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Muitos nos procuram querendo comprar uma camiseta do movimento pela ética evangélica, Nós não comercializamos camisetas, mas quem quiser ter uma basta pegar o modelo e mandar fazer no local de sua preferencia: http://exemplobereano.blogspot.com.br/2014/02/camisetas-do-movimento-pela-etica.html

terça-feira, 17 de julho de 2012

Um dia na Marcha: por Luiz Henrique.



Galera como é do conhecimento de todos,ontem aconteceu a marcha para Jesus aki em sampa e pela primera vez estive com o grupo "O $how tem que parar"e é claro me senti muito acolhido e confortado,por um momento tive a sensação de ser esse o ideal que Jesus queria estabelecer para a sua Igreja,além de qualquer cargo,posição,status,que o amor em Cristo o compromisso estivesse acima disso.Também depois de ter terminado o evento,sai com uma inconformação grande pelo fato de muitas pessoas reagirem contra a palavra de Deus a qual temos pregado,tudo por não haver um interesse em investigar,para eles estavamos como inimigos,nosso protesto em sí não era contra o povo que estava na marcha mas sim pela omissão dos idealizadores de deixarem os valores biblicos de lado para dar vazão ao seus interesses próprios,então conclui que está marcha não é para Jesus,pq se fosse para Ele tomariam o exemplo propio dEle e melhor a marcha seria uma forma de conhecer melhor o propio Jesus através de pregações e estudos,diferente do que vimos ontem,com variadas músicas,tudo a gosto do povo,confesso que me constrangi com algumas danças que para mim foram muito inusitadas,logo então dei vasão a idéia que estava num carnaval gospel.


E logo vi que o nome de Jesus está sendo usado como uma estratégia de marketing,tudo com um intuito de atrair multidões e controlar o povo,como disse a um de nossos irmãos que daki a pouco o nome de Jesus vai ter direitos autorais,pq se vê muitos lucrando ilicitamente com o nome de Jesus,e por fim o que vêmos é os idealizadores desse evento sendo exaltados,é o seus rosto e seus nomes estampados em cartaz e faixas,nisso entendemos que não há um amor e nem um interesse de ensinar a palavra,me lembro de um versículo que diz assim;

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.Se a marcha fosse realmente para Jesus o Seu exemplo,seria seguido a Sua palavra seria acolhida e o Seus ensinamentos seriam praticados.



O pior que teve oração para tudo desde chuva de bençãos,atos proféticos,unção da prosperidade e tudo mais,mas se quer tocaram no assunto de arrependimento,de deixar o pecado de ter um compromisso verdadeiro com Jesus e a sua palavra.E o que eu questiono mas de quinze horas de evento,agora eu pergunto qual foi o resultado produzido com todos esses shows e músicas?por acaso o povo saiu consciente de que há uma necessidade de conversão?de qual as consequencias de manter um pecado ou melhor por quais motivos Jesus entregou sua vida para ser crucificado.Porque todo esse entretenimento de nada serve só para distração e o vazio e o pecado continua.


