julgar: “Não dá para generalizar. Assim como existem lobos em peles de ovelhas e líderes sem escrúpulos, também há uma grande parte ética e comprometida com os valores de Cristo. Estes não podem fechar os olhos para os abusos. Precisamos de uma nova reforma. Chega de ouvir palavras mágicas e de ver poucos frutos de caráter”. O resultado desses tristes episódios, tem sido muita gente afastada da igreja e outros tantos feridos na casa de Deus.



Fonte:     

Cristianismo Radical

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domingo, 30 de agosto de 2020

Flordelis, Pr. Everaldo, Pe. Robson e o outro Senhor

Essa semana, o Brasil ficou chocado com pelo menos três grandes escândalos envolvendo sacerdotes cristãos (católicos e evangélicos). No domingo, o programa Fantástico escancarou a corrupção envolvendo a construção do Santuário ao Divino Pai Eterno, obra faraônica capitaneada pelo Padre Robson de Oliveira Pereira, com desvios de dinheiro (oriundo da suada oferta dos fiéis) na ordem de 120 milhões de reais. Numa das luxuosas casas do padre, havia uma piscina no meio da sala. Além disso, o padre se dizia alvo de um “hacker”, para o qual dava quantias expressivas de dinheiro em troca do silêncio. E esse hacker disse que o delegado do caso ficou com 165 mil da extorsão. Após a reportagem, o padre foi afastado de suas funções sacerdotais e responderá a inquérito.
Na segunda, dia 24, é a vez de estourar o escândalo Flordelis. Após um ano de investigações, concluiu-se que a morte de seu esposo Pr. Anderson foi feita a mando da cantora gospel e deputada federal, com a participação de seis de seus filhos e uma neta. Há indícios de que havia tentativas anteriores de assassinato por envenenamento e até contratação de um matador de aluguel. A motivação do crime, segundo as investigações, foi o fato do Pr. Anderson controlar a família e todo o dinheiro arrecadado no Ministério Flordelis, atual Comunidade Evangélica Cidade do Fogo. Também foram divulgadas informações bizarras, como a de que o Pr. Anderson teria sido um dos adotados por Flordelis, depois namorado de uma das filhas biológicas da cantora e só depois ter se tornado marido de Flordelis. Além disso, há a hipótese do casal ter ido a uma casa de swing na noite do assassinato e da deputada manter relações sexuais com outro dos filhos adotados.
Ontem, dia 28, foi a vez do Governador do RJ Wilson Witzel ser afastado de suas funções e do Pr. Everaldo ser preso, junto com seus dois filhos, por desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Witzel é filiado ao PSC (Partido Social CRISTÃO), do qual o Pr. Everaldo (que já foi até candidato a presidente da república) é o presidente nacional. Aliás, esse impastor foi quem batizou o então candidato a presidente Jair Bolsonaro nas águas do Rio Jordão. Segundo o Jornal Nacional, “os procuradores afirmam que Pastor Everaldo criou uma caixinha para arrecadar o dinheiro da corrupção. Ele cobrava um pedágio de fornecedores que tinham pagamentos a receber do governo e, ele, além de direcionar a contratação de organizações sociais para a Saúde, montou um esquema que contava com a participação de dois filhos.”
Em uma semana, três grandes escândalos para o cristianismo brasileiro. E qual motivação liga as três histórias? DINHEIRO. Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom. – Lucas 16:10-13 O Pe. Robson não se corrompeu quando viu entrar milhões em ofertas para a construção do nababesco Santuário Divino Pai Eterno. A Pra. Flordelis não se corrompeu quando viu seu também ganancioso esposo Pr. Anderson decidir sobre os rumos dos altos valores recebidos por em sua igreja e através dos shows gospel e verbas parlamentares. O Pr. Everaldo não se corrompeu após a eleição de Witzel ao governo do Rio. A corrupção já estava lá. O joio já crescia em meio ao trigo. Penso que eles já deviam ter uma ética “relativa”, que variava de acordo com os benefícios que poderiam advir, mas que se camuflava perfeitamente diante dos trajes sacerdotais católicos, diante da aparente generosidade em adotar tantas crianças de rua, diante da pomposidade do terno e da liderança política e eclesial. Quem não é fiel no pouco, não será no muito. Um abismo chama outro abismo, ainda maior, mais rico, mais luxuoso, mais poderoso. E Mamom fornece tudo isso. E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu. – Lucas 4:5-7 Dinheiro, em aramaico, é Mamom. Alguns personificam Mamom como o deus da riqueza, o deus do dinheiro. Jesus, quando alertou sobre a impossibilidade de servirmos a Deus e ao dinheiro, quis dizer que a ganância pelo dinheiro nos impossibilita de prestar amor ao próximo e a Deus. Afinal, se quero mais para mim, terei que tirar do meu próximo, pois o dinheiro é um bem limitado. E assim deixarei de amar ao próximo, amando a mim e ao meu bem-estar em primeiro lugar. E como a idolatria vai num crescente, apenas meu bem-estar não será o bastante. Será preciso mais, mais, mais, não importa o que eu precise fazer para isso. Um abismo chama outro abismo. A Bíblia relata uma única passagem onde Jesus, o Cristo, saiu do sério. E não foi quando viu um homossexual, uma prostituta, uma mulher adúltera ou alguém de outra religião: E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas; E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda. E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorou. – João 2:13-17 Acho muito difícil o caminho de volta para alguém que se utiliza do Evangelho para enganar e enriquecer. Mas aí me lembro do Benny Hinn, que tempos atrás disse se arrepender de ter pregado a Teologia da Prosperidade, com a qual enriqueceu. E me lembro também de Marjoe Gortner, que desde criança foi treinado rigidamente pela mãe para ser uma “criança pastora”, foi crescendo e descobrindo a graça em se ganhar dinheiro fácil e passou a enganar os fiéis nos cultos. Porém, cansado dessa vida, fez um documentário contando como agia:+ o filme Marjoe, que ganhou o Oscar em 1972. Um trecho de 25 minutos pode ser visto abaixo:
Na Bíblia, temos a história de Zaqueu, um cobrador de impostos corrupto. Ele quer ver Jesus, mas é de baixa estatura. Então sobe numa árvore. Porém, antes de ver Jesus, Jesus já o havia visto, já tinha visto o arrependimento em seu coração.
E eis que havia ali um homem chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali. E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu, e recebeu-o alegremente. E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. – Lucas 19:2-10 O verdadeiro arrependimento para quem entra no terrível caminho do uso do Santo Nome de Deus para enriquecimento passa pela renúncia a esse estilo de vida e à restituição dos que foram espoliados. Por isso o caminho de volta é tão difícil. Não se pode servir, ao mesmo tempo, a Deus e às riquezas. E não sou eu quem ensina isso. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. – 1 Timóteo 6:9-11 Que Deus tenha misericórdia dos Robsons, Floresdelis e Everaldos dos nossos dias. Que Deus tenha misericórdia dos fiéis que hoje se sentem enganados e traídos em sua fé. Que Deus tenha misericórdia das crianças e adultos que pareciam ter um lar, mas que viviam num inferno de acepção de pessoas e de lutas por ganância e poder. Que Deus tenha misericórdia de mim e de você. Voltemos ao Evangelho puro e simples, O $how tem que parar! A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre. Fonte: uma estrangeira no mundo: https://estrangeira.wordpress.com/

