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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Testemunhas de Jeová

Toda igreja séria e comprometida com o evangelho puro e verdadeiro investe em evangelismo, seja o evangelismo pessoal que cada cristão faz no seu dia a dia como evangelização coletiva onde os mais diversos métodos são usados.
Mas as vezes percebo que alguns grupos de pessoas são esquecidas nesta tarefa da igreja. Os motivos talvez seja o total despreparo, indiferença ou  a ideia de que por haver pouco resultados não vale a pena investir.
Entre o grupo esquecido eu citaria a evangelização de adeptos das chamadas "seitas".´
Por exemplo as Testemunhas de Jeová que crêem em um outro evangelho é um grupo onde nem é necessário ir até eles, pois eles vem de graça até nós em nossas casas.
Mas o que a maioria dos cristão fazem? A maioria ignoram e fingem não haver ninguém em casa, outros provocam convidando-os a orar , uma forma de se despedir deles, outros ainda tentam dialogar com eles mas por estarem mal preparados desconhecendo as bases teológicas e históricas do movimento ou desconhecendo suas próprias base de fé acabam apenas criando neles a impressão que os evangélicos são religiosos que não conseguem defender sua fé e eles investem no proselitismo com os evangélicos e até conseguem bons resultados, se procurarmos num salão do reino veremos entre eles muitos ex evangélicos ( muito mais do que vemos ex Tjs em nosso meio).
Um  pouco de preparo, paciência  e muito amor por eles mudaria este quadro. A maioria de TJs convertidos a verdade do evangelho tiveram um longo processo entre seu primeiro contato com as verdades bíblicas  e sua conversão. Eles estão treinados para dialogar, tem respostas prontas em seus livros, são  treinados para mudar de assunto quanto estiverem em dificuldades para responder algum tema e tambem são preparados para massacrar quando perceberem alguma dificuldade de respostas as suas perguntas. Mas fazendo um trabalho especifico com eles a gente percebe que são ovelhas sem pastor, religiosos manipulados por um sistema alienante mas que o fundo precisam conhecer de fato a verdade para serem libertos.
O que estamos fazendo por eles?
A seguir um entrevista publicada na revista DF e publicada no blog do pastor Alexandre Farias  de alguém que esteve do outro lado e nos fala um pouco sobre este movimento;




TESTEMUNHO - Conversão de um Testemunha de Jeová para o Cristianismo.


Testemunho de William do Vale Gadelha

Encontrar uma ex-testemunha-de-Jeová já é fato raro, um ex-ancião, então, quase um milagre. Mas como o evangelho é o poder de Deus, esse milagre aconteceu. Trata-se da história do irmão Willian. Ele foi ancião das Testemunhas de Jeová durante quatorze anos, mas, desde 1998, desfruta da verdadeira liberdade em Cristo.

Hoje, seu maior prazer é ajudar outras vítimas dessa seita, ensinando-lhes que Deus não é propriedade da Torre de Vigia e que a vida não acaba para quem deixa a organização.

Seu trabalho resultou na publicação recente do livro A verdade sobre as Testemunhas de Jeová. Obra escrita em parceria com seu cunhado, Cid Miranda, também ex-ancião. E Defesa da Fé tem grande satisfação de publicar a entrevista que segue.quem deixa a organização. Seu trabalho resultou na publicação recente do livro A verdade sobre as Testemunhas de Jeová.

Obra escrita em parceria com seu cunhado, Cid Miranda, também ex-ancião. E Defesa da Fé tem grande satisfação de publicar a entrevista que segue.

Defesa da Fé - Basicamente, ser Testemunha de Jeová é negar doutrinas bíblicas. A tarefa de reaprender tudo novamente não é um desafio grande demais?

William - Não são todas as doutrinas desse grupo que negam as verdades cristãs, mas as que têm fundamento bíblico são manipuladas pelos interesses da organização. Por isso o desafio de aprender o que a Bíblia ensina é grande, pois as testemunhas-de-Jeová acham que já sabem toda a verdade bíblica. Humanamente falando, é tarefa muito difícil substituir os dogmas humanos da Torre de Vigia pelo puro conhecimento da Palavra, mas "a Deus todas as coisas são possíveis".

Defesa da Fé - A história das Testemunhas de Jeová é cercada de erros e enganos. Como elas lidam com esse passado sombrio?

William - A história passada das profecias é constantemente "filtrada". A falsa profecia de que o fim do mundo viria em 1914, por exemplo, foi claramente expressa nas publicações da Torre de Vigia de 1879 até o início da Primeira Guerra Mundial. Quando o fim do mundo não ocorreu, disseram que o que fora predito foi o fim dos Tempos dos Gentios, realizado de "modo invisível" nos céus. É algo totalmente subjetivo e sem nenhum suporte bíblico. Mas a absoluta maioria deles crê que isso é verdade e ignoram que sua religião é responsável por uma das maiores falsas profecias de todos os tempos.

Defesa da Fé - De todas as gafes históricas, qual a que mais incomoda as Testemunhas de Jeová?