domingo, 15 de julho de 2012

Marcha para Jesus em São Paulo 2012 – o que foi e o que poderia ter sido




Este é o quarto ano em que o Movimento pela Ética Evangélica Brasileira participa da Marcha para Jesus em São Paulo. Nesses anos, vimos as mesmas coisas e sofremos agressões verbais, físicas e até tivemos material roubado, e esses relatos estão nos arquivos deste blog.
Desta vez, como sempre, nada mudou. Os mesmos líderes, as mesmas promessas vãs, o mesmo triunfalismo, a mesma alienação espiritual por parte de muitos ali presentes. O mesmo carnaval gospel.
Quem quiser saber como foi nossa participação na Marcha, é só assistir ao vídeo no final deste texto. Por ora, gostaria de refletir sobre como poderia ser a Marcha para Jesus.
Para começo de conversa, por que precisa ser uma Marcha, uma procissão gospel? Qual o sentido de levar uma multidão para caminhar pela Av. Tiradentes, em São Paulo? Quem conhece a região e quem participou da Marcha sabe que, nesse dia, não há uma viva alma andando por ali, que possa assistir ao evento. O trânsito é fechado, o comércio da região também. Não se vê pessoas nas janelas dos prédios, até por falta deles. Enfim, só quem vê que está acontecendo uma Marcha são os que efetivamente estão participando dela. Se a intenção da Marcha, segundo seus organizadores e participantes, é a de evangelizar, esqueceram de pensar num lugar onde efetivamente haja pessoas a serem evangelizadas ou ajudadas. Sugiro, numa próxima edição, que a Marcha em São Paulo ocorra na região da Cracolândia, na Baixada do Glicério, ou pelas ruas de algum bairro da periferia, com o fim de que pessoas possam ser realmente alcançadas.
A não ser que a intenção da Marcha não seja encontrar pessoas a serem evangelizadas e ajudadas, mas apenas demonstrar o poder dos evangélicos pela quantidade de participantes. Nesse caso, esqueçam o que sugeri, pois dará menos “ibope”.
Outra questão a ser repensada é a definição de louvor, presente na Marcha. Os que lá estão querem louvar a quem? A Jesus? Aos seus líderes eclesiásticos? Aos artistas gospel presentes? Isso é muito importante, pois impactará na forma de adoração.
Se a intenção, como se diz, é a de louvar a Deus, devemos ter em mente que as músicas devem nos levar ao Sagrado e à reflexão de nossa conduta em relação a Ele. Devemos enaltecê-Lo por quem Ele é, não buscar nas canções conforto para nossa situação. Devemos nos colocar em posição de arrependimento e respeito. Porém, como buscar tudo isso, em meio a letras que nos enaltecem como filhos-do-rei-que-tudo-venceram-e-tudo-podem-nessa-vida? Como matar a carne, se os ritmos nos remetem a danças sensuais? Tente “descer até o chão” com uma valsa, por exemplo. Não haverá vontade para isso. Agora, coloque um funk ou um axé que automaticamente o corpo fará os movimentos apropriados, pois o corpo tem uma memória que nos leva a repetir os movimentos que estão associados a cada ritmo.
Usar de Davi para justificar danças extravagantes é tirar uma passagem do seu contexto. Na igreja primitiva não havia danças, e nem havia clima para isso, já que aqueles cristãos estavam bastante ocupados servindo uns aos outros, adorando a Deus e orando por conta da perseguição que sofriam. O “mundo” persegue os que lhe fazem oposição. Se o “mundo” não está perseguindo a igreja brasileira, isso também é algo a se pensar, e nossa associação com o “mundo” (inclusive adotando seus ritmos e danças, fama e sucesso, entre outras coisas) se reflete no que transformamos a Marcha dita para Jesus: num verdadeiro carnaval fora de época, onde tudo é possível, contanto que as letras da música remetam a Deus ou aos crentes, e onde muitos fazem carreira e dinheiro como “levitas”, sendo na verdade astros ou estrelas da música gospel, inclusive tendo direito a fãs e a todo o glamour que o “mundo” reserva aos artistas seculares. Alguns astros gospel, inclusive, hoje já trabalham em gravadoras e na mídia do “mundo”, e acham isso bom.
Minha sugestão: se a intenção é louvar a Deus, que sejam abolidas, na Marcha, as canções com foco no crente, em sua provisão, em sua vitória. No lugar, canções que remetam ao conhecimento de Deus e à nossa gratidão por Ele ter nos amado primeiro. E nada de ritmos que remetam à carnalidade, afinal não estamos na Marcha para agradar aos desejos do nosso corpo. Como cristãos, nosso corpo está morto e somos novas criaturas em Cristo. A alegria do cristão não se manifesta na catarse musical e rítmica, como ocorre com quem não conhece a Jesus. A alegria do cristão se manifesta a todo o momento, em todo o lugar, inclusive nas celas das prisões e nos instantes de martírios terríveis. Essa é a verdadeira alegria, não a aparente, fabricada pela ingestão de drogas ou de músicas que nos levam ao delírio coletivo, como ocorre nas micaretas e raves do mundo secular.