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

A igreja evangélica e o bolsonarismo.


424: A igreja evangélica e o bolsonarismo



 Acabei de ouvir este  PODCASTS e não podia deixar de compartilhar.... Muito lucido, mesmo sabendo que  quem adora políticos não darão ouvidos e continuarão na cegueira. 

Clique aqui:


https://www.irmaos.com/424-a-igreja-evangelica-e-o-bolsonarismo/



424: A igreja evangélica e o bolsonarismo

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

A paz que o mundo não pode nos dar


“


Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” – João 14:27


“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” – Filipenses 4:7


Semana passada, assistindo à Escola Bíblica Digital (Facebook) do Doutor e Mestre em Teologia Eliseu Pereira, tive contato com a Pax Romana, enquanto ele explicava o contexto da Judeia nos tempos de Jesus. Os judeus e o resto do mundo conhecido eram colônia do Império Romano, que se usava de estratégias para manter o poder. A chamada Pax Romana (ou Paz Romana) caracterizava-se pela aculturação dos povos, transmitindo a eles a cultura, língua e religião romana no intuito de domesticá-los. E claro, aliado a isso havia forte coerção pela força dos seus exércitos. No caso judeu, respeitou-se a religião, mas a coerção esteve bastante presente, através da qual mantinha-se a “paz” nos territórios.

Essa era a paz que o mundo nos tempos de Jesus conhecia. Essa era a paz dos judeus daquela época: o manter-se obediente à Roma, sob pena de torturas e até de morte. E o manter-se obediente às autoridades por Roma impostas, inclusive, perdoem-me o trocadilho, mantendo-se em dia com os altos impostos cobrados.

Andando na linha, os judeus tinham a paz que o mundo lhes podia oferecer.

Mas aí vem Jesus, o Cristo, e propõe que essa paz não era suficiente. Ou melhor, que há uma paz muito melhor. Uma paz sem domínio ou submissão. Uma paz sem violência. Uma paz sem ameaça. Uma paz sem medo.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” – João 14:27

E como entender uma paz assim?

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” – Filipenses 4:7

Como entender ser possível viver sem dominar ou ser dominado por alguém? Como entender viver em paz sem que haja ameaças ou violência que obrigue essa paz a existir? Como obrigar o outro a viver em paz conosco se não lha impomos através do medo?

Até hoje, 2.000 anos depois, não temos essa resposta.

A paz entre as nações se obtém através de ameaças e sanções econômicas e da exposição de suas forças bélicas e militares. A paz no trabalho se dá pela obediência hierárquica e pelo medo de punições, como uma demissão. A paz nas escolas, pelo medo da desaprovação e repetência. A paz nas famílias, essa tem se mostrado muitas vezes inexistente quando não há respeito entre seus integrantes e esses partem para os ataques mútuos. E muitas vezes há paz quando há medo de agressões e punições, intimidando e anulando possíveis atos e pensamentos de uma das partes, assim anulando a parte vitimada em sua essência como indivíduo e fomentando uma falsa aparência de família feliz.

A paz que o mundo nos dá é uma paz forçada. É uma paz forjada. É a paz que só favorece quem detém o poder sobre o outro. Só é paz no nome.

E nas igrejas? Há paz?

Em muitas, é a Pax Romana. É a paz imposta pela hierarquização, pelo medo do inferno em caso de desobediência cega ao que o "impastor"  prega, pelo medo da ameaça de miséria caso não entregue os dízimos e ofertas alçadas, é a ameaça constante de ter a vida exposta em público caso não concorde com o que o "impastor" preconiza, é o medo de ser expulso da congregação e perder os laços de amizade ali conquistados, pois o indivíduo se torna um risco ao rebanho, que por ordem do representante de deus deve se afastar daquele que tem a semente do mal em si, segundo o "impastor", obviamente.

Em muitas igrejas, prega-se a Cristo, mas se oferece apenas a paz que o mundo pode dar. A paz pelo medo.

“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.” – Gálatas 5:1

O Apóstolo (de verdade) Paulo escreveu isso aos gálatas pois eles estavam sendo obrigados pelos judeus convertidos a se circuncidar. Era uma imposição para se manter a paz entre judeus e gentios convertidos, pois os judeus convertidos se achavam superiores e herdeiros da nova fé (pois Cristo era judeu). Era a Pax Romana nos primórdios da Igreja Cristã. E é a Pax que temos repetido até nossos dias.

Como já dizia aquela música do Rappa: “pois paz sem voz, paz sem voz não é paz, é medo”.

Busquemos a paz, não como o mundo a dá.

Promovamos a Paz de Cristo, a paz que nosso entendimento ainda não consegue imaginar, pois é uma paz real, não imposta, não violenta, não opressora. É a paz que surge do verdadeiro amor a Deus e ao próximo. É a paz da renúncia aos privilégios a nós em favor dos demais. É a paz que traz liberdade, a liberdade de servir, a liberdade para amar como Ele primeiro nos amou.