William - Eu poderia chamar de grande gafe histórica a mudança relacionada com a "geração de 1914". Durante muitas décadas, livros e revistas afirmaram taxativamente que o fim do mundo viria antes de a geração dos que viveram em 1914 morressem. Em 1995, tiveram de abolir este ensino. Alguns anciãos chegaram a comentar isso comigo. Foi como se o fim do mundo tivesse sido adiado. Os adeptos que esperavam não morrer ficaram muito decepcionados. Como se trata de algo recente, mencionar esse fato é um grande incomodo para as elas.

Defesa da Fé - Por que, mesmo diante disso, elas insistem em ser a religião verdadeira?

William - Primeiro, porque a noção de todos esses erros é permanentemente encoberta pela organização. A pesquisa acerca deles é francamente desencorajada. Quando abordam esses erros, o fazem de modo disfarçado, e dão a impressão de que foi algo mínimo, atribuído a alguns adeptos precipitados numa determinada época. A liderança da organização nunca é responsabilizada, ficando sempre acima de qualquer suspeita. Por um raciocínio estranho e distorcido, dizem ser "a única religião da terra aprovada por Deus, dirigida e orientada por Ele". É um marketing religioso. Porque se existe realmente "uma religião verdadeira", quem não gostaria de fazer parte dela?

Defesa da Fé - Uma coisa é fato, as testemunhas-de-Jeová são extremamente persuasivas em seu trabalho de casa em casa. Que tipo de treinamento elas recebem?

William - Duas reuniões no meio da semana, a Escola do Ministério Teocrático e a Reunião de Serviço, visam treinar adeptos de todas as condições e idades para o trabalho de casa em casa. Isto inclui formas de abordagem, como apresentar os assuntos das revistas Sentinela e Despertai!, como explicar os temas mais obscuros da doutrina e como rebater as críticas mais comuns feitas à seita. Criam-se cenários de conversas informais, da vida familiar e de locais de trabalho, além de demonstrações de palestras típicas que ocorrem nas portas. No entanto, nenhuma delas está preparada para lidar com os questionamentos realmente bíblicos. São proibidas de entrar em tal tipo de conversa. Até mesmo os anciãos mais experientes não têm como explicar seus dogmas sem fundamento bíblico. Se houvesse explicações bíblicas, eu estaria lá até hoje.

Defesa da Fé - Na época, como um dos líderes desse grupo, nunca teve dúvidas sobre a idoneidade do Corpo Governante?

William - A transmissão dos dogmas da Torre de Vigia é muito bem feita. Apesar disso, havia ensinos que não pareciam bem explicados, e sempre, em todos esses anos, eu tive minhas dúvidas, embora não falasse delas com ninguém. Uma delas era sobre o ensino de que a volta de Cristo seria invisível.

Defesa da Fé - Quais são as estatísticas mundiais sobre o crescimento das Testemunhas de Jeová?

William - Desde o final dos anos 90, vinha ocorrendo uma desaceleração do crescimento, causado, talvez, pela desilusão da "geração de 1914". Até 2001, na América do Norte, Europa, Japão e Austrália, houve estagnação e até decréscimo. Eles tiraram muito proveito dos ataques terroristas a Nova York, da guerra do Afeganistão e do Iraque e passaram novamente a crescer naquelas regiões. O crescimento tinha sido de 4,4 % em 1997 e caído para 1,7 % em 2001. Depois subiu para 2,8 % em 2002. O último relatório traz um crescimento de 2,2 %. Creio que o "efeito catástrofe" dos acontecimentos mundiais já está passando e o crescimento pode cair mais nos próximos anos.

Defesa da Fé - Qual foi o estopim que resultou na sua saída do grupo?

William - O fim da "geração de 1914" me serviu de alerta, mostrou que o Corpo Governante não tinha orientação divina. Se podia estar errado nisso, podia também estar errado em outras coisas. Um dia, pela Internet, soube da existência de Raymond Franz, ex-membro do Corpo Governante e ex-testemunha-de-Jeová. Pude então ler toda a história dele: a exposição que faz dos erros de décadas e décadas. Aprofundei minhas pesquisas e me choquei com a atitude irresponsável da Torre de Vigia no passado, com respeito aos transplantes de órgãos, às vacinas, ao uso médico do sangue, de como vidas humanas se prejudicaram e se perderam. Entrei em contato com Raymond Franz, já idoso, e ele nos autorizou a traduzir e distribuir seu livro, Crise de consciência, no Brasil. Em seguida, pedi nosso desligamento. O fato teve ampla repercussão em Fortaleza e, depois, em todo o Brasil. Nos meses seguintes, outros adeptos que entraram em contato conosco também se dissociaram, inclusive anciãos e servos ministeriais (diáconos). Seis anos se passaram desde então.

Defesa da Fé - Qual é o "preço" para alguém que deixa essa organização religiosa?

William - Muito alto em muitas áreas. A perda imediata total das amizades e a destruição quase total dos vínculos familiares. Você se torna um "desconhecido" para aqueles a quem antes chamava de "irmãos", ganha a denominação desprezível de "apóstata" e passa a ser considerado como passível de destruição no Armagedom, se não voltar "humilde e arrependido" a sujeitar-se aos preceitos dos homens do Corpo Governante.

Defesa da Fé - Foi esse o seu caso?