Se a Marcha é para Jesus, deve seguir Seus ensinos. Um deles, e dos mais importantes (pois repetido em várias passagens, em algumas através de exemplos bem práticos) é que devemos servir uns aos outros, e que o maior deve servir ao menor. Assim, não há cabimento em ter autoridades eclesiásticas em cima de trios-elétricos, enquanto as multidões estão no chão. Pior ainda se pensarmos que, na multidão, há pessoas com deficiências físicas, idosos e pessoas com crianças de colo.
Como alguém acha que Jesus andaria nessa Marcha? E por que os líderes gospel não andam como Ele? A não ser que a Marcha não seja para Jesus, mas para alimentar egos humanos, é preciso que os líderes deixem seus pedestais e se mostrem iguais ao povo que arrebanham. O pastor tem cheiro de ovelha não por comprar tal aroma na perfumaria, mas por viver rodeado pelo rebanho.
Outra coisa altamente incômoda na Marcha é o comércio ali presente, onde se vende os nomes “Jesus”, “Deus é fiel”, “Eyshila”, “Fernanda Brum”, “Thalles”, “Cassiane”, “Mariana Valadão”, ao gosto do freguês. Ora, qual a necessidade de tudo isso?
É bastante desagradável ver um jovem com uma faixa ou bandana com o nome do artista gospel de sua preferência, pois isso remete ao fanatismo (por isso a palavra fã) dos que, no “mundo”, seguem seus ídolos humanos famosos. Por isso, para uma Marcha efetivamente para Jesus, é necessário nos desprendermos da veneração dos artistas gospel, pois em Cristo eles são exatamente iguaizinhos a nós: pessoas falhas, dependentes de Deus, e que carecem de Cristo, sem O qual perecerão eternamente. Para acabar com a “deusificação” dos artistas gospel, numa Marcha realmente de Jesus eles não estariam inalcançáveis num palco, mas disponíveis a todos, como qualquer um ali, de modo que a aura de intocáveis se dissipe e as pessoas passem a vê-los como realmente são: indivíduos que Deus dotou de um talento musical, e que usam esse talento para dirigir o louvor a Ele. Simples assim.
Além disso, há a questão da politicagem na Marcha dita para Jesus. Tal evento é palco para todo o tipo de candidato, contanto que tenha acordado com as lideranças eclesiásticas alguma forma de ajuda aos evangélicos. Assim, são distribuídos “santinhos”, políticos falam no palco principal ou nos trios-elétricos, e os fiéis têm seus votos negociados por suas lideranças, que “democraticamente” indicam qual o candidato a ser votado.
Numa verdadeira Marcha para Jesus, os políticos estariam bem longe, pois se o objetivo é demonstrar o amor a Deus, não é possível se aproveitar desse evento para exaltações humanas. Em Cristo somos livres, e livres até para, por nós mesmos, refletirmos sobre o que é melhor para nossa nação. Com certeza, o melhor não é aquele que beneficia apenas uma parte da população, mesmo que essa seja a nossa. O melhor é o que busca beneficiar à maior quantidade possível de pessoas, usando de justiça e não de conchavos do tipo toma-lá-dá-cá.
Vamos somar o que foi dito:
Uma Marcha num local onde possa ser útil à comunidade; onde os líderes e os cantores se confundem com a multidão, pois todos são, em Cristo, filhos de Deus e ao mesmo tempo servos uns dos outros; onde as músicas remetem à adoração, com amor e temor ao Deus Santíssimo; onde alguns não se aproveitam para ganhar dinheiro, vendendo apetrechos gospel; onde o espaço de adoração não é dividido com politicagem ou com a idolatria a líderes e artistas gospel.
Numa Marcha assim, onde os que estão no “mundo” verão os evangélicos servindo e adorando, creio que haveria campo para que muitos verdadeiramente se convertessem a Cristo. Na Marcha como ela hoje é, o resultado final é apenas a sujeira deixada nas ruas, que continuam vazias até o próximo dia útil, quando enfim haverá ali algum movimento.
Em outras palavras, hoje temos uma Marcha para a mídia ver, para demonstrar poder de barganha com o “mundo” (realize os desejos da liderança, e em troca temos toda essa multidão para lhe servir). Enquanto isso, esses líderes inescrupulosos se comprazem com o “mundo”, que se compraz em agradar aos evangélicos para, deles, conseguir o que quiser.
INCLUSIVE SUAS ALMAS.
Será que essa Marcha EXCLUSIVAMENTE para JESUS, conforme muitos sonham, um dia será possível?
Nosso agradecimento a todos que participaram, do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira e da Intervenção na Marcha. Que Deus abençoe a todos, e que Ele cresça e nós diminuamos.