Não se conforme com a Pax Romana. Jesus nos prometeu a Sua Paz, infinitamente melhor.

Que seja feita a vontade de Deus, assim na Terra como no céu.


Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!



A DEUS toda a honra e toda a glória para sempre.


fonte:

estrangeira.wordpress.com

sábado, 20 de junho de 2020

O evangelho Puro e Simples e as criticas a um governo.

Bolsonaro leva pastores para orar por ele e "contra o coronavírus ...Vendo as ultimas postagens deste blog alguém pode estar se perguntando se ele mudou o foco que é a defesa do Evangelho Puro e Simples de Jesus  e a denuncia contras as heresias pedindo o fim do $how  e se passou a ser um blog que fala de politica agora.

Não!!!!   o blog não mudou, e quem leu e entendeu as postagens verá que o foco continua sendo a proposta de volta ao Evangelho Puro e Simples e pelo fim do $how.

 Então por que  a politica esta presente nestas postagens?

Simples, a politica esta presente nas postagens deste blog por que ela esta presente no meio da chamada igreja, a politica tem se misturado com o evangelho e com isso tirado a sua simplicidade e pureza. Falsos lideres e políticos safados estão fazendo um verdadeiro $how usando o nome de Deus, sua Palavra e o  rebanho.

Ultimamente, infelizmente, muitos ditos cristãos que defendiam a apologética ( a defesa da verdade e pureza do evangelho), se aliaram as falsos profetas e picaretas do dia a dia na defesa de um novo evangelho onde os ensinos de Jesus perderam a relevância mediante a politica. É claro que como evangélicos gostam de espiritualizar tudo espiritualizaram a politica e tentam fazer relação entre textos bíblicos ( descontextualizados) e a politica,  muitos acham que o atual presidente do Brasil é uma escolha divina e que ele é mais que um escolhido, ele é um servo de Deus que foi escolhido por ele para defender a igreja  do comunismo e imoralidade. Nada mais falso, nada mais herético, nada mais fake ( já que fake é uma arma usada pelos apoiadores deste governo).

O fato do presidente  aparentemente orar  ou citar textos bíblicos não faz dele um cristão comprometido com a Palavra de Deus.

Se por um lado o Presidente defende algumas pautas morais que é cara para a igreja que acha que pecado se vence por decreto, ( ele foi esperto ao perceber que defendendo esta pauta atrairia parte do rebanho a seu governo), por outro ele defende outras inadmissíveis por qualquer pessoa que lava os ensino de Jesus a sério.

Em  Prov 20;23 temos o ensino que:  "Pesos diferentes são abomináveis ao Senhor, e balança enganosa não é boa." mas é exatamene o que a igreja faz quando defende determinadas pautas do governo mas fecham os olhos para outras.

Sim,  sabemos que a pratica do aborto é abominação,ninguém tem o direito de dar fim a uma vida preciosa, mesmo que ela ainda seja um feto,  toda a vida é preciosa aos olhos do Senhor, mas ai entra a hipocrisia dos que são contra o aborto mas se calam quando a vida humana é desprezada como por exemplo dos velhos que perderam a direito de se aposentar, que se aposentarão de forma indigna  e que por isso morrerão antes do tempo, os mesmos velhos ( não só eles) que morrem pela Covid 19 ou seus efeitos e que o governo que combate o aborto não faz nada ( muito  pelo contrário) para tentar conter estas mortes, alias alem  de não fazer nada, desdenha dizendo que não é coveiro ou simplesmente ao ser informado sobre milhares de mortos responder com um sádico "E DAI?;

Pesos e medidas enganosos são praticados quando estes mesmos cristãos apoiam o presidente que defende a tortura e a morte e quer armar os cidadãos para que matem. Na minha  infância era comum ver as igrejas fazerem trabalhos evangelísticos em presídios, ou mesmo em áreas onde existiam muitos bandidos,  pois a igreja acreditava que o sangue de Jesus tinha poder de purificar todo pecado e que bandido bom era bandido convertido ao Senhor, já hoje a frase bandido bom é bandido morto esta na boca de muitos cristãos e lideres. Nem vou entrar no mérito sobre a Estado poder punir segundo as escrituras, pois não se trata de defesa legal , trata-se  do sentimento de vingança e ódio exalado por estes cristãos.