William - Foi sim. Sou o mais velho de nove irmãos. Havia, ainda, cunhados, cunhadas e sobrinhos, mas maioria deles deixou a religião na mesma ocasião em que Cid (meu cunhado) e eu saímos. Felizmente, não sofremos tanto quanto os outros. Um irmão e duas irmãs continuam lá com suas famílias. Só falam comigo o estritamente indispensável e, às vezes, nem isso. Mas o saldo foi positivo. A maior parte da família foi preservada, e isso é motivo de alegria. O Cid também perdeu boa parte de seus parentes. Mas temos motivos de ter esperança com relação a estes entes queridos.

Defesa da Fé - Fala-se muito em controle mental das seitas sobre seus adeptos. Como o senhor vê esta questão?

William - Vivemos em plena época de cultos e seitas e o controle mental é um fato. E torna-se fato bem real entre as Testemunhas de Jeová. Os discursos dos anciãos, os artigos da Sentinela e da Despertai! Repetem, de modo insistente, a posição do Corpo Governante como "escravo fiel e discreto" inquestionável. Tudo isso resulta em amortecer a capacidade de raciocínio das pessoas, deixá-las receptivas para qualquer coisa que se queira, desde que parta da liderança da religião. Essa é uma das formas mais reais que existe de escravidão. Que a leitura, a divulgação, a escrita e a Internet sejam plenamente usadas como veículos da libertação das mentes, sejam quais forem as seitas a que estejam presas!

Defesa da Fé - O que a igreja pode fazer para alcançar os adeptos esse grupo, que poderiam muito bem, com as demais seitas, ser considerados como parte dos "povos não-alcançados"?

William - Já foi dito que as testemunhas-de-Jeová vão às casas das pessoas tentar "convertê-las". Seria muito vantajoso aproveitar suas visitas para lhes transmitir a verdadeira boa-nova, que tem a ver com Jesus e com o benefício redentor do seu sangue derramado para a libertação da humanidade. Qualquer um que queira ajudar essas pessoas deve preparar-se com base na farta literatura hoje disponível. Abordá-las com amor (que elas acham que as outras religiões não têm), explicar-lhes de modo calmo e paciente, com a Bíblia na mão, o que realmente Deus tem para elas. Fico especialmente jubilante quando recebo notícias de ex-Testemunhas que dizem que acharam abrigo espiritual em alguma igreja cristã. Seu zelo passa a ser bem aproveitado e não ficam como ovelhas desgarradas, situação em que maldosamente a Torre de Vigia se alegra



fonte:
http://respondendoasseitaseheresias.blogspot.com/ do Pt Alexandre Farias

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O DÍZIMO E A IGREJA

Este blog estará completando seu primeiro aniverssário, e estarei republicando alguns topicos exibidos durante este periodo, alguns serão revisados ou como este topico agrupado.




O DÍZIMO E A IGREJA
por Laudinei



          O dízimo é uma das "doutrinas" mais ensinadas em nossos dias, seu ensino como doutrina para a igreja esta presente na maioria das denominações  evangélicas e até na Igreja Católica.

          Mas seria o dízimo uma doutrina para a Igreja de Jesus?

          Se afirmativo qual a base bíblica?
          Antes de começar a avaliar o dízimo, gostaria de deixar claro que não sou contra as contribuições e sei que o sistema precisa de dinheiro para funcionar ( entenda-se por sistema o templo e sua manutenção, os ministros e seus salários, prebendas ou ajuda de custos, assistência social, missão, evangelismo, etc). Também gostaria de deixar claro que sou contra a contribuição cega, ou seja, acho que cada centavo ofertado tem que ser para os objetivos pré definidos, o contribuinte e a comunidade deve decidir sobre este uso e principalmente fiscalizar.

          Tudo, inclusive o salário ou prebenda deve ser definido por quem contribui , não por quem recebe ou por um grupo ( ministérios) escolhido por ele. E ai até vale, se a comunidade decidir, contribuir-se com 10 % de forma voluntária e sem usar os textos fora de contexto tão comum em nossas igrejas.

          Que a bíblia ensina a contribuir é fato e a maioria esmagadoras dos textos do NT tem um objetivo definido, ajudar os necessitados. Infelizmente muito pouco do que se oferta hoje em nossas igrejas segue o exemplo bíblico. Algumas igrejas sustentam verdadeiros impérios humanos e se esquecem das pessoas necessitadas.

          Mas voltando ao dízimo como doutrina vamos avaliar o que a bíblia diz e o que se é ensinado inclusive por "teólogos".

         Podemos dividir este estudo em três partes:

         O dízimo da lei, o dizimo antes dela e o dízimo no NT.



         O dízimo da lei nem deveria ser objeto deste estudo, pois ele não é destinado a judeu ou adventista mas a cristãos que vivem na graça e não estão debaixo do julgo da lei . Não entendo o porque de cristãos que não vivem sob a lei , abrirem uma exceção a ela, não seguem as centenas de normas estabelecidas na lei, vide o pentateuco, mas quando se fala de dizimo a lei vigora.

        Muitos buscam antes de lei ou no NT motivos para dizimar, mas usam o texto de Malaquias nos envelopinhos do dizimo e nos sermões. Incoerência pura.