Marcha para quem mesmo?

Ontem, estivemos na chamada Marcha para Jesus em São Paulo, para propor: "VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES", em breve estaremos publicando nossa experiencia neste dia.
Mas para iniciar gostaria de perguntar: A marcha era para quem mesmo?
Segundo o líder da Marcha “a Marcha Para Jesus não foi criada para exaltar nenhum homem".
Então fica a pergunta: Se a Marcha era para Jesus e se não foi criada para exaltar homens, qual a razão das enormes fotos dos "santos"  nos trios?







AH! poderíamos questionar também o por quê dos "artistas"  no palco e nos trios.
Tirem suas conclusões.


sábado, 14 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012


MARCHARÃO JUNTOS ?

O profeta Amós fez esta pergunta no passado e apesar de ter sido feito em outro contexto ela pode ser aplicada ao contexto da chamada igreja evangélica do Brasil no século XXI.
 
Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?
Contextualizando ao momento eu pergunto:
Marcharão dois juntos se não estiverem de acordo?
 
A chamada "Marcha para Jesus" que só tem Jesus no nome ( e no coração de alguns que marcham sem avaliar direito o que estão fazendo) não é como se pensa uma marcha da igreja evangélica brasileira, ela tem um dono ( A marcha é propriedade da Igreja Renascer e seus lideres e é patenteada), ela é organizada visando os interesses da referida igreja e de sua liderança e interesses de outras igrejas que por se aliarem a esta turma demonstram que seus fins também não são nada nobres ou espirituais.
Alguém com certeza vai usar uma frase famosa da qual eu concordo: UNIDADE NA DIVERSIDADE, mas será que no caso da marcha podemos aplica-la?Eu como cristão, creio na bíblia e faço dela minha regra de fé e pratica e tenho minhas convicções baseada nela, mas acredito que outras pessoas que também fazem da bíblia regra de fé e pratica possam ter interpretações diferentes da minha, e quando estas interpretações não ferem fundamentos bíblicos é possível sim ter unidade apesar da diversidade.
Por exemplo tanto um calvinista como um arminista ( Eu não gosto muito de rótulos, mas...) conseguem usar a bíblia para fundamentar sua fé e ambos poderão citar dezenas de textos , mas isso não é suficiente para dividir a igreja, pois ambos quando sinceros estão buscando o melhor da palavra de Deus e não chegam a criar heresias nem desvirtuar o evangelho e seus principios.
Um pentecostal e um cesassionalista também afirmarão suas crenças pelas escrituras e apesar das diferenças podem ser unidos quando não exageram em suas conclusões a ponto de ferir as escrituras e atribuir uma obra de Deus ao diabo ou vice versa.
Ser mileneista, pré ou pós; ser tribulacionista, pré ou pós,, acreditar num Apocalipse mais ou menos literal não afeta princípios e é possivel caminhar juntos sim.;
Alguns em nome da santidade chegam a radicalizar em costumes mas quando fazem isso para Deus e não colocam nisso sua salvação e alguém mais liberal mesmo que ate exagerem, socialmente falando, em seus costumes ou falta deles podem caminharem juntos .
Pela liturgia, modo de cantar, interpretação de textos secundários não devemos nem podemos afastar a união da igreja de Jesus ,portanto um assembleiano pode andar junto com um presbiteriano e vice versa, pois ambos estarão de acordo no tocante a supremacia das escrituras e sobre sua fé em Deus, ambos buscarão ser moralmente corretos e buscarão um ética bíblica.
 