Vejo cristão defender o governo pois o mesmo é contra a ideologia do gênero, mas estes mesmos cristãos que combatem o pecado da "homossexualidade" fazem vistas grossas ao divorcio combatido pelas escrituras, ( o presidente esta em seu terceiro casamento), que não dão tanta importância ao adultério ou outros pecados comuns no sei da chamada igreja..

Chamam de e mito um governo que ama a mentira e tem seu governos um gabinete de ódio que espalha fake news (mentiras) e esquecem que a bíblia diz que o pai da mentira é o diabo. 

Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. (João 8:44)



A bíblia é um livro que fala em Justiça e combate as injustiças. basta ler a lei mosaica e ver nela muitos ensinos para defesa do necessitado, do pobre, do orfão, do escravo.... Os profetas viviam denunciando as praticas injustas praticada pelos dirigentes das nações ou pelos sacerdotes. O direito do jornaleiro ( empregados),dos servos, dos órfãos e viúvas, dos pobres... eram constantemente defendidos, no Novo testamente nada difere, mas a igreja de hoje em nome de uma ideologia, ou em nome de uma pessoa que consideram mito desprezam isso,  amor ao dinheiro ( a economia)  que é a raiz de todos os males passou fazer parte da igreja.

Há os que usam o combate a corrupção como meta na defesa deste governo,mas só conseguem ver a corrupção de governos passados, de governos com outras ideologias e fecham os olhos para a corrupção que vem do quintal da família do presidente que não pode ser chamado de corrupto, que em nome da corrupção passada ignoram acham normal não crer na ciências, desdenhar por vidas perdidas em uma pandemia e pregara violência.

Não consigo entender um cristão que é contra a democracia e que defenda a ditadura e ainda defenda isso usando o nome de Deus.

Como defender o evangelho puro e simples e não denunciar a igreja que trocou a adoração a Deus por uma adoração ao mito politico ( vão dizer que não o adoram, que apenas o reverenciam como certas religiões dizem fazer ao serem acusadas de adorar "santos" e são criticadas por estes mesmo).

Ouvi cristão dizer que o Bolsonaro derramou seu sangue pelo povo, que  sacrifica sua vida por nós,  ouvi cristão usar personagens biblios para  compara-los ao presidente, vejo cristãos perder totalmente a racionalidade e de forma fanática defender o mito achando perfeito tudo o que ele fala ou faz, e se recusando a ouvir qualquer criticas como se estas fossem obras malignas...

Sabemos que parte da liderança que apoia este governo o fazem por interesses, querem perdão de dividas, querem favores, querem emissoras de radio e TV, querem cargos a indicados pela igreja, querem privilégios e  mais privilégios e parece que o povo cego não percebe isso.

SIM este blog continua a DEFENDER O EVANGELHO PURO E SIMPLES, suas postagens são  um convite para que a IGREJA lembre-se de onde caiu e Volte a ele. SIM este blog continua a crer  que todo o tipo de $HOW usando o nome de Deus tem que parar.

Cada cidadão, e todo cristão é um cidadão, tem direito de escolher sua ideologia politica, tem o direito de ser liberal ou conservador na economia, tem o direito  de escolher seus representantes, de elogia-los quando for devido e critica-los igualmente, mas não tem direito de manipular textos bíblicos, de dizer o que Jesus não disse, de defender o que Jesus criticava. Nenhum cristão  deveria confiar cegamente em homens, nenhum cristão deveria venerar ( ou adorar mesmo) políticos.... O cristão até pode, como cidadão participar da politica do seu pais, mas quando o fizer não pode fazer isso cegamente e não pode abrir mão de princípios inegociáveis, tanto em relação a Palavra de Deus, quanto em relação a  Democracia. O cristão não pode esquecer que o Estado é laico e que a Biblia é Constituição da Igreja não da Nação.

Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te ( Apocalipse 2:5 )