       Vou apresentar algumas considerações  sobre o dízimo da lei:











O DÍZIMO DA LEI





          1) O dízimo da lei tinha um objetivo, manter o templo e os sacerdotes e isso serve para justificar o dízimo moderno, mas esquecem que:

         - A casa do tesouro onde o dízimo deveria ser levado não é o templo de hoje e os obreiros de hoje não são os levitas ou sacerdotes , e mais, os sacerdotes que viviam do dizimo não tinham direito propriedade e heranças, já os "sacerdotes" de hoje... Alem disso os sacerdotes trabalhavam o tempo todo no serviço do templo ( que diferença hoje!)

          2) Malaquias fala de portas abertas como bênção para quem dizimasse e pragas de gafanhotos para quem não, e isso é usado hoje, esquecendo o contexto, o povo judeu tinha promessa de terra literal ( território, nação) portanto as promessas ali definidas tinha em haver como as condições climáticas que proviam uma boa colheita e os gafanhotos eram literal, pragas de gafanhotos destruindo a lavoura.

        3) Ainda sobre o texto de Malaquias gostaria que o livro fosse avaliado com toda calma, e perceberemos que o tempo todo o profeta fala com os sacerdotes ( os que recebiam os dízimos) não com o povo.

         4) O dízimo da lei não era obrigação a todos, apenas os lavradores da terra e criadores de rebanhos tinham o dever de dizimar, pelo menos é o que a bíblia ensina. (Lev 27: 30,32)

         5) O dízimo na lei mosaica tinha vários fatores a serem avaliados tais como o dizimo dos dízimos, o dizimo para os pobres, o dizimo ( em alimentos) que deveria ser comido pelo sacerdote e família etc, mas não vamos nos ater a eles pois como já disse não estamos mais sob o domínio da lei.

        6) Alguns chegam a falar em maldições para quem não dizima, baseada em Malaquias, mas Malaquias é um texto sob lei, sob a graça o livro de Gálatas fala que os que são das obras da lei é que estão em maldição ( Gal 3:10)



O DÍZIMO ANTES DA LEI. ABRAÃO E JACÓ.





          " E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo" (Gênesis 14:18-20)

         "Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos." (Heb 7:4)



           De fato o dízimo esta presente nas escrituras antes da lei dada a Moisés, mas isso não torna o dízimo mandamento para a igreja, pois é apenas citado, nunca ensinado. O dízimo era um prática comum entre os povos da época, mas isso, repito, não faz dele uma doutrina para nós seguirmos hoje.

         A primeira citação de dízimo esta e Gênesis quando Abraão ao retornar de uma guerra vencida oferece o dízimo dos despojos desta guerra ao sacerdote Melquisedeque.

         Observemos que em relação a Abraão o dízimo só é citado nesta ocasião. Abraão não dizimava regularmente de seus bens e na única vez que o fez, dizimou dos despojos de guerra.

         A Bíblia não nos ensina a repetir os atos isolados de Abraão, e se ensinasse deveríamos dizimar apenas quando fossemos a uma guerra e a vencêssemos.

         Outro caso de alguém dizimando antes da lei é o de Jacó, alias a bíblia não apresenta ele dizimando mas prometendo ( numa espécie de barganha com Deus) que faria se fosse abençoado . Vejamos:


         "E Jacó fez um voto, dizendo: ‘Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; e eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus; e esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo" (Génesis 28:20-22).


          Jacó fez um voto – uma promessa (e notem que não há nenhum registo bíblico de que ele tenha cumprido alguma vez essa promessa!).

        Era uma promessa condicionada a cinco condições:

       SE Deus for comigo,

       SE Deus me guardar,

       SE Deus me der comida para comer,

      SE Deus me der vestuário para vestir, e

       SE eu voltar à casa de meu pai em segurança (que não aconteceu senão 20 anos mais tarde).

      ENTÃO, e somente então, Deus pode ter 10% de tudo o que me dá.



       Com base nesta passagem nenhum cristão está obrigado a dizimar, alias não temos que repetir os atos de ninguém, Jacó praticou muito atos reprováveis, e esta listinha que ele fez até parece com certas igrejas modernas, só que a promessa era para dízimar depois e hoje se dízima antes.

      Se o dízimo de fato era uma ordenança de Deus anterior a Lei, teríamos que adotar a circuncisão nos dias atuais, pois Deus ordenou isso a Abraão em Gênesis 17:10, em Gênesis 17:14 seria extirpado quem não fosse circuncidado, em Gênesis 17:24 Abraão com a idade de 99 foi circuncidado para a manutenção da aliança com Deus. Deus  condicionou a circuncisão a aliança feita com Abraão não o dízimo. Dessa forma, se o dízimo era de fato uma ordem Deus, imaginem a circuncisão, que era vital para a manutenção da aliança entre Deus e Abraão... Se usarmos as regras vigentes anterior a lei temos que adotar todas as práticas de Abraão... Notemos que a circuncisão é também citada na lei, antes dela e no NT, porem não é ordenança para a igreja. Antes da lei também temos os sacrifícios e os sábados.





O DIZIMO NO NT



         O dízimo não é ensinado no NT, nem por Jesus, nem por Paulo ou outro escritor das epistolas. Mas o fato dele ser citado é aproveitado por muitos para fazer dele mandamento para a igreja.