Mas quando estamos falando da marcha estamos falando em marchar juntos, e em consequencia anunciarmos ao mundo que concordamos com bizarrices que por mais que tentem, não tem respaldo bíblico, estamos mostrando que concordamos com doutrinas diabólicas que se infiltram na igreja, estamos falando que a nossa ética esta de acordo com a ética de vigaristas que usam a palavra de Deus para se enriquecerem, estamos concordando com fariseus que manipulam o povo e pior manipulam a Palavra de Deus ao seu bel prazer.
 
Não, não estou de acordo com estes lideres e suas igrejas heréticas e por não estar de acordo não posso marchar junto, o que posso fazer é estar ali para alertar os desavisados, para dar remédios aos doentes, para falar de vida a mortos e mostrar para a sociedade que igreja de Jesus não é aquela dos noticiários policiais, não é aquela dos fanáticos religiosos, não é aquela da teologia da prosperidade ou dos atos proféticos, dos encontros tremendos, das maldições hereditárias, do poder da palavra humana, das unções estranhas, etc.. Que o mundo saiba diferenciar a igreja de Jesus- um organismo vivo- das organizações humanas que chamam de igrejas.
O mundo precisa saber que a igreja de Jesus prima por sua palavra, prima pela moral, prima pela ética.
Alias o dia dia da igreja deve mostrar isso não num dia especifico, ajuntar pessoas e marchar mostrando que a igreja é grande e com isso receber ajudinhas politicas ou coisa parecida.
Quem concorda com o apostolo que esconde dólares dentro da bíblia para fazer remessas ilegais de dinheiro espoliado do povo, quem concorda em quem manipula a bíblia para pedir dinheiro e com o mesmo viverem como marajás e aplicar em empresas que nada tem em haver com o reino de Deus, quem concorda com a teologia da prosperidade, com maldiçoes na vida de crentes a serem quebradas, em unções pré fabricadas, em atos patéticos, digo proféticos, nos neos apóstolos etc participarão da marcha com toda naturalidade,
Quem não concorda que fiquem em casa ou melhor, se una com quem também não concorda e vamos a batalha..





Publicado em 29/09/09 em exemplobereano por Laudinei



A marcha que nunca foi para Jesus!


A MARCHA QUE NUNCA FOI PARA JESUS!