        Vamos as estas citações:

        Quando Jesus citou os dois homens que foram orar no templo, Ele cita que o fariseu se gabava de ser dizimista, mas isso não lhe ajudou em nada, quem saiu  justificado foi o publicano que se reconhecia pecador. Neste texto não há nada que induza a igreja de Jesus a dizimar.

        A outra passagem do NT que fala sobre o dizimo esta em Mat 23 e texto relacionado em Lucas e seguramente é um dos mais utilizados para propor o dízimo com doutrina para a igreja, afinal Jesus ali diz fazei isso- dizime- sem omitir aquilo.

        Mas será o que o texto é avaliado corretamente? A quem e quando Jesus falou deveriam ser fatos a serem considerados.

        A lei vigorava e Jesus veio para cumpri-la. Desde o sacrifício de pombinhos, destinados aos mais pobres, conforme a lei apresentado por seus pais no seu nascimento, passando por sua circuncisão ao oitavo dia, até após sua morte quando as mulheres foram ao túmulo no domingo de manhã para ungir o corpo, vemos a lei sendo observada. Vemos Jesus curando leprosos e mandando eles se apresentarem ao sacerdote segundo a lei. Jesus falava a um povo sob a lei com a lei vigorando ( Ele ainda não tinha morrido) e portanto nada mais lógico dele ter falado isso, fazei isso ( conforme a lei). Mas isso não torna o dízimo doutrina para a igreja.

        Alem do mais se o verso 23 fosse mandamento para igreja pelo fato de Jesus ter dito fazei isso, o que dizer do verso 3? Vejamos:

       Mateus 23: 1-3, 23

       1 Então, falou Jesus à multidão e aos seus discípulos,

      2 dizendo: Na cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus.

      3 "Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam."
...

      23 "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas."


       Se o "fazei estas coisas sem omitir aquelas," do verso 23, é mandamento para igreja o "observai e praticai tudo" do verso 3 também seria . E o que os escribas e fariseus diziam? Toda lei e muito mais, pois iam alem dela ( tenho minhas dúvidas se a hortelã, o cominho e o endro deviam ser dizimados ).


        Ainda resta os textos de Hebreus, mas não da para fazer mandamento de uma citação que visa simplesmente mostrar a superioridade de Jesus sobre o sacerdócio de Melquisedeque. Se o texto ensinasse dizimarmos teríamos um problema pois ali o sacerdócio de Melquisideque é apresentado como superior ao araonico e o dízimo dado hoje esta muito mais para o dízimo araonico da lei do que para o dízimo dado por Abraão ao sacerdote Melquisedeque, sobre este dízimo , diferente do dizimo da lei, não temos ensino de onde, como, quando e porque dizimar e muito menos do destino do dízimo arrecadado.





O ENSINO PARA A IGREJA




         Todo ensino para a igreja estão registrados nas paginas do NT e nele não vemos o dízimo. Vemos poucos textos falando do sustento de obreiro e uma maioria esmagadora de textos falando sobre a ajuda aos necessitados.

        No Novo Testamento não temos nenhum ensino sobre o dizimo para igreja ( Os textos dos evangelhos e de Hebreus já foram explicado), mas fala em contribuir para  ajudar aos necessitados da igreja. Temos alguns textos falando sobre o sustento dos obreiros mas estes são minorias e não nenhuma relação com o dízimo.


        Diferente da igreja do tempo apostólico a igreja de hoje fala muito em dinheiro, mas seu destino é outro. Sustentar obreiros e estruturas se destacam enquanto a ajuda aos necessitados estão em segundo plano ( quando estão).


        Alem do mais estas contribuição eram voluntárias e segundo a prosperidade de cada um e a administração destas ofertas eram eficazes e sérias.


       Seguem-se alguns textos :


       Atos 2:44,45
      Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.
     Vendiam suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.


       Nos primórdios da igreja o povo contribua com o objetivo de suprir a necessidade dos irmãos, ninguém tinha preocupação com o que era seu mas tudo era em comum.

      Aqui vemos contribuição e vemos que esta difere das ofertas e dízimos ensinados hoje e não visa a necessidade comum e cada irmão e sim sustentar obreiros e estruturas ( não que seja errado, mas o problema esta na prioridade.)



Atos 2:44,45

Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.


Vendiam suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.



Nos primórdios da igreja o povo contribuía com o objetivo de suprir a necessidade dos irmãos, ninguém tinha preocupação com o que era seu mas tudo era em comum.

Aqui vemos contribuição e vemos que esta difere das ofertas e dízimos ensinados hoje e não visa a necessidade comum e cada irmão e sim sustentar obreiros e estruturas ( não que seja errado, mas o problema esta na prioridade.)







Atos 4: 32,35

.. .Ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma coisa que possuia , tudo porém era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terra ou casas, vendendo-as. traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos, então, se distribuíam a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.



Aqui o texto segue o citado anterior ( Atos 2) A necessidade de cada um era prioridade e ninguém se apegava aos seus bens mas os usavam para suprir as necessidades dos irmão. Os apóstolos aqui começavam a ter a responsabilidade de ajudar nesta distribuição pois a eles eram entregues os valores e estes distribuíam. Continuando no texto vemos Barnabé vendendo uma propriedade e trazendo aos apóstolos e o caso de Ananias e Safira que fizeram isso pela motivação errada e mentindo sobre o valor da venda. Deus não quer este tipo de contribuição. Observem que a contribuição era voluntaria, os que faziam o faziam de coração, ninguém era obrigado ( conservando-o, porventura não seria teu? e vendido, não estaria em seu poder?), mas fazer para aparecer e mentir,Deus não não tolera.