Por Ruy Marinho
No próximo final de semana em São Paulo, vai acontecer mais uma edição da Marcha para Jesus. Este evento espalhou-se pelo Brasil de forma gradativa e hoje faz parte do calendário de várias cidades.
No Brasil, o evento começou a ser realizado em terras Pauliceias no ano de 1993, organizado pela Igreja Renascer em Cristo através de seus líderes, o “Apóstolo” Estevão Hernandes e “Bispa” Sônia Hernandes, ambos conhecidos internacionalmente após sérios problemas com a justiça brasileira e americana, em razão de suas respectivas infrações contravencionais. Além disso, são conhecidos por serem expoentes do neopentecostalismo, bem como por pregar as perniciosas doutrinas da restauração apostólica triunfalista e teologia da prosperidade.
Há muitos anos, este evento vem sendo questionado por muita gente, em decorrência de ser organizado por uma única denominação com pessoas duvidosas à frente, bem como pelas práticas e resultados negativos de tais manifestações públicas.
Antes de qualquer análise, é importante salientar a origem de tais eventos. O modelo original da Marcha para Jesus que a Igreja Renascer copiou é tão questionável quanto a existente em nosso país. Aliás, infelizmente no Brasil já é tradição a importação de movimentos controversos de outros países.
O conceito “Marcha para Jesus” começou na Inglaterra em meados de 1987, através de uma ação ecumênica entre protestantes e católicos de Londres. A organização foi iniciativa dos líderes carismáticos Britânicos Gerald Coates, Roger Forster, Lynn Green e Graham Kendrick. Segundo eles, a passeata pública foi feita para demonstrar a “unidade entre a Igreja” e expressar a fé cristã para a sociedade, bem como promover atos proféticos de batalha espiritual contra espíritos territoriais malignos, dominantes da Europa secularizada.
O que muitos não sabem é que estes líderes britânicos são adeptos de práticas neopentecostais controvérsias e de conceitos anti-bíblicos. Para se ter uma idéia, um dos idealizadores da Marcha é Gerald Coates, famoso carismático liberal Britânico, que tem como referência nada menos que Rodney Howard-Browne, Benny Hinn e Kenneth Copeland.
Coates nega abertamente a inerrância e suficiência das Escrituras, defende a benção de Toronto e o derramamento de Pensacola como “mover” do Espírito Santo, utiliza como fontes de ensino a espiritualidade Celta, além de emitir falsas profecias e apoiar falsos profetas como Paul Cain.[1] Lynn Green é um carismático ecumênico que defende a unificação doutrinária das religiões monoteístas, principalmente entre católicos e protestantes.[2] Roger Forster é um carismático controverso, árduo defensor da batalha espiritual e da luta contra espíritos territoriais malignos, através de atos proféticos e outras práticas místicas.[3] Por fim, Graham Lendrick é um ministro de louvor carismático, autor de músicas com letras teologicamente questionáveis, também defende o ecumenismo, a benção de Toronto e é adepto da confissão positiva.
Com estas informações, podemos ter uma ideia do que conceitua-se a original Marcha para Jesus. Entretanto, no Brasil o problema é muito mais grave.
Como todo ano, o evento reúne diversas denominações evangélicas, reunidas em uma grande procissão pelas ruas da capital paulistana. Mas qual o objetivo desta Marcha para Jesus no Brasil?
Segundo o “presidente” da Marcha para Jesus, “Apóstolo” Estevam Hernandes, “a Marcha Para Jesus não foi criada para exaltar nenhum homem, é a expressão do mover do Espírito Santo e um ato proférico!“(sic).[4] Frase contraditória, pois se Estevam é o presidente da Marcha para Jesus, automaticamente o mesmo será exaltado de alguma forma! Ora, presidente é aquele que exerce uma liderança máxima, que ordena, que delega, que dá a palavra final e que sanciona. Nem mesmo os líderes de outras denominações presentes na marcha possuem autoridade sobre o evento, quem dá as cartas é o líder da Renascer. Além do mais, todos sabem que os discípulos da Igreja dos Hernandes “lutam e morrem” por eles, tendo em vista o famoso jargão popularizado na época da prisão dos líderes da Renascer: “Espada pelo Apóstolo e pela Bispa!”
A justificativa para o “fundamento espiritual” do evento é pior ainda, vejamos:
“A Marcha tem como fundamento bíblico as passagens de Êxodo 14, Josue 6 e João 13:35 [...]Todos os anos, a Marcha para Jesus têm revelado – em âmbito mundial – o poder e a misericórdia de Deus aos homens. Milhares de pessoas são curadas, libertas e restauradas.”[5]
Francamente, citar passagens do Antigo Testamento não justifica a realização da Marcha para Jesus. As “marchas” do povo Hebreu não tinham como alvo evangelizar ou curar, mas eram marchas de guerra, para conquistar povos ou exterminar inimigos, conforme a vontade de Deus naquela época. No Êxodo, o que ocorreu foi um livramento específico de Deus para com o povo Hebreu e não uma procissão evangelística. É totalmente anti-bíblico alegorizar tais passagens Veterotestamentárias como se o povo Israelita estivesse marchando para fora do Egito e para Canaã, de caras pintadas, com bandeiras e faixas, os levitas fazendo shows gospel com seus respectivos instrumentos, com o objetivo de “ganhar” para o Deus de Israel os egípcios e os cananeus!
Imaginem então, tomar de forma literal o texto de Josué 6 para os dias de hoje! Já que é para literalizar o texto, então os “marchadores” devem também tocar trombetas, marchar em volta da cidade sete vezes (não somente uma dentro da cidade), ficar silenciosos (sem trios elétricos, sem gritos e sem triunfalismos) nas seis primeiras voltas e só gritar na sétima.
O interessante é que não vemos em nenhum lugar no Novo Testamento a ordem evangelística de marchar para Jesus, ou no Antigo Testamento para Deus, muito menos nas literaturas dos pais da Igreja, reformadores, missionários e evangelistas por toda a história. Não há, absolutamente, nenhum fundamento espiritual cristão para se praticar marchas evangelísticas. Na verdade, eu não consigo imaginar como alguém pode se converter em um evento como este.
Além do “presidente” da Marcha para Jesus em destaque, também são destacados os trios elétricos que puxam a “micareta gospel”, ao som de músicas triunfalisticamente antropocêntricas, preparadas cuidadosamente para massagear o ego dos participantes em detrimento do evangelho que confronta o caráter. Uma “musicalidade” com direito ao melhor do gospel atual: funk, axé, pagode e até reggaeton! Aí eu pergunto: A conversão vem através do ato de levantar a mão e ir até a frente do trio em resposta a um apelo feito neste ambiente? É no mínimo questionável esse tipo de evangelismo, pois a palavra quase não é proclamada devido ao foco na euforia festiva, salvo raras exceções quando é falada ou cantada, mas de maneira superficial e distorcida, onde não há entendimento profundo das Escrituras.
Por falar em trio elétrico, muitos vêem os mesmos como uma grande oportunidade de promover seus interesses particulares. Afinal, trata-se de um evento com participação popular de mais de três milhões de pessoas em média. A ocasião é perfeita para os manipuladores de massa de manobra, principalmente políticos, dos quais com certeza vão aproveitar a véspera de ano eleitoral para articular alianças com o “povo gospel”.
O que falar do misticismo, dos atos proféticos, do triunfalismo apostólico exclusivista e das profetadas que nunca se cumprem, dentre outros absurdos que testemunhamos todos os anos nesses eventos? Em 2008, eu postei no meu blog alguns atos anti-bíblicos praticados na respectiva marcha. Pessoas anotavam pedidos e dificuldades num papel, colocava o mesmo dentro dos calçados com o intuito de “marchar” em cima para quebrar as maldições escritas no papel, profetizando a conquista de seus recpectivos pedidos (veja aqui). Ou seja, um ambiente neopentecostal, antropocêntrico em sua essência, onde é potencializada as mais variadas práticas místicas e anti-bíblicas que se pode inventar.
Posto isso, infelizmente concluo que a Marcha para Jesus no Brasil tornou-se num evento com quatro objetivos principais:
1 – Competir com a “marcha do orgulho gay” em termos numéricos;
2 – Servir como trampolim para promoção de cantores, líderes e políticos “gospel”;
3 – promover o comércio milionário de produtos/serviços gospel;
4 – Ser um transtorno para a ordem da cidade, por conta da perturbação do sossego público e do bloqueio ao trânsito, afastando as pessoas do evangelho, bem como envergonhando os cristãos que não compactuam com o evento.
O meu desejo é que o povo acorde de toda essa utopia prisional, que Cristo não seja utilizado como cabo eleitoral de algum político e que o cristianismo deixe de ser um trampolim para o sucesso de alguém. Marchemos pela ética evangélica brasileira!
Soli Deo Gloria!
Notas:
1 – Para saber mais sobre quem são os fundadores da Marcha pra Jesus em Londres, veja estes links: http://op.50megs.com/ditc/coates.htm , http://www.christian-witness.org/archives/van1997/gcoates_1.html e http://www.christian-witness.org/archives/cetf1998/brotherandrewdoor.html .
2 – Ibid.
3 – Ibid.
4 – http://www.marchaparajesus.com.br/2012/marcha.php
5 – Ibid.
***
Ruy Marinho escreve para o Bereianos e faz coluna aqui no Púlpito Cristão.

Fonte: Púlpito Cristão:


NOTA do exemplo bereano:

Quem quiser ir a esta marcha, no próximo sábado dia 14/07/12, para propor aos participantes e liderança: VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES O $HOW TEM QUE PARAR entrem em contato. Há Motivos de sobra para propormos isso.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O que tenho visto nos Protestos a favor do Evangelho Puro e Simples


 Por Wagner Lemos :
Como todos já sabem, participo ativamente do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira (Voltemos ao Evangelho Puro e Simples – O $how tem que parar) e quero pontuar algumas situações que constatei já que estamos nas vésperas da Marcha para Jesus em São Paulo (14/07) e de BH (28/07):
A meu ver, reuni-se milhares de pessoas em um propósito que nem mesmo eles sabem! Uma quantidade absurda de analfabetos bíblicos que colocam as palavras de um pastor ou apostolo como sendo lei determinada por Deus.
É com grande tristeza que pude ver em todas nossos protestos a falta de um ensinamento bíblico. Fácil constatar quando fomos vaiados por multidões na Marcha para Jesus em BH ano passado. O que fizemos? Nada! Além de estender faixas com versículos bíblicos. Vamos parar e pensar um pouco: Qual cristão genuíno que se diz servir a Deus e estar “marchando” para ele e condena sua própria palavra?
Agora eu pergunto: Para que Deus estão marchando? Estão marchando em prol de que? E para onde estão marchando? Com certeza, ficou claro que não é para o Deus da Bíblia!
Em BH, nenhum dos atos proféticos se concretizaram. Apesar do pastor famoso e da multidão ter estendido as mãos, parece que de nada adiantou. A criminalidade aumentou e os hospitais continuam lotados com pessoas sendo atendidas nos corredores.
Pude ver tanta gente humilde e com a mente totalmente cauterizada por esses lideres apostatas, pessoas que não tem nenhum conhecimento bíblico. Mas afronta, discuti e xinga para defender com unhas e dentes seus lideres. Me lembro de uma frase: “Cegos guiados por outros cegos”
Os trios elétricos me lembravam a temporada de carnaval. Com o som no ultimo volume e um animador de plateia em cima. Nas ruas a multidão cantava, gritava, dançava e as mais ousadas até rebolavam. Aquilo não tinha nada de culto racional conforme instrução do apostolo Paulo.
A idolatria Evangélica era outra coisa que incomodava e causava repulsa: eram faixas na cabeça e camisetas dos cantores gospel favoritos. A multidão esperava ansioso para chegar a praça (concentração) para poder ver o seu artista. Cabe outra pergunta: Foram Marchar para “Jesus” ou ver sua estrela gospel?
Pude notar que a manipulação era algo presente na vida daquelas pessoas, quem apoiava o movimento apenas acenava de longe para que não fosse punido como rebelde. Vemos que esse sistema aprisiona!
Atitudes como agredir os protestantes, tentar queimar nossas faixas e coisas do tipo não remete nem de longe atitudes de Cristãos verdadeiros compromissados com a palavra de Deus.
Essas marchas a meu ver é motivada por interesses políticos e mais uma forma de arrecadar dinheiro (indiretamente). Tanto que aqui em BH a Marcha não teve o apoio de várias denominações, pude ver o apoio da Getsemani e de poucas igrejas que fizeram caravanas isoladamente. Esse ano provavelmente terá um grupo bem maior, afinal cantores vinculados a Igreja Batista da Lagoinha estarão “louvando” no evento.
Vejo muitas heresias nessas Marchas! Determinam promessas para a Cidade… Exigem que Deus faça isso e aquilo em prol dos que marcham… Atos proféticos… Danças ao som de axé ou funk ditos evangélicos. No final das contas prega-se uma mistura de Teologia da Prosperidade com técnicas de Batalha Espiritual.
Faço minhas, as palavras do amigo e pastor Paulo Siqueira: Até quando veremos pessoas marchando pelas emoções, pelas festas, pelos políticos, por seus lideres, sem a mínima consciência do que é realmente marchar por Cristo?
Pelo que escrevi nessas linhas é que sou contra essa Marcha para “Jesus”! Me recuso a marchar a caminhos largos para o inferno e até quando o Senhor permitir estarei em todas elas em nosso protesto pacifico levando a palavra de Deus. A única que liberta!
Minha oração é para que Deus liberte o seu povo dessa prisão chamada religiosidade! Servir a Deus está muito além de Marchar. Um testemunho diário converte mais pessoas do que dançar em uma marchar e acompanhar um trio elétrico.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Carta aberta aos organizadores da Marcha para Jesus em São Paulo 2012