Atos 6;1.4

... porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária....


Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas....


Escolhei dentre vós sete homens....aos quais encarregaremos deste serviço.



O serviço de ajuda era primordial para igreja que surgia, e os apóstolos devido aos seus afazeres em relação a Palavra de Deus atribuíram este serviço aos diáconos para que esta distribuição fosse feita de forma correta, não esquecendo de ninguém. Aqui vemos que a função dos diáconos eram servir as mesas, ou seja distribuir entre os necessitados ( Hoje parece que em muitas igrejas o diácono serve para ficar na porta do templo, olhar os carros, chamar atenção das crianças... mas isso já é outro assunto)

Continuamos a ver que ajudar, repartir era algo primordial a igreja, o povo contribuía e os apóstolos, depois os diáconos serviam a Deus ajudando neste ministério. Até aqui não vemos contribuição e ofertas para sustento do obreiros e estruturas ( até necessário se dermos a importância devida a cada ação)





ATOS 10;4

..e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus.



Aqui vemos as esmolas ( ajuda ao necessitados) agradando a Deus, e no caso isso aconteceu mesmo antes de Cornélio conhecer a Jesus, este orava a Deus e dava esmolas e Deus se agradou disso que providencio alguém para lhe levar a mensagem com´reta do evangelho. O que agradou a Deus foi as esmolas que ajudavam os pobres não que sustentavam estruturas de templos.







Atos 11:29

Os discípulos, cada um conforme suas posses, resolveram enviar socorro aos irmãos que moravam na judeia.



Diante de uma fome na região da judeia os discípulos contribuíram para socorrer os irmãos afetados por ela, E olhem que alem de voluntaria este socorro era segundo as posses.Alguma semelhança com os dízimos e ofertas modernas?





Rom 15:26

"Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em beneficio dos pobres entre os santos que vivem em Jerusalém."



De novo coletas em favor dos pobres.





I Cor ¨16:1,2



"Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme sua prosperidade.



Mais uma vez, ofertas para os santos e esta oferta não tinham um percentual tipo dizimo, cada um faria segundo sua prosperidade ( e por favor não venham dizer que um percentual igual para todos é conforme a prosperidade, pois 1% de quem ganha uma bolsa família de 300,00 pode ser muito mais do que 50% de quem ganha 50.000,00)



II Cor 8: 2,5



Como em muita prova de tribulação houve abundancia do seu gozo, e como a sua profunda pobreza abundou em riquezas da sua generosidade. Porque, segundo o seu poder (o que eu mesmo testifico) e ainda acima do seu poder, deram voluntariamente .Pedindo-nos com muitos rogos que aceitássemos a graça e a comunicação deste serviço que se fazia para com os santos. E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus.



II Cor 9:1



Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos;



II Cor 9: 7,

Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.



Gal 2:10

recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência.



I Tm 5:3 e 8

Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.


Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel



Tg 2: 15,16

E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?

     


        Seria necessário mais comentários?






Para quem quer pesquisar mais sobre o dízimos algumas sugestões:

1)Artigos traduzidos por Mary Schultze
http://cpr.org.br/TudoSobreDizimo.htm

2) " Desmistificando o dízimo" Paulo José F. de Oliveira   ABU Editora
(para mim o melhor livro editado sobre o tema)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

100 vezes malas...

   As sementinhas do Cerullo já germinaram na horta do Mala, foram colhidas e acabou...
   Agora o Mala esta oferendo sementinhas que rendem 100 vezes mais atá o fim do ano.
   Foi o que ele disse no seu programa hoje.
   Você contribui com o império, digo ministério dele e ele como "profeta" de Deus vai  "orar" para que a semente ( a contribuição)  retorne a você multiplicada por 100.
   Eis ai um bom investimento, e não tem como falhar afinal ele se diz profeta de Deus e vai orar por isso.
   Mas se falhar, a culpa vai ser sua: Falta de fé.
   Dai, não vai adiantar ir ao Procon...
  Com certeza ele vai abrir o programa para testemunhos da vitória, e aqui no EB vamos abrir testemunhos para quem tiver coragem de admitir que na busca por lucro fácil ou por ingenuidade entrou nesta e não ganhou nada, apenas perdeu o que investiu. Vale testemunhos sobre as sementinhas de 900,00 que o Cerullo pediu.


   "VOTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES... O SHOW TEM QUE PARAR"

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Estamos falando a mesma língua?


Campanha da fraternidade 2010 ( CNBB)


:
Marcha pela ética

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Metas...

   Esta estorinha de metas já esta cansando.

   Não, não estou falando das minhas metas na empresa onde trabalho, apesar de não gostar delas eu as entendo e sei que para atingi-las depende muito de mim.

   Estou falando das metas para crescimento da igreja tipo inicia-se uma nova visão visando numero "x" de  almas.

   Ou uma campanha de  40 dias de oração  com a meta de  dobrar  de membros  de uma igreja  em "x" meses.