Caros organizadores

 Nós, do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira, viemos por meio deste instrumento esclarecer quem somos, nosso objetivo e o porque nos faremos presentes na Marcha Para Jesus. Entendemos que este esclarecimento se faz necessário para evitar conflitos desnecessários, decorrentes da incompreensão de nossos motivos e anseios.
O Movimento pela Ética Evangélica Brasileira é um movimento de expressão nacional, que surgiu como a manifestação de uns poucos em resposta a escândalos protagonizados por lideranças evangélicas. Este pequeno grupo não tinha a intenção de iniciar um movimento, nem a expectativa de que tantos, em diversos Estados, viessem a aderir à nossa causa e promover manifestações em outras localidades. Por se tratar de um movimento ainda jovem, ainda estamos por definir muito a respeito de nossa organização, porém, reconhecemos na pessoa do Pr. Paulo Siqueira, idealizador e promotor deste movimento, nosso representante. Ele propôs, organizou e esteve à frente deste movimento em São Paulo desde a primeira manifestação deste grupo e tem prestado apoio para as demais expressões deste movimento em todo o território nacional.
O objetivo deste movimento é ser uma voz da Igreja, pela Igreja e para a Igreja, denunciando a corrupção ética, a incoerência entre discurso e prática, assim como destacando a beleza da Igreja que tem agido mesmo não recebendo o devido destaque, destaque este que, infelizmente, tem sido dado somente aos escândalos que nos dividem e nos alienam.
Somos um grupo interdenominacional e, por assim ser, não defendemos uma linha doutrinária específica. Mesmo assim, reconhecemos que a doutrina que nos é comum transcende nossas diferenças e encontramos nela o parâmetro para avaliar o discurso e a ação da Igreja no Brasil. Concordamos com os credos antigos, temos a Bíblia como nossa regra de fé e prática e buscamos depender da orientação e da proteção do Espirito Santo de Deus para que a Verdade nos seja cada vez mais clara e para que nossas mentes não deturpem a Verdade conformando-a aos nossos desejos, anseios e percepções pessoais.
Não concordamos com algumas doutrinas onde o ensino se centraliza na satisfação dos desejos e vontades dos fiéis, ao invés da vontade de Deus; onde nosso Deus é trasvestido como sendo um deus mesquinho que negocia curas, milagres e prosperidade em troca da devoção e sacrifícios dos fiéis, sacrifícios estes que muitas vezes se caracterizam pela exploração financeira dos fiéis; que possibilitam que líderes eclesiásticos se utilizam de sua influência para manipular politicamente os fiéis em favor de interesses particulares; onde se descontextualizam passagens e versículos bíblicos, de modo que justifiquem qualquer doutrina de interesse privado; que favorecem a construção de grandes templos, catedrais, estratégias imperialistas e manutenção da maquina eclesiástica mas que muito pouco fazem por aqueles que precisam, esquecendo-se daqueles que a Bíblia chama de “órfãos, viúvas e estrangeiros. Por isso defendemos por meio de nosso protesto que os fiéis busquem aprender a ler a Palavra de Deus destituídos de lentes doutrinárias, que estes busquem ferramentas que os possibilitem avaliar o ensino que tem recebido e que, uma vez que encontrem desvios entre a Palavra de Deus e o ensino que tem recebido, procurem seus mestres/pastores e os exortem em amor a um caminho mais excelente. Cremos que uma Igreja que saiba manejar bem as Escrituras e que nelas busca direção dificilmente se dobrará a qualquer vento de doutrina que contrarie a Verdade Bíblica. Cremos que o conhecimento verdadeiro do Evangelho é essencial para o amadurecimento da Igreja.
Reconhecemos que a Igreja é a noiva de Cristo apesar de, no momento, estar dividida e contaminada pelo pecado. Não temos expectativas de que nossas ações venham a ser a solução para essa divisão e para essa contaminação – cremos que a ação redentiva para a Igreja se encontra em Jesus, e somente em seu Governo esta será totalmente purificada e restaurada. Dessa forma, nossa voz tem como propósito:
1) destacar para a sociedade que existem aqueles que não concordam com a corrupção ética evidente em muitas de nossas lideranças e em muitos cristãos de forma geral;
2) animar e fortalecer a Igreja de Jesus, que se sente acuada, constrangida e sozinha, lembrando-a que Jesus já havia dito que dias como os nossos chegariam e que nosso chamado a sermos luz se faz ainda mais necessário em nossos dias;
3)denunciar o pecado em nosso meio, não como forma de atacar lideres e Ministérios específicos, mas desvinculado a denúncia, tornando-a uma declaração universal não dirigida – reconhecemos que essa tarefa é particularmente difícil, porém temos pedido orientação e discernimento para que possamos fazê-la;
4)persuadir lideranças e cristãos de forma geral a refletirem sobre suas ações, suas intenções, sua doutrina, suas posturas e comportamento;
5)incentivar, acolher e apoiar lideranças que, reconhecendo o seu pecado e o impacto desse sobre a Igreja, queiram mudar;
6)incentivar ações que entendemos como próprias aos filhos de Deus;
7)promover a unidade na Igreja.
No dia 14 de julho nós, do Movimento pela Ética Evangélica Brasileira, pretendemos estar na Marcha para Jesus, como tem ocorrido nos últimos anos. Entendemos que esse espaço de foro público nos pertence também, afinal, como evangélicos, também temos o direito de nos fazer presentes em um evento público que tem como finalidade dar voz e expressão aos evangélicos de São Paulo. Estaremos, como nos anos anteriores, nos manifestando por meio de camisetas com frases bíblicas e faixas com dizeres bíblicos que visam a despertar a Igreja brasileira para a Verdade bíblica e o impacto que esta deve ter em nossa sociedade.
Pretendemos estar na Marcha para Jesus com nossas faixas e camisetas, de forma totalmente pacífica, expressando, neste espaço público que nos fora reservado, aquilo que acreditamos ser um chamado à santidade e à unidade: uma palavra de Deus para a Igreja através da Igreja, convidando todos a um novo compromisso para com Deus, para uns com os outros e para com a sociedade.
Gostaríamos de solicitar que os Organizadores da Marcha Para Jesus alertem sua equipe e, se possível, os participantes quanto a nossas intenções pacíficas, evitando assim conflitos desnecessários como na última edição da Marcha para Jesus em São Paulo, quando fomos alvo de insultos, agressões e coerções. Sabemos que não precisamos lembrá-los disso, mas gostaríamos de solicitar que que busquem alertar seus integrantes – em especial à equipe de segurança – que não é lícito o roubo de nossas faixas, afinal o roubo de qualquer bem é crime, e é pecado – não convém que o povo de Deus seja associado a tais práticas – além disso, o roubo de faixas ou qualquer tipo de agressão vai contra o objetivo da Marcha, expresso no site http://www.marchaparajesus.com.br/2012/marcha.php, onde se diz: “Um ato pacífico, consciente e excitante do mover de Deus em nossos dias”.
Reafirmamos que nosso movimento é totalmente pacífico, condizente com o que é esperado de cristãos. Reconhecemos que temos total direito de nos manifestar através de faixas e camisetas, pois no atual Estado de direito é garantida a livre expressão. Nossas faixas e camisetas não se referem a nenhum líder ou denominação em especial, pois buscamos apontar os ensinos enganosos atribuídos ao nome de Jesus Cristo. Reafirmamos nosso amor e compromisso para com a Igreja de Cristo, e nossa manifestação não passa de uma das formas que encontramos de exercer nosso amor e compromisso para com Cristo e para com a Igreja.
Nossa oração é que tudo ocorrerá na mais perfeita ordem, conforme o que se espera de verdadeiros cristãos.
Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos,
MOVIMENTO PELA ÉTICA EVANGÉLICA BRASILEIRA
VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES,
O $HOW TEM QUE PARAR!
A DEUS, TODA A HONRA E TODA A GLÓRIA PARA SEMPRE.