   Assistindo um programa de TV vi uma igreja que criou uma meta de 10.000 conversões até o centenário da igreja que será em 2011.

   Será que é tão simples assim?
   A salvação de vida depende exclusivamente de nós? Agente cria uma meta e o Espírito Santo diz:  "Sim senhor" para nós.

   Ou seria estas metas apenas para o aumento de membros de igreja que nada tem a ver com conversões verdadeiras?

    Metas de trabalho evangelistico até é aceitável. Sem nunca  se esquecer do que Tiago ensinou; e sempre dizer:  se Deus permitir faremos.
    Planejar trabalhos, usar estratégias, e até estabelecer  o numero de pessoas  a serem abordadas tudo bem! Mas nunca se deve esquecer que quem converte não somos nós e portanto criar metas é mexer com algo que não nos compete, é querer ficar no lugar do Espírito Santo.

   Mas já que tem  quem  acredite  em metas eu proponho estas metas para países da Janela 10/40, netas para a Coreia do Norte, Irã ou Iraque. Pode ser metas modestas.

   Parece que é mais fácil ter metas para o Brasil, afinal conversões verdadeiras não estão em foco, o importante é o numero de membros que se agregue na instituição chamada igreja e quem sabe ao rol de dizimistas.



VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO E SIMPLES. O SHOW TEM QUE PARAR.



domingo, 14 de fevereiro de 2010

Pastor relata visita ao Haiti

Pastor relata visita ao Haiti






Qui, 11 de Fevereiro de 2010 13:09

O pastor Mayrinkellison Wanderley, que atua como coordenador da Junta de Missões Mundiais (JMM), esteve no Haiti no início de fevereiro para avaliar a situação do país após a destruição causada pelo terremoto que atingiu o país no dia 12 de janeiro.



Leia o comovente relato deste pastor, que testemunhou toda a carência do povo haitiano e os desafios e os livramentos dos obreiros da terra.



“Eu e os pastores Aílton Desidério, da Primeira Igreja Batista em Lins de Vasconcelos (RJ), e Paulo Albuquerque, da Igreja Batista Memorial de Duque de Caxias (RJ) e Segunda Igreja Batista em Rio Bonito (RJ), desembarcamos na República Dominicana no dia 2 de fevereiro e fomos recebidos pelo pastor Jorge Tejada, missionário dos batistas brasileiros que atua no país. Ele nos levou à sede da Convenção Batista Dominicana (CBD), onde ficamos hospedados. À noite tivemos uma reunião com o irmão Carlos Llambes, missionário natural de Cuba que coordena um ministério da CBD entre os haitianos. Uma frase que nos chamou a atenção foi: “Deus está usando essa situação no Haiti para unir dois povos que, embora dividam uma mesma ilha, são historicamente hostis um ao outro”.



No dia seguinte partimos rumo ao Haiti. Em Pétion-Ville, distrito de Porto Príncipe, nos esperavam o casal Jonathan e Alexandra Joseph, nossos missionários da terra haitianos que coordenam o trabalho da Associação das Igrejas Batistas do Haiti para a Missão Integral (AEBHMI). Fomos diretamente à Methodist Guest House (Casa de visitantes metodista), onde ficamos hospedados até o dia 10, uma verdadeira ilha de concreto firme e incólume em meio às paredes e muros das casas vizinhas derrubadas pelo terremoto de 12 de janeiro.



Em nosso primeiro dia de trabalho no Haiti (4 de fevereiro), tivemos uma reunião prévia com o pastor Jonathan e sua esposa, que expressou sua alegria e gratidão à JMM pela solidariedade demostrada em enviar seus representantes nesse momento. Igualmente, falou-nos dos desafios que se apresentam após o terremoto e formas de ajudarmos. Também expressou sua opinião sobre as iniciativas das várias igrejas e organizações internacionais nesse primeiro momento pós-tragédia, sugerindo medidas posteriores para a reconstrução do país rumo a um novo momento. Concordou com o nome profético do projeto “Por um Novo Haiti”, dizendo que não imaginava que o novo Haiti teria de ser construído a partir de sua destruição. Reafirmou que, embora pudesse sair do país nesse momento, Deus lhes deu a certeza de que estão ali para confortar e ajudar seu povo a reencontrar o caminho do progresso e da submissão a Deus, única forma de se construir, de fato, um novo Haiti.



Andando por Porto Príncipe pudemos ver o estrago que o terremoto causou no Haiti. O palácio do Governo, os vários prédios dos ministérios, a prefeitura, o correio central, o palácio da Justiça, o parlamento, casas, hospitais, tudo em ruínas. Em consequência disso, tendas espalhadas nas praças e espaços públicos. Certamente, sob esses escombros há muitos corpos que não foram retirados. O Governo confirmou mais de 200 mil mortos. E muita gente ainda está desaparecida.



Entretanto, a maior tristeza foi visitar a comunidade de Trou-Sable. Pessoalmente, a dor foi de lembrar de como era aquela favela, com crianças correndo para todo lado, bandeira do Brasil nas paredes e uma igreja vibrando, onde preguei pela primeira vez no Haiti. A cena era digna de um filme apocalíptico produzido por Hollywood. Casas derrubadas, nossa igreja batista completamente destruída. Segundo os flagelados, nenhuma ajuda chegou até agora. Várias famílias da igreja estão ali também. Quem não teve lugar em Trou-Sable para ficar, foi embora para outras praças da cidade ou para o interior, na casa de algum parente ou por medo de novos tremores.



Não menos comovente foi ver meu amigo pastor Joanès Dessouce, nosso missionário da terra, desolado, nos contando da dor de ver sua comunidade dispersa. Sua família de quatro filhos não sofreu danos físicos, mas sua esposa ainda não está recuperada dos traumas. Perguntado sobre o que fazer, ele respondeu cabisbaixo e lacônico: “Vamos procurar um outro lugar para iniciar uma nova igreja”. De fato, não há o que aproveitar de Trou-Sable.



Também não foi fácil ouvir do pastor Berthony Denaud, nosso missionário da terra que morava em Trou-Sable antes do sismo. Ele conta que, na hora do tremor, estava no seminário. Imediatamente foi para casa e, ao chegar, a viu em ruínas. Chorava e buscava pela sua esposa e filhos. Seus vizinhos diziam: “Não adianta procurar por eles. Já estão perdidos!”.



Então conta que a primeira imagem que viu da sua casa foi sua Bíblia, como que se flutuasse dos escombros, e então ouviu a voz da esposa que dizia: “Denaud, eu estou aqui. Não vá embora”. Depois disso, sozinho, e com as próprias mãos, retirou dali sua mulher e os dois filhos, que agora estão na casa de parentes no interior, como boa parte dos ex-moradores da antiga favela de Trou-Sable.



Nessa rápida turnê, pudemos ver o poder devastador da natureza sobre um país que, histórica e culturalmente, tem sido massacrado por vodu, furacões, tempestades tropicais e ditaduras cruéis. No entanto, talvez nunca na história do Haiti se registrou um cataclismo tão intenso e de proporções inimagináveis. Não se fala em outra coisa que não seja: E agora? Será que esse povo tão acostumado a tragédias vai se reerguer dessa desgraça? O que está sendo feito? O que podemos fazer? O que Deus quer que façamos?”.



Autorizamos a reprodução deste conteúdo única e exclusivamente se a fonte for citada como Convenção Batista Brasileira e com a inclusão do link para www.batistas.com (na internet).




sábado, 13 de fevereiro de 2010

Que venha a perseguição!

Que venha a perseguição!



Por Ariovaldo Jr




Bom mesmo é quando a igreja é perseguida a ponto de não poder alugar um prédio. Pra começar não ficamos preocupados durante todo o mês com a arrecadação de dízimos e ofertas. Não haveriam despesas fixas tão asfixiantes. Não seria preciso usar Malaquias fora de contexto para forçar as pessoas a ofertarem por medo do devorador.

Não incomodaríamos nossos vizinhos com os ensaios do louvor. Não teríamos a “dona Maria” reclamando todos os sábados a noite do barulho bem na hora do Jornal Nacional. E o pior é que eles tem razão em reclamar. “Graças a Deus” eu não moro vizinho de minha própria igreja. Deve ser muito bom poder louvar a Deus apenas com sussurros. Não sei se a maioria das pessoas já parou para imaginar que isso é totalmente possível.

Bom mesmo é quando não precisamos investir em decoração e multimídia valores exorbitantes e muitas vezes superiores ao que gastamos com pessoas. É muito bom quando precisamos que cada um traga uma cadeira de casa. É muito bom quando somos poucos e não é necessário ar-condicionado. Basta ligar um ventilador, ou mudar o culto para outro local mais fresco.

Bom mesmo é quando não podemos pagar a ninguém para ficar por conta do “rebanho”. Todos compartilhariam da responsabilidade de cuidar de seus irmãos. E se algum irmão for “separado” para a dedicação exclusiva no ministério, poderíamos compartilhar com ele apenas suas necessidades básicas e na medida de nossas possibilidades. Cada prato de comida teria um sabor especial para quem o recebe. Seria muito diferente de poder comprar sua própria comida. Servir ao ministério seria de fato um ato de renúncia.

Bom é quando não podemos usar microfones e, então, precisamos falar do evangelho no mesmo volume dos ouvintes. Então a pregação se torna viva e participativa. Acabam-se as circunstâncias em que ficamos horas e horas seguidas ouvindo alguém falar de cima de um palco. Se não conseguimos prestar atenção em quem berra num microfone, é por que o assunto deve ser realmente desinteressante. Mas por que será que preferimos culpar as pessoas ou o “espírito de distração” por nossa irrelevância?

Bom é quando nossa casa não pode ser referência de reunião, sob risco de sermos presos. Bom é quando nossa vida não pode se tornar referência de conduta, sob risco de sermos mortos. Fica tão mais fácil discernir quem é ou não discípulo de Jesus. Poucos se arriscariam fingindo ser crente sob o risco constante de ser perseguido. Não seria necessário gastar palavras em pregações combatendo a religiosidade do povo.

Bom mesmo é ser crente em países muçulmanos.

Eu disse que estas coisas todas são boas. Não disse que eram fáceis!




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Fonte: Ariovaldo Jr.
via: genizah: ( http://www.genizahvirtual.com/)